MODÊLOS PROFÉTICOS: A INTERPRETAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA - https://adeusheresias.com.br

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MODÊLOS PROFÉTICOS: A INTERPRETAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA

MODÊLOS PROFÉTICOS

SACRIFÍCIO DE ABRAÃO   >ABA  2

ABRAÃO EXPULSA AGAR E ISMAEL    >ABA  2

AGAR   >ABA  2

ALTARES   >ABA  3

ARÃO   >ABA  3

CIDADES DE REFÚGIO   >ABA  3

CIRO O GRANDE   >ABA  3

DIA DA EXPIAÇÃO   >ABA  4

INCENSO   >ABA  4

SANGUE ANIMAIS SACRIFICADOS     >ABA  5

DILÚVIO    >ABA  5

ELIAS   >ABA  5

EMANUEL   >ABA  5

EZEQUIEL>ABA  5

FESTIVIDADES JUDAICAS   >ABA  6


GIBEONITAS  >ABA  6

GOLIAS    >ABA  6

HOMEM VESTIDO DE LINHO    >ABA  6

ISAQUE   >ABA  7

ISMAEL    >ABA  7

ISRAEL   >ABA  7

JERUSALÉM   >ABA  8

JONAS   >ABA  8

JONATÃ   >ABA  8

JOSÉ DO EGITO    >ABA  9

JOSUE S.Sacerdote >ABA  9

JUBILEU    >ABA  9

LÓ E FAMÍLIA   >ABA  9
 
NOÉ E FAMÍLIA E ARCA    >ABA  10

OFERTA DE INCENSO     >ABA  10

PACTO DA LEI    >ABA  10

PÁSCOA    >ABA  10

CORDEIRO   >ABA  11

QUEDA DE BABILÔNIA   >ABA  11

QUEDA DO EGITO   >ABA  11

RAABE   >ABA  11

ROCHEDO NO ERMO   >ABA  11

SACERDÓCIO ARÔNICO   >ABA  12

SACRIFÍCIOS DA LEI     >ABA  12

SALOMÃO    >ABA  12

REINADO    >ABA  12

SANTÍSSIMO    >ABA  13

SARA    >ABA  13

VINDA DO SENHOR AO TEMPLO    >ABA  13

SERPENTE DE COBRE    >ABA  13

SETE CONGREGAÇÕES    >ABA  14

SÍTIO E QUEDA JERICÓ    >ABA  14

SODOMA E GOMORRA    >ABA  14

SUMO SACERDOTE     >ABA  14

O INCENSO NO DIA EXPIAÇÃO    >ABA  15

TABERNÁCULO    >ABA  15

TEMPLOS    >ABA  15

ZACARIAS    >ABA  15

ZOROBABEL    >ABA  15

MATÉRIA ADICIONAL
VIDE ABA 2-15


SACRIFÍCIO DE ABRAÃO
O sacrifício de Abraão foi “ilustrativo”. (Hebreus 11:19) Tipificou o doloroso e custoso sacrifício que Jeová Deus fez ao enviar seu amado Filho a terra para morrer como “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. (João 1:29)
E a prontidão de Isaque para morrer ilustra como o Isaque Maior, Jesus Cristo, amorosamente submeteu-se à vontade de seu Pai celestial. (Lucas 22:41, 42; João 8:28, 29)

Por fim, assim como Abraão recebeu seu filho vivo do altar, Jeová recebeu seu filho amado de volta dentre os mortos, qual gloriosa criatura espiritual. (João 3:16; 1 Pedro 3:18) Quão encorajador tudo isso é para os que hoje buscam a amizade com Deus!

AGAR
De acordo com o apóstolo Paulo, Agar figurava num drama simbólico em que representava a nação do Israel carnal, ligada a Jeová pelo pacto da Lei, inaugurado no monte Sinai, pacto este que deu à luz “filhos para a escravidão”. Por causa da condição pecaminosa do povo, esta nação não pôde cumprir com os termos desse pacto. Sob este, os israelitas não se tornaram um povo livre, mas foram condenados quais pecadores dignos de morte; portanto, eram escravos. (Jo 8:34; Ro 8:1-3)

A Jerusalém dos dias de Paulo correspondia a Agar, pois a capital, Jerusalém, representando a organização do Israel natural, encontrava-se em escravidão, junto com seus filhos. No entanto, os cristãos gerados pelo espírito são filhos da “Jerusalém de cima”, a mulher simbólica de Deus. Esta Jerusalém, igual a Sara, a mulher livre, jamais esteve em escravidão. Mas, assim como Isaque foi perseguido por Ismael, assim também os filhos da “Jerusalém de cima”, que foram libertos pelo Filho, foram perseguidos às mãos dos filhos da Jerusalém escravizada. No entanto, Agar e o filho dela foram expulsos, representando a rejeição do Israel natural, como nação, por parte de Jeová. — Gál 4:21-31; veja também Jo 8:31-40.

ABRAÃO EXPULSA AGAR E ISMAEL
Mas, assim como Isaque foi perseguido por Ismael, assim também os filhos da “Jerusalém de cima”, que foram libertos pelo Filho, foram perseguidos às mãos dos filhos da Jerusalém escravizada. No entanto, Agar e o filho dela foram expulsos, representando a rejeição do Israel natural, como nação, por parte de Jeová. — Gál 4:21-31; veja também Jo 8:31-40.




ALTARES
No pátio do antigo templo ficava o altar para a oferta de sacrifícios. Isto prefigurava a provisão de Deus, segundo a sua vontade, para que um sacrifício humano perfeito resgatasse a prole de Adão. (He 10:1-10; 13:10-12; Sal 40:6-8)

Altar de oferta queimada: re 100, 161, 224-5
Os sacerdotes no antigo tabernáculo judaico matavam um animal sacrificial, eles aspergiam o sangue “ao redor sobre o altar” ou derramavam-no “junto à base do altar da oferta queimada”. (Levítico 3:2, 8, 13; 4:7; 17:6, 11, 12) Portanto, a alma do animal era estreitamente associada com o altar de sacrifício.
Todas essas particularidades são do tabernáculo terrestre, do santuário de Jeová em Israel. (Êxodo 25:17, 18; 40:24-27, 30-32; 1 Crônicas 24:4) Devia surpreender-nos, então, encontrar um simbólico altar de sacrifício também no céu? — Êxodo 40:29.

Por baixo deste altar há “as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa da obra de testemunho que costumavam ter”. O que significa isso? Não se pode tratar de almas desencarnadas — semelhantes àquelas em que os gregos pagãos criam. (Gênesis 2:7; Ezequiel 18:4) Antes, João sabe que a alma, ou vida, é simbolizada pelo sangue, e que, quando os sacerdotes no antigo tabernáculo judaico matavam um animal sacrificial, eles aspergiam o sangue “ao redor sobre o altar” ou derramavam-no “junto à base do altar da oferta queimada”. (Levítico 3:2, 8, 13; 4:7; 17:6, 11, 12)
Portanto, a alma do animal era estreitamente associada com o altar de sacrifício. Mas por que se veria as almas, ou o sangue, desses específicos servos de Deus por baixo dum altar simbólico no céu? Porque a morte deles é encarada como sacrificial.

De fato, todos os gerados como filhos espirituais de Deus têm uma morte sacrificial. Em vista do papel que hão de desempenhar no Reino celestial de Jeová Deus, é da vontade Dele que renunciem e sacrifiquem qualquer esperança de vida eterna na Terra. Neste respeito, submetem-se a uma morte sacrificial a favor da soberania de Jeová. (Filipenses 3:8-11; veja 2:17.) Isso ocorre em sentido bem real com aqueles que João viu por baixo do altar. São os ungidos que nos dias deles foram martirizados pelo seu ministério zeloso na defesa da Palavra e da soberania de Jeová. Suas ‘almas foram mortas por causa da Palavra de Deus e por causa da obra de testemunho [mar·ty·rí·an] que costumavam ter’.


ARÃO  
Arão fora o primeiro duma longa sucessão de sumos sacerdotes israelitas. Após ter sido ungido com óleo santo, teve de esperar no tabernáculo por sete dias antes de ser empossado para servir como sumo sacerdote. (Levítico 8:12, 33)
Similarmente, Jesus teve de esperar um certo período antes de ser empossado para interceder em favor da humanidade. Este foi a partir do momento de sua unção como sumo sacerdote até a sua ressurreição.
Diferente de Arão, o imortal Filho de Deus não necessita de sucessor, e ele serve tanto como Sacerdote como qual Rei “à maneira de Melquisedeque”. — Salmo 110:1-4; Gênesis 14:18-20; Hebreus 6:20; 7:1-3, 11-17, 23-25.

No antigo Israel, a principal responsabilidade pelo correto ensino religioso recaía sobre o sumo sacerdote. (Levítico 10:8-11; Malaquias 2:7) Concordemente, Jesus tornou conhecidos os justos requisitos de Jeová para todos os que desejam herdar o Reino e a vida eterna. (Mateus 6:9, 10, 33; 7:28, 29; 11:12; 25:34, 46)

Quando estava numa sinagoga em Nazaré, Jesus leu e aplicou a si mesmo a profecia: “O espírito de Jeová está sobre mim, porque me ungiu para declarar boas novas.” Daí, após passar algum tempo em Cafarnaum, ele disse: “Tenho de declarar as boas novas do reino de Deus também a outras cidades, porque fui enviado para isso.” (Lucas 4:18, 19, 43; Isaías 61:1, 2)


CIDADES DE REFÚGIO
Ao distribuir a terra, Josué reservou seis cidades dos levitas como “cidades de refúgio”, três de cada lado do Jordão. Tratava-se do arranjo de Jeová para proteger o homicida inintencional que fugisse para uma dessas cidades. Esse homicida tinha de provar que tinha a consciência limpa perante Deus, e fazia isso por permanecer nessa cidade até a morte do sumo sacerdote.

Do mesmo modo, em vista das suas anteriores associações com este mundo culpado de sangue, os da “grande multidão” precisam hoje procurar ter uma boa consciência perante Deus. Obtêm esta boa consciência por confessarem seus pecados, por se arrependerem, por darem meia-volta, por fazerem sua dedicação a Jeová e se submeter ao batismo em água. Depois precisam manter esta posição. Os da “grande multidão” precisam permanecer na “cidade” até que Jesus morra figurativamente com respeito à sua obra como sumo sacerdote, no fim de seu Reinado Milenar. — Josué 20:1-9; Apoc. 20:4, 5; 1 Coríntios 15:22, 25, 26.

Quão maravilhosamente Jeová abençoou seu povo Israel! O caminho havia sido duro, e as provações, muitas. Mas, finalmente estavam na Terra da Promessa e estabelecidos nela. Quanto o seu coração se deve ter enchido de gratidão a Jeová! E nós, mostrando-nos fiéis ao nosso Deus, podemos ter uma alegria similar ao entrarmos no seu novo sistema, que inclui a “nova terra”. De fato, dar-se-á conosco o que se deu nos dias de Josué: “Não falhou nem uma única de todas as boas promessas que Jeová fizera à casa de Israel; tudo se cumpriu.” (Josué 21:45) Que você tenha nisso uma participação feliz!


CIRO O GRANDE
Por meio de Isaías, Jeová predisse o surgimento de um conquistador, que tanto salvaria o povo de Deus de Babilônia como puniria seus inimigos. Jeová pergunta: “Quem despertou alguém do nascente? Quem passou a chamá-lo em justiça a Seus pés, para dar diante dele as nações e para fazê-lo subjugar até mesmo reis? Quem continuou a entregá-los como pó à espada, de modo que foram impelidos pelo seu arco como o mero restolho? Quem os esteve perseguindo, passando pacificamente adiante com os seus pés na vereda pela qual não passou a vir? Quem tem estado ativo e tem feito isso, convocando as gerações desde o começo? Eu, Jeová, o Primeiro; e sou o mesmo com os últimos.” — Isaías 41:2-4.

Quem seria despertado do nascente, de regiões orientais? Os países da Medo-Pérsia e do Elão ficavam a leste de Babilônia. Seria dali que Ciro, o Persa, marcharia junto com seus poderosos exércitos. (Isaías 41:25; 44:28; 45:1-4, 13; 46:11) Embora não fosse adorador de Jeová, Ciro agiria segundo a vontade de Jeová, o Deus justo. Ciro subjugaria reis, que seriam espalhados como pó perante ele. Na busca de conquistas, ele passaria “pacificamente”, ou seguramente, por veredas normalmente não percorridas, vencendo todos os obstáculos. No ano 539 AEC, Ciro chegou à poderosa cidade de Babilônia e a derrotou. Com isso, o povo de Deus foi libertado, de modo que pudesse voltar para Jerusalém e restabelecer a adoração pura. — Esdras 1:1-7.

As profecias a respeito da repentina queda da simbólica Babilônia, a Grande, conforme apresentadas no livro de Apocalipse, correspondem nos principais aspectos à descrição da conquista da cidade literal de Babilônia por Ciro. (Compare Apoc. 16:12; 18:7, 8, com Is 44:27, 28; 47:8, 9.)

O rei à frente das poderosas forças militares, descrito logo depois do relato sobre a queda da simbólica Babilônia, porém, não é um rei terreno, mas é a celestial “Palavra de Deus”, o verdadeiro Pastor ungido de Jeová, Cristo Jesus. — Apoc. 19:1-3, 11-16.

O Ciro Maior, que em 1919 libertou “o Israel de Deus” do cativeiro espiritual, é o próprio Jesus Cristo, entronizado como Rei do Reino celestial de Deus desde 1914. — Gálatas 6:16.

DIA DA EXPIAÇÃO
A Lei permitia apenas um único uso do sangue — em sacrifícios animais a Jeová. Tais sacrifícios não eram meros rituais. Estavam repletos de significado espiritual. Nos mínimos detalhes, prefiguravam o sacrifício de Jesus e tudo o que seria conseguido por meio desse sacrifício. — Hebreus 10:1; Colossenses 2:16, 17.

Por exemplo, o manejo dos sacrifícios no Dia da Expiação, por Arão, prefigurava como o grande Sumo Sacerdote, Jesus, usa o mérito de seu próprio precioso sangue vitalício para prover a salvação, primeiro para a sua “casa” sacerdotal de 144.000 cristãos ungidos, a fim de que se lhes possa imputar a justiça e ganhem uma herança quais reis e sacerdotes com ele no céu.

A seguir, o sacrifício em favor do “povo” prefigurou o resgate de Jesus em favor de todos os da humanidade que receberão a vida eterna aqui na terra. Mesmo agora, “uma grande multidão” destes são considerados justos, podendo assim sobreviver à iminente grande tribulação. Isto porque “lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro”, e mostram a sua fé por prestarem a Deus serviço sagrado. — Levítico 16:6, 15, 18-22; Hebreus 9:11, 12; Apoc. 14:1, 4; 7:4, 9, 14, 15.

‘A vida está no sangue.’ O sangue de Jesus era perfeito, de modo que seu sacrifício resulta em conferir vida perfeita a todos os que exercem fé. Quanto nos podemos alegrar de que aquelas antigas prefigurações se cumpriram no amoroso sacrifício de Jesus! — Levítico 17:14; Atos 20:28.

INCENSO
No anual Dia da Expiação, de Israel, o sumo sacerdote típico tinha de entrar no Santíssimo várias vezes. A primeira entrada era feita com incenso fragrante, derramado sobre um incensário de brasas incandescentes. (Levítico 16:12-16) Isto bem representava o que o Sumo Sacerdote antitípico faria na terra antes de ascender ao céu para aparecer perante Jeová com o valor de seu sacrifício humano. (Hebreus 9:24)

Conforme indicado pelo uso do incenso, o proceder de fidelidade de Jesus foi marcado por orações sinceras, zelo ardente pela adoração pura e um profundo amor por Jeová. (Salmo 141:2; Marcos 1:35; João 2:13-17; 12:27, 28; 14:30, 31; Hebreus 5:7) Jesus foi bem-sucedido em manter uma impecável integridade diante de toda a tentação sutil, zombaria e feroz perseguição que lhe foram impostas por Satanás e seus agentes. — Provérbios 27:11; Mateus 22:15-18; Marcos 14:60-65; 15:16-32; Lucas 4:13, 29; João 8:44, 59.

SANGUE ANIMAIS SACRIFICADOS hb 25
Na antiga festa chamada de Dia da Expiação, o sumo sacerdote de Israel levava o sangue dos animais sacrificados para o local mais sagrado do templo, o centro da adoração de Deus. Fazer isto era uma forma simbólica de pedir a Deus que cobrisse os pecados do povo. (Levítico 16:3-6, 11-16) Aqueles sacrifícios não eliminavam realmente todos os pecados, de modo que eles precisavam ser repetidos anualmente. Ainda assim, este emprego do sangue estabelecia um padrão significativo.

Um dos principais ensinos da Bíblia é o de que Deus, com o tempo, proveria um sacrifício perfeito que pudesse expiar de modo pleno os pecados de todos os que cressem. Isto é chamado de resgate, e se focaliza no sacrifício do predito Messias, ou Cristo.

A Bíblia compara o papel do Messias àquilo que era feito no Dia da Expiação: ‘Quando Cristo veio como sumo sacerdote das boas coisas que se realizaram por intermédio [do templo] maior e mais perfeito, não feito por mãos, ele entrou no lugar santo [o céu], não, não com o sangue de bodes e de novilhos, mas com o seu próprio sangue, de uma vez para sempre, e obteve para nós um livramento eterno.

Sim, quase todas as coisas são purificadas com sangue, segundo a Lei, e a menos que se derrame sangue, não há perdão.’ — Hebreus 9:11, 12, 22.
Torna-se assim claro por que precisamos ter o conceito de Deus sobre o sangue. Ele, de acordo com seu direito como Criador, determinou a sua utilização exclusiva. Os israelitas de antigamente talvez tenham colhido benefícios para a saúde por não tomarem sangue animal ou humano, mas esse não era o ponto mais importante. (Isaías 48:17)

Eles tinham de evitar sustentar sua vida com sangue, não primariamente porque agir de outra forma fosse ruim para a saúde, mas porque isso era um sacrilégio para Deus. Eles deviam abster-se de sangue, não por ser contaminado, mas porque era precioso para obterem o perdão.

O apóstolo Paulo explicou sobre o resgate: “Mediante [Cristo] temos o livramento por meio de resgate, por intermédio do sangue desse, sim, o perdão de nossas falhas, segundo as riquezas de sua benignidade imerecida.” (Efésios 1:7) A palavra grega original ali encontrada é devidamente traduzida “sangue”, mas diversas versões da Bíblia falham ao substituí-la pela palavra “morte”. Por causa disso, os leitores poderiam perder a ênfase dada ao conceito de nosso Criador sobre o sangue, e o valor sacrificial que Ele vinculou ao sangue.

O tema da Bíblia gira em torno de que Cristo morreu como perfeito sacrifício de resgate, mas não continuou morto. Seguindo o padrão que Deus estabeleceu no Dia da Expiação, Jesus foi ressuscitado para o céu, a fim de ‘aparecer por nós perante a pessoa de Deus’. Ele apresentou ali o valor de seu sangue sacrificial. (Hebreus 9:24) A Bíblia sublinha que temos de evitar qualquer proceder que equivalha a ‘pisar no Filho de Deus e considerar de pouco valor o sangue dele’. Apenas assim podemos manter um bom relacionamento e a paz com Deus. — Hebreus 10:29; Colossenses 1:20.

DILÚVIO w86 1/1 10-15, 18, 26; w86 15/9 4-7
Os dias de Noé prefiguraram os nossos dias. Como sabemos disso? Bem, Jesus predisse um tempo similar de violência, anarquia e falta de amor como “sinal” de estarmos à beira da “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”.

Ele disse também: “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe,. . . unicamente o Pai.” Daí acrescentou: “Assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem. Porque assim como eles eram naqueles dias antes do dilúvio, comendo e bebendo, os homens casando-se e as mulheres sendo dadas em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a todos, assim será a presença do Filho do homem.” — Mateus 24:3-21, 36-39.

Sim, eles “não fizeram caso”. Mas, você não é obrigado a ser como eles. Poderá salvar-se quando o Senhor Jesus for revelado desde o céu e executar a vingança de Deus por destruir para sempre “os que não obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus”. (2 Tessalonicenses 1:7, 8) Você não é obrigado a ser como os do mundo, cujo interesse principal na vida é agradar a si mesmos e perseguir uma carreira prestigiosa ou a riqueza material, sem levar a Deus em conta. Realmente, “seu deus é o ventre”. — Filipenses 3:19.


ELIAS
O verdadeiro Senhor e o mensageiro (3:1-18).
“Eis que envio o meu mensageiro e ele terá de desobstruir o caminho diante de mim. E repentinamente virá ao Seu templo o verdadeiro Senhor, a quem procurais, e o mensageiro do pacto, em quem vos agradais. Eis que virá certamente.” (3:1) Qual refinador, Ele purificará os filhos de Levi e se tornará testemunha veloz contra os iníquos que não O temeram. Jeová não muda, e, porque são filhos de Jacó, retornará misericordiosamente a eles, se eles retornarem a ele.

Eles vêm roubando a Deus, mas que agora o experimentem por trazerem seus dízimos à casa do depósito para que haja alimento em Sua casa, confiantes de que ele derramará das comportas dos céus a própria plenitude de sua bênção. Tornar-se-ão uma terra de agrado e serão declarados felizes por todas as nações. Aqueles que temem a Jeová têm falado um ao outro, e Jeová tem prestado atenção e escutado. “E começou-se a escrever perante ele um livro de recordação para os que temiam a Jeová e para os que pensavam no seu nome.” (3:16) Hão de tornar-se de Jeová no dia de ele produzir uma propriedade especial.

O grande e atemorizante dia de Jeová (4:1-6).
Este é o vindouro dia que devorará os iníquos, sem deixar nem raiz nem galho. Mas o sol da justiça brilhará para os que temem o nome de Jeová, e serão curados. Jeová os admoesta a lembrar-se da Lei de Moisés. Antes do seu grande e atemorizante dia, Jeová promete enviar Elias, o profeta. “E ele terá de voltar o coração dos pais para os filhos e o coração dos filhos para os pais; para que eu não venha e realmente golpeie a terra, devotando-a à destruição.” — 4:6.

Seca e fogo do céu:
Os da classe de João tinham de pregar esta mensagem por um período especificado: 1.260 dias, ou 42 meses, o mesmo tempo em que a cidade santa seria pisada. Este período parece ser literal, visto que é expresso de duas maneiras diferentes, primeiro em meses e depois em dias. Além disso, no começo do dia do Senhor, houve um período marcado de três anos e meio em que as experiências duras dos do povo de Deus tinham um paralelo com os eventos profetizados aqui — começando em dezembro de 1914 e continuando até junho de 1918. Apocalipse1:10. Pregavam uma mensagem de ‘serapilheira’ sobre o julgamento da cristandade e do mundo por Jeová.

Serem eles simbolizados por duas testemunhas confirma para nós que sua mensagem era exata e bem fundada. (Veja Deuteronômio 17:6; João 8:17, 18.) João chama-os de ‘duas oliveiras e dois candelabros’, dizendo que ‘estão em pé diante do Senhor da terra’. Esta é uma evidente referência à profecia de Zacarias, que viu um candelabro de sete braços e duas oliveiras. Disse-se que as oliveiras retratavam “os dois ungidos”, isto é, o Governador Zorobabel e o Sumo Sacerdote Josué, ‘que estavam de pé ao lado do Senhor de toda a terra’. — Zacarias 4:1-3, 14.

Zacarias vivia num tempo de reconstrução, e sua visão das duas oliveiras significava que Zorobabel e Josué seriam abençoados com o espírito de Jeová em fortalecer o povo para o trabalho. A visão do candelabro lembrava a Zacarias de não ‘desprezar o dia das coisas pequenas’, porque os propósitos de Jeová seriam executados — “‘não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito’, disse Jeová dos exércitos”. (Zacarias 4:6, 10; 8:9) O pequeno grupo de cristãos, que persistentemente levava a luz da verdade à humanidade durante a Primeira Guerra Mundial, seria usado de modo similar numa obra de reconstrução. Eles também seriam fonte de encorajamento, e, embora fossem poucos, aprenderiam a se estribar na força de Jeová, não desprezando o dia de pequenos começos.

Serem descritos como duas testemunhas nos lembra também a transfiguração. Naquela visão, três dos apóstolos de Jesus o viram na glória do Reino acompanhado por Moisés e Elias. Isto prefigurava assentar-se Jesus no seu glorioso trono em 1914, para realizar uma obra prefigurada por aqueles dois profetas. (Mateus 17:1-3) Apropriadamente, as duas testemunhas são agora vistas realizando sinais que fazem lembrar aqueles de Moisés e de Elias. Por exemplo, João diz a respeito deles: “E, se alguém quer causar-lhes dano, sai fogo das suas bocas e devora os seus inimigos; e se alguém quiser causar-lhes dano, terá de ser morto desta maneira. Estas têm autoridade para fechar o céu, para que não caia chuva durante os dias do seu profetizar.” — Apocalipse 11:5, 6a.

Isto nos faz lembrar o tempo em que a autoridade de Moisés foi desafiada em Israel. Aquele profeta proferiu palavras ardentes de julgamento, e Jeová destruiu os rebeldes, consumindo 250 deles por fogo literal desde o céu. (Números 16:1-7, 28-35) De modo similar, os líderes da cristandade desafiavam os Estudantes da Bíblia, dizendo que estes nunca se formaram em seminários teológicos. Mas as testemunhas de Deus tinham credenciais superiores como ministros: as pessoas mansas que haviam aceitado a sua mensagem bíblica. (2 Coríntios 3:2, 3) Em 1917, os Estudantes da Bíblia publicaram em inglês O Mistério Consumado, um poderoso comentário sobre Apocalipse e Ezequiel.

A isto se seguiu a distribuição, em inglês, de 10.000.000 de exemplares do tratado de quatro páginas O Mensário dos Estudantes da Bíblia, com o artigo de destaque intitulado “A Queda de Babilônia — Por Que a Cristandade Tem de Sofrer Agora — o Resultado Final”. Nos Estados Unidos, os clérigos irados usaram a histeria de guerra como desculpa para fazer que o livro fosse proscrito. Em outros países, o livro foi censurado. Não obstante, os servos de Deus continuaram a combater, usando números ardentes de um tratado de quatro páginas, em inglês, intitulado Notícias do Reino. Ao passo que o dia do Senhor continuava, outras publicações tornavam claro a condição espiritualmente defunta da cristandade. — Veja Jeremias 5:14.

Que dizer de Elias? Nos dias dos reis de Israel, este profeta proclamou uma seca como expressão da indignação de Jeová com os israelitas adoradores de Baal. Ela durou três anos e meio. (1 Reis 17:1; 18:41-45; Lucas 4:25; Tiago 5:17) Mais tarde, quando o infiel Rei Acazias mandou soldados para obrigar Elias a comparecer na sua presença régia, o profeta invocou fogo do céu para consumir os soldados. Somente quando um comandante militar mostrou o devido respeito pela posição de Elias como profeta é que este consentiu em acompanhá-lo até o rei. (2 Reis 1:5-16) Do mesmo modo, entre 1914 e 1918, os do restante ungido chamaram destemidamente atenção para a seca espiritual existente na cristandade e avisaram sobre o julgamento ardente que ocorreria ao “chegar o grande e atemorizante dia de Jeová”. — Malaquias 4:1, 5; Amós 8:11.

João prossegue, dizendo a respeito das duas testemunhas: “E têm autoridade sobre as águas, para transformá-las em sangue, e para golpear a terra com toda sorte de praga, quantas vezes quiserem.” (Apocalipse 11:6b) Com o fim de persuadir Faraó a deixar Israel ir livre, Jeová usou Moisés para golpear o opressivo Egito com pragas, incluindo a de transformar água em sangue. Séculos mais tarde, os inimigos filisteus de Israel lembravam-se muito bem dos atos de Jeová contra o Egito, o que os fez clamar: “Quem nos salvará da mão deste Deus majestoso? Este é o Deus que golpeou o Egito com toda sorte de matança [“pragas”, Almeida] no ermo.” (1 Samuel 4:8; Salmo 105:29) Moisés retratava a Jesus, que tinha autoridade para proferir julgamentos de Deus contra os líderes religiosos dos seus dias. (Mateus 23:13; 28:18; Atos 3:22) E, durante a Primeira Guerra Mundial, os irmãos de Cristo, as duas testemunhas, expuseram a propriedade mortífera das “águas” que a cristandade servia aos seus rebanhos.


EMANUEL
MATEUS 1:23, EMANUEL, ”DEUS CONOSCO”.
EXISTEM DOIS CUMPRIMENTOS DESTA PROFECIA ( EMANUEL)
PRIMEIRO CUMPRIMENTO, Jeová provou “ estar com seu povo” APOIANDO-OS. Foi quando, tentaram usurpar Seu Reinado, querendo colocar um rei MUNDANO, no trono de DAVI, linhagem real. Duas Nações, Samaria ou Israel (REI PECA) e Síria (REI REZIM) se aliaram para derrotar o REI ACAZ (JUDÁ). Isaías 7:1-2,6-9.
Jeová ofereceu se para dar um sinal a Isaías e para o REI ACAZ, de que nada ocorreria com o REI e seu povo Judá.(Linhagem real).
Jeová forneceria um SINAL à Isaías dizendo que estaria com seu povo; Isaías 7:10,11. A princípio Acaz não quis, mas, Jeová disse: Darei um Sinal a donzela (mulher de Isaías) ficará gravida e dará a luz a um filho e vão chama-lo pelo nome de Emanuel. Isaías 7:13,14.
Isaías teve relações sexuais com a profetiza e nasceu seu filho, Maer-Salal-Hás-Baz, O PRIMEIRO EMANUEL. Isaías 8:5,9,10,18. Antes do rapazinho crescer, Jeová disse que estes dois Reis rebeldes desapareceriam. Isaías 7:16. Jeová cumpriu sua palavra. O primeiro Emanuel cresceu e os dois Reis (Síria, e Israel) foram derrotados, Isaías 9:11,12.

SEGUNDO CUMPRIMENTO. No primeiro século, O povo de DEUS estava desolado; Isaías 9:1-4, Mat.1:20-23, Lucas 1:68. E Jeová prometeu estar com eles. Daria um sinal, a donzela (MARIA) ficaria gravida e nasceria seu filho de nome JESUS, O SEGUNDO EMANUEL, provando que “JEOVÁ ESTAVA CONOSCO”, ABENÇOANDO o seu povo, com seu meio de salvar Jesus. Luc 2:30, Isaías 9:6,7.

CONCLUSÃO:  JESUS ser enviado na terra por Jeová, é o SINAL QUE JEOVÁ DEUS ESTÁ CONOSCO.
Não seria lógico pensar que Deus se enviaria e nasceria no ventre duma mulher.

EZEQUIEL
Designado vigia para a cristandade
UM VIGIA devia ser especialmente apreciado em tempos de perigo. Seus serviços prestados dia e noite, quando apreciados e acatados, resultam em proteção e em vida para aqueles para quem é vigia. As pessoas da cristandade estão em grande perigo desde que começou o “tempo do fim” na expiração dos “tempos dos gentios” (“tempos designados das nações”), no princípio do outono (hem. set.) do ano de 1914 E. C.

Este perigo não existia só porque grassava e aumentava a Primeira Guerra Mundial, introduzindo uma “era de violência” que tem continuado até o dia de hoje. Há também um perigo de motivo mais sério, conforme veremos.

A cristandade estabeleceu primeiro a Liga das Nações, e, em 1945, as Nações Unidas, como seu vigia em prol de paz e segurança mundiais, mas elas não funcionaram. Antes, puseram-se em perigo os interesses espirituais das pessoas da cristandade, sendo o perigo neste sentido especialmente grande, porque os interesses espirituais têm que ver com a vida eterna ou a morte eterna da pessoa. Não aderirem os clérigos aos princípios cristãos, para impedir a Primeira Guerra Mundial, provou que eles, coletivamente, não eram nenhum vigia espiritual fidedigno.

Por conseguinte, no fim daquele selvagem conflito internacional, em 11 de novembro de 1918, surgiu e tornou-se mais premente a necessidade de se suscitar um vigia espiritual por parte do Ser Espiritual Supremo, em cujas mãos está o destino eterno das pessoas. Ele tinha de suscitar tal vigia com as qualidades de não ser rebelde, de ser fidedigno e fiel, porque os clérigos da cristandade, católicos, protestantes e ortodoxos, não podiam fornecer tal vigia de suas próprias fileiras. Que isto seria feito pelo Deus Altíssimo foi prefigurado no caso de Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote.

O ano de 613 A. E. C. era um ponto avançado no tempo dos quarenta anos do “tempo do fim” de Jerusalém e de seu domínio, a terra de Judá. Faltavam apenas mais seis anos até que tanto Jerusalém como a terra de Judá fossem completamente desoladas, ficando sem homem nem animal doméstico. Aos poucos judeus sobreviventes da destruição de Jerusalém aguardava o exílio em Babilônia, durante os setenta anos de desolação de Judá. Jeová sabia isso de antemão. Sabia especialmente do perigo para o povo judaico envolvido. Com anos de antecedência, em 613 A. E. C., Ele suscitou misericordiosamente um vigia entre os já exilados em Babilônia, Ezequiel, filho dum sacerdote.

Restava ainda tempo para um vigia dar aviso antecipado da vindoura grande calamidade. Ezequiel viu-se de repente favorecido com uma visão da parte de Jeová, o Deus de Israel. Na visão realística, o espantoso carro celestial de Jeová veio do norte e parou diante de Ezequiel, lá nas margens do rio (canal) Quebar, em Babilônia. O objetivo desta visão era que Jeová, no alto da organização semelhante a um carro, designasse Ezequiel para profeta e vigia a favor dos filhos de Israel em perigo. Como profeta, Ezequiel precisava de uma mensagem, e como vigia, ele precisava algo para proclamar.

A mensagem profética e o aviso que Ezequiel devia proclamar estavam contidos na escrita do rolo que uma mão estendeu a Ezequiel, junto com a ordem de que comesse este rolo. Desejava Ezequiel proclamar as “endechas, e gemidos, e lamúria”, escritos na frente e no verso do rolo? Seria apetecível um rolo com tal mensagem, agradável de se comer? Seria Ezequiel rebelde, igual aos filhos de Israel, assim como Jeová lhe disse que não devia ser? (Ezequiel 2:8-10) Que escolha fez Ezequiel, como exemplo para o Ezequiel moderno?

Referindo-se a Jeová, entronizado no seu carro visionário, Ezequiel disse: “E ele passou a dizer-me: ‘Filho do homem, come o que achares. Come este rolo, e vai, fala à casa de Israel.’ Abri, pois, a minha boca, e ele, aos poucos, me fez comer este rolo. E prosseguiu, dizendo-me: ‘Filho do homem, deves fazer o teu próprio ventre comer, para encheres os teus próprios intestinos com este rolo que te dou.’ E eu comecei a comê-lo, e veio a ser na minha boca doce como mel.” — Ezequiel 3:1-3.

Contrário às expectativas, o rolo cheio de coisas sombrias era doce como mel na boca de Ezequiel. Isto se dava porque tornar-se ele parte do próprio organismo de Ezequiel significava uma aceitação da designação de fazer a obra especial de Jeová. Trata-se duma experiência doce para aquele que aprecia a honra de ser designado para servir o Deus Altíssimo numa capacidade especial, num tempo crítico. Setecentos anos depois, o apóstolo cristão João teve uma experiência similar, sendo ele, igual a Ezequiel, um exilado, na ilha de Patmos, no Mar Egeu, muito ao oeste do rio Quebar.

Nesta experiência, João imitou o exemplo de Ezequiel. Se João, o companheiro amado de Jesus Cristo, teve esta experiência no ano 96 E. C., então foi sessenta e seis anos depois de Jesus chamá-lo para ser discípulo que João teve esta visão, ao passo que Ezequiel só estava no seu trigésimo ano, quando recebeu a comissão. Vejamos a similaridade entre as duas experiências, conforme João escreveu:

“E a voz que ouvi sair do céu está falando novamente comigo e está dizendo: ‘Vai, toma o rolo aberto que está na mão do anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra.’ E fui ter com o anjo e disse-lhe que me desse o rolo pequeno. E ele me disse: ‘Toma-o e come-o, e ele fará o teu ventre amargo, mas na tua boca será doce como mel.’ E tomei o rolo pequeno da mão do anjo e o comi, e era doce como mel na minha boca; mas quando o comi, meu ventre ficou amargo. E disseram-me: ‘Tens de profetizar novamente com respeito a povos, e nações, e línguas, e muitos reis.’” — Apocalipse 10:8-11.

Visto que a experiência de Ezequiel foi tomada como modelo para a experiência de João, indica-se que a experiência de Ezequiel era profética, não prefigurando a experiência de João, mas a experiência da mesma classe hoje em dia conforme representada pelo apóstolo João, a saber, os do restante ungido das testemunhas cristãs de Jeová.
9 O rolo que Ezequiel comeu, com endechas, gemidos e lamúria escritos nele, não representava o livro profético de Ezequiel. Representava a mensagem de Jeová a ser transmitida por Ezequiel até o ponto em que transmitiu a sua última mensagem contra os inimigos gentios de Jerusalém e da terra de Judá. — Ezequiel 35:15.

De modo similar, no ano de 1919 E. C., o “rolo dum livro” consumido pelos do restante ungido dos servos dedicados de Jeová não representava o livro de Ezequiel. Representava todas aquelas partes da Bíblia Sagrada de Deus, que têm que ver com as pragas espirituais e a “grande tribulação” que hão de sobrevir à cristandade e aos seus associados religiosos e políticos durante este “tempo do fim”. Os do restante ungido da atualidade comeram este “rolo dum livro” por aceitarem a comissão e a responsabilidade de transmitir todas estas mensagens da Palavra de Deus, conforme Ele as esclarecia por meio do seu espírito e as tornava compreensíveis às Suas testemunhas. Houve indizível alegria e regozijo da parte dos do restante ungido lá em 1919 E. C., ao assimilarem a mensagem de Jeová para aquele tempo e prosseguirem com suas atividades públicas. Era de gosto doce.

NÃO ENVIADO A ESTRANGEIROS, MAS AO SEU PRÓPRIO POVO
Depois de Ezequiel aceitar a sua comissão por comer o “rolo dum livro”, mandou-se-lhe que entrasse em ação. Ele nos conta:

“E ele continuou a dizer-me: ‘Filho do homem, vai, entra no meio da casa de Israel e tens de falar-lhes com as minhas palavras. Pois não estás sendo enviado a um povo de idioma incompreensível ou de língua pesada, mas à casa de Israel, não a numerosos povos de idioma incompreensível ou de língua pesada, cujas palavras não possas ouvir com entendimento. Se eu te tivesse enviado a tais, seriam eles os que te escutariam.

Mas, quanto à casa de Israel, não vão querer escutar-te, pois não querem escutar a mim; porque todos os da casa de Israel são de cabeça dura e de coração duro. Eis que fiz a tua face tão dura como as faces deles e a tua testa tão dura como as testas deles. Igual ao diamante, mais dura do que a pederneira fiz a tua testa. Não deves ter medo deles e não deves ficar aterrorizado diante das suas faces, porque são uma casa rebelde.’” — Ezequiel 3:4-9.

Ezequiel não precisava aprender uma nova língua para transmitir a sua mensagem. Não foi enviado a povos cuja língua não entendia e que não entenderiam o hebraico que ele falava. Se fosse enviado a tais povos, eles o escutariam, assim como os habitantes assírios de Nínive escutaram o profeta hebraico Jonas e se arrependeram, sendo poupados, mais de duzentos anos antes, por volta do ano 844 A. E. C. (Jonas 3:1 a 4:11) Ezequiel foi enviado ao seu próprio povo, para falar-lhes na sua santa língua hebraica. Por isso não se refreariam de acatar o que ele lhes dizia só por não entenderem o que Ezequiel falava. Jeová lembrou a Ezequiel que a casa de Israel era de cabeça dura e de coração duro na sua atitude rebelde. Mas Ezequiel não precisava tremer de medo diante de homens, o que é um laço para o amedrontado. (Provérbios 29:25) Jeová daria à sua testa uma dureza superior, igual à do diamante, mais duro do que a pederneira, em comparação com a testa deles. Poderia ser de face tão determinada como a deles.

Após o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918 E. C., os do restante revivificado das testemunhas ungidas de Jeová não foram enviados aos pagãos, que tinham a sua própria língua religiosa, mas sim à cristandade, que usava o idioma religioso cristão. Podiam fazer muito bem a sua pregação do reino de Deus na cristandade. Por quê?

Porque aguardavam a administração de suas atividades e os suprimentos de literatura religiosa da parte da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, e esta Sociedade, já em 1919 E. C., tinha sucursais na Grã-Bretanha, na Europa continental, na Austrália, na África do Sul e na América do Norte. Os povos nestas terras da cristandade tinham a Bíblia Sagrada em diversos idiomas, do mesmo modo que as testemunhas de Jeová.

Embora as mãos destes povos gotejassem o sangue da Primeira Guerra Mundial, ainda assim professavam ser cristãos. Afirmavam crer em Deus, o Pai, e em seu Filho, Jesus Cristo, bem como no espírito santo e na igreja cristã. Por conseguinte, os da classe hodierna de Ezequiel podiam falar a linguagem religiosa destes professos cristãos, os quais, por sua vez, podiam entender a linguagem bíblica dos da classe de Ezequiel.

Os do restante ungido das testemunhas de Jeová não esperavam converter a cristandade do erro do seu proceder, assim como Ezequiel tampouco recebera a esperança de converter a casa rebelde de Israel. A cristandade representa realmente a apostasia ou rebelião predita contra a religião pura, rebelião que tomou forma depois da morte dos doze apóstolos de Jesus Cristo, por volta do fim do primeiro século E. C. (2 Tessalonicenses 2:3-12)

De modo que também a cristandade, igual ao antigo Israel, era uma “casa rebelde”. Os do restante ungido não ficaram surpresos diante da sua má vontade de escutar, porque se lembravam das palavras de Jesus, que correspondiam às de Jeová a Ezequiel, a respeito de ouvirem, quando Jesus disse a certas cidades israelitas, onde havia dado testemunho:

FESTIVIDADES JUDAICAS
Essas três festividades são de interesse especial para nós CRISTÃOS, por causa de seu significado profético. “Três vezes no ano todo macho teu deve comparecer perante Jeová, teu Deus, no lugar que ele escolher”. Deu.16:16.
OBS: Toda “alegoria” do VT, cumpre-se em realidades no novo testamento.

PRIMEIRA FESTIVIDADE- RECOLHIMENTO DO REI DO REINO CELESTIAL JESUS.
A primeira delas era a festividade dos pães não fermentados. (Deu.16:1a8). Seguia se à celebração da Páscoa e durava sete dias.
Trazendo à atenção o significado profético desta festividade, o apóstolo Paulo escreveu: “Cristo, a nossa páscoa, já tem sido sacrificado. Consequentemente, guardemos a festividade, não com o velho fermento, nem com o fermento de maldade e iniquidade, mas com os pães não fermentados da sinceridade e da verdade” 1 Cor. 5:7, 8.

SEGUNDA FESTIVIDADE-RECOLHIMENTO DOS 144000 GOVERNANTES COM CRISTO, NO CÉU.
A seguir, vinha a festividade das semanas, ou de Pentecostes. (Deu. 16:9a12) Era celebrada sete semanas mais tarde, ou no quinquagésimo dia após o dia 16 de nisã. Neste dia, ofereciam-se as primícias da colheita do trigo. Ela durava apenas um dia e representava as primícias da humanidade, os 144.000 MEMBROS DO CORPO ESPIRITUAL DE CRISTO, QUE FORAM COMPRADOS DENTRE A HUMANIDADE. (Tia. 1:18; Rev. 14:4). Bem apropriadamente, esta congregação do ISRAEL ESPIRITUAL, como veio a ser chamado, teve seu início no dia literal de Pentecostes.  Atos 2:1; Gal. 6:15, 16; Apoc.7:4a8. IRÃO PARA O CÉU.

TERCEIRA FESTIVIDADE-RECOLHIMENTO DA “GRANDE MULTIDÃO" DOS GOVERNADOS, PARA VIVEREM NA TERRA.
A última do ano era a “festividade das barracas”. (Deu. 16:13a15). Ocorria no sétimo mês, do décimo quinto ao vigésimo primeiro dia, havendo uma assembleia solene no vigésimo segundo dia. Comemorava a morada dos israelitas em barracas durante a sua peregrinação de quarenta anos no ermo. Era também chamada de festividade do recolhimento, visto que celebrava a colheita final de todas as suas safras.
Uma de suas caraterísticas era o meneio de folhas de palmeiras. Isto nos faz lembrar a visão do apóstolo João sobre o ajuntamento da “GRANDE MULTIDÃO” que acenava com folhas de palmeiras e dizia: “Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro”. (Rev. 7:9, 10)
Hoje, Jesus Cristo está ajuntando a “GRANDE MULTIDÃO” de suas “outras ovelhas”, para que finalmente fique unida com o seu “pequeno rebanho”, constituindo-se assim apenas “um só rebanho” debaixo de um só “pastor excelente. MORARÃO NA PARA SEMPRE NA TERRA. Sal.37:29.

PERGUNTA DE LEITOR
Os salvos passarão pela Grande Tribulação ou serão arrebatados antes dela?
RESPOSTA: Jesus afirmou claramente: Na grande tribulação ELE, salvará duas classes de pessoas. A primeira classe: arrebatamento dos Escolhidos em espírito. 1 Cor; 15:50; A segunda classe são as pessoas que serão salvas em carne e osso para saírem da grande tribulação e herdarem a Terra. Mat. 24:21,22,31; Prov. 2:21,22.
Em Apocalipse capítulo 7:1-4; 9-15 encontramos duas classes DISTINTAS de pessoas de salvas.
Veja o modelo profético de tabernáculo. São duas classes distintas de Pessoas a serem salvas:

A sacerdotal e o povo. Só a classe sacerdotal entra para o interior da cortina rasgada, com caminho livre para o céu ilustrando que HOJE que somente os 144.000 reis e sacerdotes serão arrebatados. Heb. 3:1; 10:1; 19-22.

O Povo dos átrios (pátios) NÃO eram são autorizados entrar no cômodo santo e muito menos no cômodo santo dos santos (santíssimo), e quando entravam morriam, simbolizando HOJE, a salvação da grande multidão na Terra. (classe beneficiada pela classe sacerdotal, a noiva de Cristo, na Nova Jerusalém). Heb. 9:7

Esse modelo profético do Tabernáculo simboliza também que a MEDIAÇÃO DE DEUS É SOMENTE FEITA PELO SUMO SACERDOTE JESUS com a classe  SACERDOTAL hoje os 144.000, os sub sacerdotes. E classe SACERDOTAL beneficiaria a Classe dos átrios (pátios),hoje a Grande Multidão. Apoc. 7:9,10. É por isso que Jesus é mediador de um novo pacto só com os 144.000 ungidos.


GIBEONITAS
A cidade de Jericó, como ponto de entrada no país, tinha sido eliminada, assim como será devastada a religião falsa quando começar a “grande tribulação”. Ai havia caído. Mas, então, todos os reis que se achavam do lado do Jordão na região montanhosa e na Sefelá, e ao longo de toda a costa do Grande Mar, e defronte do Líbano, os hititas e os amorreus, os cananeus, os perizeus, os heveus e os jebuseus, todos eles começaram a reunir-se para unanimemente travar guerra contra Josué e Israel”. (Josué 9:1, 2)

No paralelo moderno disso, encontramos as nações da terra agora coligadas nas chamadas Nações Unidas. Elas procuram paz e segurança para si nos seus próprios termos, mas “se aglomeraram à uma contra Jeová e contra o seu ungido”, o Josué Maior (Salmo 2:1, 2) Qual será o resultado?

Agiram com Astúcia
Outros não-israelitas, iguais a Raabe antes deles, começaram então a interessar-se em sobreviver. Tratava-se dos habitantes de Gibeão, uma cidade grande ao norte de Jebus, ou Jerusalém. Souberam dos atos poderosos de Jeová e estavam decididos a procurar paz e segurança nos termos de Jeová. Mas como? Enviaram ao acampamento de Israel, em Gilgal, alguns homens que levavam consigo provisões ressequidas e em migalhas, e sacos e odres gastos, usando mantos e sandálias remendados. Chegando-se a Josué, esses homens disseram: “É duma terra mui distante que teus servos vieram por causa do nome de Jeová, teu Deus, pois ouvimos sua fama.” Ouvindo isso, “Josué foi fazer paz com eles e concluir com eles um pacto para deixá-los viver”. — Josué 9:3-15.

Mas, Israel ficou logo sabendo que os gibeonitas, de fato, ‘moravam no seu próprio meio’! Como encarou Josué então o ardil deles? Honrou o juramento anteriormente feito a eles, ‘para deixá-los viver, e para se tornarem ajuntadores de lenha e tiradores de água para toda a assembléia’. — Josué 9:16-27; veja Deuteronômio 20:10, 11.

Muitos dos netineus, que em anos posteriores serviram no templo de Jeová, provavelmente eram de descendência gibeonita. De modo que os gibeonitas podem muito bem prefigurar os da “grande multidão”, que agora prestam a Deus “serviço sagrado, dia e noite, no seu templo”. (Apoc..7:9, 15) Embora vivam num mundo assim como era Canaã, no seu coração “não fazem parte do mundo”.
Anteriormente, tiveram de suportar provisões espirituais “em migalhas”, tais como as encontradas nas igrejas da cristandade, e não tiveram nenhum “vinho” de alegria. Ao entrarem em contato com o povo de Deus, reconheceram que Jeová está realizando atos poderosos por meio de suas testemunhas. Fizeram a longa viagem desde o mundo de Satanás, a fim de mudar seus “mantos” gastos por uma nova identificação como servos humildes de Jeová, revestidos da nova personalidade. — João 14:6; 17:11, 14, 16; Efésios 4:22-24.

GOLIAS
A Questão da Soberania
Golias foi arrogantemente à luta em desafio ao Deus de Israel. Similarmente, neste século 20, surgiu o sistema político de governo totalitário, que desafia a soberania de Jeová e tenta intimidar Seus servos à submissão adorativa ao Estado. Essa questão é de interesse do povo de Deus em todas as nações. Por quê? Porque os preditos Tempos dos Gentios, ou “tempos designados das nações”, terminaram em 1914, introduzindo o atual período de “angústia entre as nações em perplexidade”. (Lucas 21:24-26; NM, Almeida)

Os Tempos dos Gentios começaram quando as nações passaram a pisotear a Jerusalém terrestre, em 607 AEC, e cobriram os 2.520 anos seguintes, até 1914, quando Jeová entronizou Jesus como seu Rei messiânico na Jerusalém celestial. — Hebreus 12:22, 28; Apocalipse 11:15, 17.

Ocorreu uma grande mudança em 1914. As nações gentias não mais podiam governar sem interferência divina. Mas, será que “os reis” que então governavam obedeceram ao mandamento profético de ‘servir a Jeová com temor’, reconhecendo o Seu Rei recém-empossado? Não! Em vez disso, eles “se aglomeraram à uma contra Jeová e contra o seu ungido”, Jesus. Indo atrás de suas próprias ambições, vieram a estar ‘em alvoroço’ na Grande Guerra de 1914-18. (Salmo 2:1-6, 10-12)

Até hoje, a dominação do mundo é uma questão ardente perante a humanidade. O mundo de Satanás continua a produzir heróis políticos, comparáveis aos aparentados de Golias, os refains. Esses governos ditatoriais escarnecem de Jeová e tentam intimidar Suas testemunhas à submissão, mas, como sempre, a batalha e a vitória pertencem a Jeová. — 2 Samuel 21:15-22.


HOMEM VESTIDO DE LINHO
A visão de Ezequiel se cumpriu primeiro quando a antiga Jerusalém foi destruída. Como ela vai se cumprir nos nossos dias?
Ez 9:1, 2
O homem com o tinteiro de secretário representa Jesus Cristo
Os seis homens segurando armas esmagadoras representam os exércitos de anjos, liderados por Cristo
Ez 9:3-7
Durante a grande tribulação, os membros da grande multidão vão ser julgados como ovelhas e marcados para sobreviver

ISAQUE  
Perseguido por Ismael:
Isaque, cujo nome significa “Riso”, nasceu de Saraesposa da Abraão. (Gênesis 21:5, 6) Logo chegou o tempo de ele ser desmamado. Durante o banquete, o ciumento Ismael perseguiu a Isaque. Diante disso, Sara instou fortemente com Abraão para que expulsasse da casa a escrava, Agar, e seu filho. Jeová Deus apoiou o pedido de Sara. Embora penalizado, Abraão obedeceu prontamente. (Gênesis 21:8-14)

Segundo Gálatas 4:21-30, isto prefigurou como o Abraão Maior terminaria o seu relacionamento com os da nação do Israel natural. Como os demais dentre a humanidade, eles nasceram como escravos do pecado. (Romanos 5:12) Mas, além disso, rejeitaram a Jesus Cristo, o verdadeiro Descendente de Abraão, que veio para os libertar. (João 8:34-36; Gálatas 3:16) E assim como Ismael perseguiu Isaque, eles perseguiram a recém-formada congregação cristã do Israel espiritual, que era a parte secundária do descendente de Abraão. — Mateus 21:43; Lucas 3:7-9; Romanos 2:28, 29; 8:14-17; 9:6-9; Gálatas 3:29.

“Sacrificado” por Abraão: w89 1/7 22
Quando Abraão recebeu esta ordem: “Toma, por favor, teu filho, teu único filho a quem tanto amas, Isaque, e faze uma viagem à terra de Moriá e oferece-o ali como oferta queimada num dos montes que te designarei.” — Gênesis 22:1, 2.

Deve ter sido difícil para Abraão entender a razão dessa penosa ordem. Não obstante, ele mostrou a sua costumeira pronta obediência. (Gênesis 22:3) Depois de três dias aflitivos, ele chegou ao monte selecionado. Ali ele construiu um altar e colocou lenha nele. A essa altura, provavelmente já havia explicado a ordem de Deus a Isaque, que facilmente poderia ter fugido. Em vez disso, Isaque permitiu que seu idoso pai amarrasse os seus braços e pernas e o deitasse sobre o altar. (Gênesis 22:4-9) Ao que podemos atribuir tal obediência?

Abraão cumprira fielmente as suas responsabilidades para com Isaque, conforme delineadas em Gênesis 18:19. Sem dúvida havia incutido em Isaque o propósito de Jeová de ressuscitar os mortos. (Gênesis 12:3; Hebreus 11:17-19) Isaque, por sua vez, era objeto de profundo amor da parte de Abraão e desejaria agradar a seu pai em tudo, especialmente quando se tratasse de fazer a vontade de Deus. Que excelente lição para as famílias cristãs da atualidade! — Efésios 6:1, 4.

Daí veio o clímax do teste. Abraão apanhou o cutelo. Mas, estando prestes a matar seu filho, Jeová o impediu e disse: “Agora sei deveras que temes a Deus, visto que não me negaste o teu filho, teu único.” (Gênesis 22:11, 12) Quão ricamente Abraão foi recompensado por ouvir do próprio Deus a declaração de sua justiça! Podia agora sentir-se seguro de ter correspondido ao que Deus exige de um humano imperfeito. O que é mais importante, a avaliação anterior que Jeová fizera da fé de Abraão foi vindicada. (Gênesis 15:5, 6)

Depois disso, Abraão sacrificou um carneiro que foi milagrosamente provido para substituir a Isaque. Daí ele ouviu Jeová confirmar, por voto juramentado, as promessas do pacto. Mais tarde, ele tornou-se conhecido como amigo de Jeová. — Gênesis 22:13-18; Tiago 2:21-23.

O sacrifício de Abraão foi “ilustrativo”. (Hebreus 11:19) Tipificou o doloroso e custoso sacrifício que Jeová Deus fez ao enviar seu amado Filho a terra para morrer como “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. (João 1:29) E a prontidão de Isaque para morrer ilustra como o Isaque Maior, Jesus Cristo, amorosamente submeteu-se à vontade de seu Pai celestial. (Lucas 22:41, 42; João 8:28, 29)

Por fim, assim como Abraão recebeu seu filho vivo do altar, Jeová recebeu seu filho amado de volta dentre os mortos, qual gloriosa criatura espiritual. (João 3:16; 1 Pedro 3:18) Quão encorajador tudo isso é para os que hoje buscam a amizade com Deus!


ISMAEL
‘faz caçoada’ de Isaque:
O ciumento Ismael perseguiu a Isaque. Diante disso, Sara instou fortemente com Abraão para que expulsasse da casa a escrava, Agar, e seu filho. Jeová Deus apoiou o pedido de Sara. Embora penalizado, Abraão obedeceu prontamente. (Gênesis 21:8-14)

Segundo Gálatas 4:21-30, isto prefigurou como o Abraão Maior terminaria o seu relacionamento com os da nação do Israel natural. Como os demais dentre a humanidade, eles nasceram como escravos do pecado. (Romanos 5:12) Mas, além disso, rejeitaram a Jesus Cristo, o verdadeiro Descendente de Abraão, que veio para os libertar. (João 8:34-36; Gálatas 3:16)

E assim como Ismael perseguiu Isaque, eles perseguiram a recém-formada congregação cristã do Israel espiritual, que era a parte secundária do descendente de Abraão. — Mateus 21:43; Lucas 3:7-9; Romanos 2:28, 29; 8:14-17; 9:6-9; Gálatas 3:29.


ISRAEL
Pede um rei:
Os antigos israelitas, quando ficaram descontentes com o arranjo de Jeová para o governo deles e passaram a achar que o arranjo político das nações pagãs circunvizinhas era preferível, eles se dirigiram ao profeta de Jeová, Samuel, e pediram que lhes designasse um rei. Samuel se desagradou muito disso e ficou pesaroso. O mesmo se dava com o Deus de quem ele era profeta.

Jeová de direito sentiu-se magoado diante deste pedido de mudança de seu arranjo teocrático para Israel. Conforme ele disse ao seu profeta Samuel: “Não é a ti que rejeitaram, mas é a mim, que rejeitaram como rei sobre eles.” (1 Samuel 8:4-9)

Isto prefigurou o proceder adotado pela cristandade neste século 21. De modo que a futura aclamação por todos da proclamação de “paz e segurança” não terá resultado favorável, nem a bênção divina.  Somente o Reino de Deus por Cristo, trará as indivisíveis bençãos para a humanidade num futuro próximo.

Restaurado do exílio:
Considere a desolada terra de Judá e Israel. Visto que Deus determinara que ela devia guardar um sábado por permanecer desocupada por 70 anos, ele agiu para evitar que Edom e outras nações ocupassem tal território. (2 Crônicas 36:19-21; Daniel 9:2) De fato, Edom e sua região montanhosa de Seir também foram desolados, conforme predito, sendo subjugados pelos babilônios em 602-601 AEC. — Ezequiel 35:1-36:5; Jeremias 25:15-26.

A volta de um restante a Judá, em 537 AEC, apontou para emocionantes acontecimentos modernos. Em 1919, os “montes de Israel”, ou a condição espiritual das testemunhas ungidas de Jeová, começaram a ser repovoados com um restante espiritualmente vitalizado. (Ezequiel 36:6-15) Deus os purificou de impureza religiosa e pôs neles “um espírito novo”, habilitando-os a produzir os frutos de Seu espírito santo. (Gálatas 5:22, 23) E, para que o nome de Jeová não fosse profanado pelos mundanos, por ter ele disciplinado o seu povo, Jeová abençoou grandemente o restante. — Ezequiel 36:16-32.

Depois que um restante voltou a Judá, aquela terra desolada foi transformada num frutífero “jardim do Éden”. (Leia Ezequiel 36:33-36.) Similarmente, a partir de 1919, Jeová transformou o outrora estado desolado do restante ungido num frutífero paraíso espiritual, agora compartilhado pela “grande multidão”. Visto que esse paraíso espiritual tem sido povoado por pessoas santas, que cada cristão dedicado se esforce em mantê-lo limpo. — Ezequiel 36:37, 38.

Restaura-se a União
No cativeiro babilônico, os judeus eram uma nação quase morta, como meros ossos num campo. (Ezequiel 37:1-4) Mas, o que viu Ezequiel a seguir? (Leia Ezequiel 37:5-10.) Esses ossos foram recobertos com tendões, carne e pele, e foram reativados com o fôlego da vida. (Ezequiel 37:11-14) Deus ressuscitou a nação judaica quando 42.360 pessoas de todas as tribos de Israel e cerca de 7.500 não israelitas aproveitaram a oportunidade de repovoar Judá, reconstruir Jerusalém e seu templo e restaurar a adoração pura em sua terra de origem. (Esdras 1:1-4; 2:64, 65)

Similarmente, em 1918, o perseguido restante do Israel espiritual ficou semelhante àqueles ossos secos — morto no que diz respeito à sua obra pública de testemunho. Mas, em 1919, Jeová os vitalizou como proclamadores do Reino. (Apocalipse 11:7-12) Este paralelo deve fortalecer a nossa confiança de que esses ungidos e seus associados constituem a organização terrestre que Jeová usa hoje em dia.

Como foi ilustrada a restauração da união organizacional entre o antigo povo de Jeová? (Leia Ezequiel 37:15-20.) Existe um paralelo moderno para a junção das duas varetas (uma marcada para o reino de Judá, de duas tribos, e a outra para o de Israel, de dez tribos). Durante a Primeira Guerra Mundial, homens ambiciosos tentaram quebrar a união dos servos de Deus, mas, em 1919, os ungidos fiéis foram unificados sob Cristo, o seu “um só rei” e “um só pastor”.

Ademais, como os mais de 7.500 não israelitas que retornaram a Judá, os da “grande multidão” estão agora unidos com o restante ungido. Que alegria é estar no paraíso espiritual, servindo a Jeová em união sob o nosso “um só rei”! — Ezequiel 37:21-28.

Travessia do Jordão:
A mais notável travessia do Rio Jordão ocorreu quando Josué conduziu os israelitas para a Terra Prometida. Já em princípios de abril termina a colheita da cevada, uns seis meses antes que na região montanhosa. As neves derretidas do monte Hermom, tendo encontrado o seu caminho através dos lagos mais elevados, enchem então o Zor até à borda, tornando o rio veloz e profundo, e, onde as margens são baixas, alargando-o a centenas de metros. (Jos. 3:15) Foi então uma proeza digna de menção quando mais tarde os homens de Gade atravessaram o rio a nado em condições idênticas. — 1 Crô. 12:15.

Imagine a multidão de israelitas atravessando-o, juntamente com mulheres e crianças! Foi preciso deveras um milagre. Mediante o poder de Jeová ocorreu de fato o milagre e as águas foram cortadas completamente, de modo que a nação pôde atravessar “a pé enxuto”. (Jos. 3:16, 17, ALA)

Jeová passou a estabelecer uma recordação deste milagre no Jordão, ordenando que 12 homens, representando as doze tribos de Israel, apanhassem 12 pedras do leito do rio e as depositassem na margem ocidental, em Gilgal. Essas pedras permaneceriam ali como recordação duradoura do nome de Jeová e de seus poderosos atos. Os futuros filhos de Israel deviam ser informados de que esta recordação era “para que todos os povos da terra conhecessem a mão de Jeová, que ela é forte; a fim de que deveras temêsseis a Jeová, vosso Deus, para sempre”. (Josué 4:1-8, 20-24)

Nos tempos modernos, os atos maravilhosos de Jeová em preservar seu povo, apesar de ferozes ataques por líderes políticos e religiosos, erguem-se como recordação de que ele está com o seu povo. Sem dúvida, suas grandiosas obras hodiernas, em vindicação de seu nome, serão recordadas permanentemente no seu novo sistema de coisas. — Apocalipse 12:15, 16; Salmo 135:6, 13.

Cabia ainda mais uma recordação: “Havia também doze pedras que Josué erigiu no meio do Jordão, no lugar em que estiveram parados os pés dos sacerdotes que carregavam a arca do pacto, e elas continuam ali até o dia de hoje.” Quando os sacerdotes saíram do leito do rio e Jeová soltou as represadas águas inundantes, estas desceram turbilhonando em volta das 12 pedras de testemunho. (Josué 4:9)
Daí para a frente, essa corrente não podia fugir da presença dessas pedras. Do mesmo modo hoje, a humanidade avança cada vez mais rapidamente para o “Mar Morto” do Armagedom. Mas não pode fugir do testemunho que as Testemunhas de Jeová acumularam mundialmente, ao passo que se mantêm ‘firmes em um só espírito, com uma só alma, esforçando-se lado a lado pela fé das boas novas’. (Filipenses 1:27, 28)

Fazer a vontade de Deus é um trabalho árduo, como quando os 12 homens carregaram cada um no ombro a sua pedra comemorativa e as levaram até Gilgal. Mas um grandioso espírito de pioneiro está unindo o hodierno povo de Deus, estimulando-o constantemente a ser “corajoso e muito forte”. — Salmo 27:14; 31:24; Sofonias 3:9.

Quem estiver perseverando até o fim atravessará para o novo mundo de Deus a nova terra prometida debaixo dos novos céus. Mat. 24:13;  2 Ped. 3:13.

JERUSALÉM
Babilônia, a Grande, É Despida Publicamente. Apocalipse descreve o inteiro império mundial de religião falsa — incluindo a cristandade — como prostituta, Babilônia, a Grande, que tem relações com os reis da terra e embriaga a humanidade com a sua fornicação. Ela mesma está embriagada — repulsivamente — de beber sangue, o sangue dos servos de Deus. (Apocalipse 17:1-A também descreve o fim dessa repugnante velha meretriz, e podemos entender melhor o que isso significará se considerarmos o que aconteceu com outra meretriz religiosa que existiu lá no sétimo século antes da nossa Era Comum.

Aquela meretriz era a cidade de Jerusalém. Esperava-se que ela fosse o centro da adoração de Jeová na terra, mas Deus lhe disse: “Pelo teu sangue que derramaste tornaste-te culpada.” (Ezequiel 22:4) Esperava-se também que ela fosse espiritualmente pura, mas ela se prostituíra por ter intimidade com as nações. “Oh! como estou cheio de ira contra ti”, Jeová disse a ela, “por fazeres todas estas coisas, trabalho de mulher, de prostituta prepotente!” — Ezequiel 16:30; 23:1-21; Tiago 4:4.

Veja, a seguir, o julgamento de Jeová contra essa meretriz: “Eis que estou reunindo contra ti todos os que te amam apaixonadamente [as nações], aos quais davas prazer, e todos os que amaste. . . , e terão de tirar-te as tuas vestes e tomar os teus belos objetos, e terão de deixar-te para trás nua e despida. E terão de queimar as tuas casas com fogo.” (Ezequiel 16:37, 39, 41; 23:25-30) A história registra o que aconteceu. Os babilônios chegaram em 607 AEC e desnudaram Jerusalém completamente. O seu povo e a sua riqueza foram levados para Babilônia. A cidade foi destruída, o templo foi queimado, e o país ficou despovoado. — 2 Crônicas 36:17-21.

Algo similar acontecerá com Babilônia, a Grande. Apocalipse adverte: “Estes [os atuais “reis”, ou governantes com os quais Babilônia, a Grande, tem cometido fornicação espiritual] odiarão a meretriz e a farão devastada e nua, e comerão as suas carnes e a queimarão completamente no fogo.” (Revelação 17:2, 16) Com base no exemplo da antiga Jerusalém, sabemos o que isso significará. A religião falsa será destruída por governos nacionais que antes a ‘amavam’. A sua riqueza lhe será arrancada, e ela será queimada, destruída completamente. Um fim apropriado para uma organização repugnante!

JONAS
Jonas estabelece um pararalelo do próprio Filho de Deus. Disse ele: “Nenhum sinal . . . será dado [a esta geração], exceto o sinal de Jonas, o profeta. Porque, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do enorme peixe, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no coração da terra. Homens de Nínive se levantarão no julgamento com esta geração e a condenarão; porque eles se arrependeram com o que Jonas pregou, mas, eis que algo maior do que Jonas está aqui.” (Mt 12:39-41; 16:4)

A ressurreição de Cristo Jesus devia ser tão real quanto a libertação de Jonas do ventre do peixe. E a geração que ouvira a pregação de Jonas deve ter sido tão literal quanto a geração que ouviu o que Cristo Jesus disse. Homens míticos de Nínive jamais poderiam ressurgir no julgamento e condenar uma geração empedernida de judeus.

JONATÃ
Amizade com Davi:
Davi era ‘um homem agradável ao coração de Jeová’. Isso era evidente em seu amor a Jeová e à Sua justiça — características que até mesmo o covarde Rei Saul reconheceu existirem em Davi — sim, em suas qualidades de destemor, de devoção plena a Jeová, de liderança e de submissão humilde à ordem teocrática. — 1 Samuel 13:14; 16:7, 11-13; 17:33-36; 24:9, 10, 17.

Depois de sua vitória sobre Golias, Davi apresentou-se a Saul. Foi então que entrou em cena outro amante da justiça. Foi Jonatã, o filho mais velho do Rei Saul. “Sucedeu que, assim que [Davi] acabou de falar a Saul, a própria alma de Jonatã se ligou à alma de Davi, e Jonatã começou a amá-lo como a sua própria alma.” (1 Samuel 18:1) Não foi o seu valor físico ou a sua perícia com a funda o que granjeou a admiração sincera de Jonatã para com Davi, mas sim o seu zelo ardente em limpar o nome de Deus do vitupério, a sua atitude altruísta e a sua confiança implícita em Jeová. — Compare com o Salmo 8:1, 9; 9:1, 2.

Embora Jonatã fosse uns 30 anos mais velho que Davi, ele se uniu a esse jovem guerreiro num duradouro vínculo de amizade. “E Jonatã e Davi passaram a concluir um pacto, porque o amava como a sua própria alma. Além disso, Jonatã despiu-se da sua túnica sem mangas que usava e a deu a Davi, e também suas vestes, e até mesmo sua espada, e seu arco, e seu cinto.” (1 Samuel 18:3, 4) Que notável demonstração de reconhecimento da parte de Jonatã! Jonatã seria normalmente o herdeiro de Saul. No entanto, ele expressou por Davi um amor caloroso e baseado em princípios, e submissão a ele como o ungido para ser rei, aquele que estava acima de tudo decidido a defender o nome e a soberania de Jeová. — 2 Samuel 7:18-24; 1 Crônicas 29:10-13.

O próprio Jonatã era também um lutador em favor da justiça. Ele havia declarado que “para Jeová não há empecilho para salvar com muitos ou com poucos”. Por quê? Porque Jonatã reconheceu que sempre há necessidade de recorrer à orientação divina para a vitória na guerra teocrática. Quando Jonatã inintencionalmente cometeu um delito pelo qual Saul o condenou à morte, ele humildemente aceitou esse julgamento. Felizmente, o povo o salvou. — 1 Samuel 14:6, 9, 10, 24, 27, 43-45.

Expressão de Amor Leal
Saul ficou ciumento da fama de Davi como guerreiro e tentou matá-lo, mas o amor leal de Jonatã o socorreu! Diz o relato: “No que se referia a Jonatã, filho de Saul, agradava-se muito de Davi. Por isso, Jonatã informou Davi, dizendo: ‘Saul, meu pai, está procurando fazer que sejas morto. E agora, por favor, guarda-te de manhã, e tens de morar às escondidas e manter-te escondido.’ ” Naquela ocasião, Jonatã aplacou a Saul, de modo que Davi foi poupado. Mas, os êxitos adicionais de Davi em ‘lutar contra os filisteus e golpeá-los com grande matança’ reacenderam a animosidade de Saul. Novamente decidiu matar Davi, de modo que este fugiu. — 1 Samuel 19:2-10.

Com o tempo, o fugitivo Davi reencontrou-se com Jonatã, que disse: “Farei para ti o que a tua alma disser.” Os dois reafirmaram um pacto perante Jeová, e Davi prometeu que jamais cortaria a benignidade para com a casa de Jonatã — uma promessa que fielmente cumpriu. “Jonatã, pois, jurou novamente a Davi por causa do seu amor por ele; porque o amava como amava a sua própria alma.” — 1 Samuel 20:4-17; 2 Samuel 21:7.

O Rei Saul ficou empedernido na sua decisão de matar Davi. Ora, Saul até mesmo atirou uma lança contra seu próprio filho Jonatã quando este falou em defesa de Davi! Assim, Jonatã encontrou-se secretamente com Davi, num campo. “Quanto a Davi,. . . lançou-se então com o seu rosto por terra e curvou-se três vezes; e começaram a beijar-se um ao outro e a chorar um pelo outro, até que Davi o tinha feito muito mais. E Jonatã foi dizer a Davi: ‘Vai em paz, visto que ambos juramos em nome de Jeová, dizendo: “Mostre o próprio Jeová estar entre mim e ti, e entre a minha descendência e a tua descendência, por tempo indefinido.” ’ ” Depois disso partiram, e Davi tornou-se fugitivo no ermo de Zife. — 1 Samuel 20:41, 42.

Amorosamente, Jonatã continuou a encorajar a Davi. Como diz o registro: “Jonatã, filho de Saul, levantou-se então e foi ter com Davi em Horesa, para fortalecer-lhe a mão com respeito a Deus. E foi dizer-lhe: ‘Não fiques com medo; pois a mão de Saul, meu pai, não te achará, e tu mesmo serás rei sobre Israel, e eu mesmo me tornarei o segundo depois de ti; e Saul, meu pai, também tem conhecimento disso.’ Os dois concluíram então um pacto perante Jeová.” — 1 Samuel 23:15-18.

Aparentemente, este foi o último encontro entre Davi e seu leal companheiro Jonatã. Mais tarde, quando tanto Jonatã como Saul foram mortos em batalha contra os filisteus, Davi compôs uma endecha: “O Arco.” Nela ele expressa respeito por Saul como ungido de Jeová, mas finaliza esse seu cântico com as palavras: “Jonatã, morto sobre os teus altos! Estou aflito por ti, meu irmão Jonatã, tu me eras muito agradável. Teu amor a mim era mais maravilhoso do que o amor das mulheres. Como caíram os poderosos e pereceram as armas de guerra!” (2 Samuel 1:18, 21, 25-27) Davi foi então ungido pela segunda vez, agora como rei de Judá.

Paralelos Modernos
Visto que “toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar”, o que aprendemos do relato sobre Davi e Jonatã? (2 Timóteo 3:16) Notamos que existe um amor “mais maravilhoso do que o amor das mulheres”. Realmente, “o amor das mulheres” pode ser prazeroso e plenamente satisfatório quando as leis de Jeová sobre o casamento são respeitadas.(Mateus 19:6, 9; Hebreus 13:4) Mas, Davi e Jonatã exemplificaram um aspecto mais fino do amor, em consonância com o mandamento: “Escuta, ó Israel: Jeová, nosso Deus, é um só Jeová. E tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua força vital.” — Deuteronômio 6:4, 5.

Davi e Jonatã estavam unidos em expressar esse amor à medida que lutavam para limpar o nome de Jeová de todo o vitupério que Seus inimigos lançaram sobre ele. Ao assim fazerem, eles também cultivaram ‘intenso amor um pelo outro’. (1 Pedro 4:8) O seu companheirismo nesse respeito ia além do mandamento em Levítico 19:18: “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.” Deveras, prefigurava o tipo de amor indicado no “novo mandamento” de Jesus, de ‘nos amar uns aos outros; assim como ele nos amou, que também nos amemos uns aos outros’. O amor de Jesus era abnegado, não apenas quanto a sua total submissão à vontade de Jeová, como também na sua disposição de até mesmo ‘entregar a sua alma a favor de seus amigos’. — João 13:34; 15:13.

Um Só “Rebanho” Unido
Os cristãos ungidos do “pequeno rebanho” têm sentido o fragor da batalha na luta contra o Golias moderno. Mas, desde 1935, eles têm recebido a adesão de proclamadores do Reino de outro e maior “aprisco”. Essas “outras ovelhas” se uniram ao restante das “ovelhas” ungidas, formando “um só rebanho” sob “um só pastor”, “o Filho de Davi”, num superlativo vínculo de união amorosa — como o que existia entre Jonatã e Davi. — Lucas 12:32; João 10:16; Ezequiel 37:24.
Na época em que o grupo Jonatã começava a se tornar uma grande multidão, irrompeu a Segunda Guerra Mundial, de modo que tanto o restante como seus companheiros foram severamente provados. Eram anos de perseguição vil, muitas vezes instigada pelo clero. Isso se compara às tentativas de Saul de matar o ungido Davi e, mais tarde, Jonatã, quando este amorosamente mostrou que apoiava a Davi. Que intenso amor as classes de Davi e de Jonatã mostraram uma pela outra naquele período! A ilustração de Jesus em Mateus 25:35-40 muitas vezes teve um cumprimento literal.

Que contraste entre a integridade das Testemunhas de Jeová e o proceder da moderna classe de Saul! As Testemunhas, que “não fazem parte do mundo”, têm mundialmente obedecido à ordem de Jesus de ‘amar uns aos outros’. (João 15:17-19) Por outro lado, nas duas guerras mundiais o clero da cristandade, em ambos os lados, orou a seu “deus” pela vitória, enquanto milhões de soldados eram mortos por seus concrentes de outras nações. O “espírito mau da parte de Jeová” que terrorizou Saul pode muito bem corresponder ao resultado do derramamento das pragas, pelos anjos, em Revelação, capítulo 8. É evidente que o clero da cristandade não tem o espírito santo de Jeová. — 1 Samuel 16:14; 18:10-12; 19:10; 20:32-34.

Lembre-se de que “a própria alma de Jonatã se ligou à alma de Davi, e Jonatã começou a amá-lo como a sua própria alma”. Que notável paralelo tem havido nestes “últimos dias”! (2 Timóteo 3:1, 14) Em meio ao insensato tumulto dessa era violenta, há um grupo, as Testemunhas de Jeová, que tem conservado uma amorosa união global. Como cristãos neutros, têm honrado seu Criador qual Soberano Senhor de toda a humanidade. (Salmo 100:3) Ah!, sim, os refains modernos — os aparentados políticos de “Golias” — talvez continuem a vituperar o Israel espiritual. (2 Samuel 21:21, 22) E o Saul moderno — o clero da cristandade — talvez continue a causar problemas para as classes de Davi e Jonatã. (1 Samuel 20:32, 33) Mas, “a Jeová pertence a batalha”. Como Soberano Senhor, ele ganhará a vitória final em favor de seus servos leais. Observando a não transigência da classe de Davi, milhões de pessoas — em todas as terras — do grupo de Jonatã, incluindo até mesmo ex-perseguidores, têm-se juntado a eles sob o ‘estandarte do amor’ de Cristo. — 1 Samuel 17:47; Cântico de Salomão 2:4.






JOSÉ DO EGITO
José, Preservador de Vidas
José, filho de Jacó, desempenhou um papel destacado como preservador de vidas. Ilustrava isso algo existente em tempos posteriores? Pois bem, considere como José suportou um tratamento imerecido da parte de seus irmãos, como ele lidou com provas e provações num país estrangeiro, considere sua inabalável fé, manter ele sua integridade e ser enaltecido para o cargo de administrador sábio numa época de fome catastrófica. (Gênesis 39:1-3, 7-9; 41:38-41)

Um paralelo  em Jesus
Foi através de adversidade que Jesus se tornou o Pão da Vida no meio dum mundo faminto ‘de ouvir as palavras de Jeová’. (Amós 8:11; Hebreus 5:8, 9; João 6:35) Na sua relação com José, tanto Jacó como Faraó lembram-nos Jeová e o que ele realiza por meio de seu Filho. (João 3:17, 34; 20:17; Romanos 8:15, 16; Lucas 4:18) Havia também outros que participavam em encenar este drama da vida real, e consideraremos com interesse o papel que desempenharam. Isso, sem dúvida, nos fará lembrar a nossa própria dependência do José Maior, Cristo Jesus. Quão gratos somos de que ele nos preserva da fome mortífera nestes “últimos dias”, cada vez piores! — 2 Timóteo 3:1, 13.

O Desenrolar do Drama
Nos dias de José, nenhum homem podia ter sabido de antemão o que Jeová reservava para o Seu povo. Mas, quando chegou o tempo de José desempenhar seu papel vital, Jeová já o treinara e aperfeiçoara com respeito às suas qualificações. Sobre a sua vida antes disso, o relato reza: “José, aos dezessete anos de idade, estava zelando as ovelhas com os seus irmãos, no meio do rebanho, e sendo apenas rapaz, estava com os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, esposas de seu pai. José trouxe então um relato mau sobre eles a seu pai.” (Gênesis 37:2) Demonstrou lealdade aos interesses de seu pai, assim como Jesus foi inabalavelmente leal em cuidar do rebanho de seu Pai no meio duma “geração sem fé e deturpada”. — Mateus 17:17, 22, 23.

O pai de José, Israel, chegou a amá-lo mais do que a todos os irmãos dele e o favoreceu por mandar fazer para ele uma comprida túnica listrada, tipo camisão. Por causa disso, os meios-irmãos de José “começaram a odiá-lo e não eram capazes de falar pacificamente com ele”. Acharam outro motivo para odiá-lo quando ele teve dois sonhos, que interpretaram como significando que dominaria sobre eles. De modo similar, os líderes entre os judeus chegaram a odiar Jesus por causa da sua lealdade, do seu ensino persuasivo e da óbvia bênção de Jeová sobre ele. — Gênesis 37:3-11; João 7:46; 8:40.

Depois de um tempo, os irmãos de José estavam pastoreando ovelhas perto de Siquém. O pai de José estava justificadamente preocupado, porque fora ali que Siquém aviltara Diná, de modo que Simeão e Levi, junto com seus irmãos, mataram os homens daquela cidade. Jacó pediu a José que fosse ver como estavam passando e trazer-lhe notícias. Apesar da hostilidade que os irmãos lhe tinham, José foi imediatamente à procura deles. De maneira similar, Jesus aceitou de bom grado a tarefa que Jeová lhe deu aqui na terra, embora significasse grande sofrimento durante seu aperfeiçoamento como Agente Principal da salvação. Que belo exemplo Jesus se tornou para todos nós em vista da sua perseverança! — Gênesis 34:25-27; 37:12-17; Hebreus 2:10; 12:1, 2.

Os dez meios-irmãos de José viram-no chegar à distância. Sua ira acendeu-se imediatamente contra ele, e tramaram livrar-se dele. No início, planejavam matá-lo. Mas Rubem, por medo pela sua responsabilidade de primogênito, conseguiu que lançassem José numa cisterna seca, na expectativa de voltar mais tarde e libertá-lo. No ínterim, porém, Judá persuadiu seus irmãos a vender José como escravo a alguns ismaelitas, cuja caravana passava por ali. Os irmãos tomaram então a túnica comprida de José e a mergulharam no sangue dum bode, enviando-a a seu pai. Quando Jacó a examinou, exclamou: “É a túnica comprida de meu filho! Uma fera selvagem deve tê-lo devorado! José está certamente dilacerado!” Jeová deve ter sentido um pesar similar em vista do sofrimento de Jesus, ao passo que este cumpria sua tarefa na terra. — Gênesis 37:18-35; 1 João 4:9, 10.

José no Egito
Não devemos tirar a conclusão de que os cumprimentos dos acontecimentos dramáticos relacionados com José ocorram numa seqüência cronológica exata. Antes, encontramos lá naquele tempo uma série de modelos para a nossa instrução e o nosso encorajamento hoje. Conforme declarou o apóstolo Paulo: “Todas as coisas escritas outrora foram escritas para a nossa instrução, para que, por intermédio da nossa perseverança e por intermédio do consolo das Escrituras, tivéssemos esperança. Ora, o Deus que provê perseverança e consolo vos conceda terdes entre vós próprios a mesma atitude mental que Cristo Jesus teve, para que, de comum acordo, com uma só boca, glorifiqueis o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.” — Romanos 15:4-6.

José foi levado ao Egito, e ali foi vendido a um egípcio de nome Potifar, chefe da guarda pessoal de Faraó. Jeová mostrou estar com José, que continuou a viver segundo os excelentes princípios que seu pai incutira nele, embora estivesse longe da casa de seu pai. José não abandonou a adoração de Jeová. Seu amo, Potifar, chegou a apreciar as notáveis qualidades de José e o encarregou de toda a sua casa. Jeová abençoava a casa de Potifar por causa de José. — Gênesis 37:36; 39:1-6.

Foi ali que a esposa de Potifar tentou seduzir José. Ele persistiu em repeli-la. Certo dia, ela agarrou-o pela veste, mas ele fugiu, deixando-a na mão dela. Ela acusou José diante de Potifar de intenções imorais, e Potifar mandou que José fosse lançado na prisão. Por algum tempo, ele ficou em grilhões de ferro. Mas, durante as adversidades que passava na prisão, José continuou a mostrar que era homem íntegro. Por isso, o carcereiro encarregou-o de todos os outros presos. — Gênesis 39:7-23; Salmo 105:17, 18.

No decorrer do tempo, o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros de Faraó lhe desagradaram e foram encarcerados. José foi designado para ministrar-lhes. Novamente, Jeová manobrou a situação. Os dois oficiais da corte tiveram sonhos que os deixaram perplexos. José, depois de salientar que ‘as interpretações pertencem a Deus’, disse-lhes o significado dos sonhos. E assim como José indicara, três dias depois (no aniversário natalício de Faraó), o copeiro foi restabelecido no seu cargo, mas o chefe dos padeiros foi pendurado. — Gênesis 40:1-22.

Embora José tivesse implorado ao copeiro falar a Faraó em seu favor, passaram-se dois anos antes de o homem se lembrar de José. Mesmo assim, foi só porque Faraó teve duas vezes na mesma noite sonhos desconcertantes. Quando nenhum dos sacerdotes magos do rei pôde revelar o significado deles, o copeiro contou a Faraó que José podia interpretar sonhos. Portanto, Faraó mandou buscar José, o qual humildemente indicou a Fonte das verdadeiras interpretações, dizendo: “Deus é que anunciará bem-estar a Faraó.”

O governante do Egito contou então os sonhos a José, como segue:
“Eis que eu estava em pé à beira do rio Nilo. E eis que subiam do rio Nilo sete vacas de carnes gordas e de aspecto belo, e começavam a pastar entre as canas do Nilo. E eis que após elas subiam outras sete vacas, minguadas e de aspecto muito ruim, e de carnes magras. De ruins nunca vi iguais a elas em toda a terra do Egito. E as vacas descarnadas e ruins começaram a devorar as primeiras sete vacas gordas. De modo que estas lhes entraram nos ventres, e ainda assim não se podia saber que lhes tinham entrado nos ventres, visto que a sua aparência era tão ruim como no início. . . .
“Depois vi no meu sonho e eis que subiam numa só haste sete espigas, cheias e boas. E eis que após elas brotavam sete espigas murchas, mirradas, abrasadas pelo vento oriental. E as espigas mirradas começavam a tragar as sete espigas boas. Por isso o contei aos sacerdotes-magos, mas ninguém me disse nada.” — Gênesis 40:23-41:24.

Que sonhos estranhos! Como é que alguém podia explicá-los? José fez isso, mas não para se gloriar. Ele disse: “O sonho de Faraó é apenas um só. O que o verdadeiro Deus está fazendo . . . ele tem feito Faraó ver.” Daí, José passou a revelar a poderosa mensagem profética desses sonhos, dizendo:
“Eis que hão de vir sete anos de grande fartura em toda a terra do Egito. Mas, após eles virão certamente sete anos de fome, e certamente será esquecida toda a fartura na terra do Egito e a fome simplesmente consumirá o país. . . . E o fato de que o sonho foi repetido duas vezes a Faraó significa que a coisa ficou firmemente estabelecida da parte do verdadeiro Deus, e o verdadeiro Deus se apressa em fazê-lo.” — Gênesis 41:25-32.

O que podia Faraó fazer a respeito da impendente fome? José recomendou que Faraó fizesse preparativos por constituir sobre o país um homem discreto e sábio, para armazenar os excedentes das colheitas dos anos bons. Faraó já havia então reconhecido as qualidades notáveis de José. Retirando da sua própria mão seu anel de sinete e pondo-o na mão de José, Faraó o constituiu assim sobre toda a terra do Egito. — Gênesis 41:33-46.

José tinha 30 anos quando compareceu perante Faraó, a mesma idade de Jesus Cristo quando foi batizado e iniciou seu ministério vitalizador.
José foi usado por Jeová para prefigurar o “Agente Principal e Salvador” da parte de Jeová numa época de fome espiritual, com referência especial aos nossos dias. — Atos 3:15; 5:31.

Provisão de Alimentação Espiritual
Assim como os cereais distribuídos por José significavam vida para os egípcios, assim o verdadeiro alimento espiritual é essencial para sustentar os cristãos que se tornam escravos de Jeová por sua dedicação a Ele, por meio do José Maior, Jesus Cristo. Jesus, no seu ministério terrestre, predisse que os seguidores ungidos de suas pisadas teriam a responsabilidade de distribuir essas provisões. Perguntou: “Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem o seu amo designou sobre os seus domésticos, para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado? Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim!” — Mateus 24:45, 46.

Os do restante fiel da classe deste ‘escravo discreto’ fazem hoje biblicamente todo o possível para cuidar de que as testemunhas dedicadas de Jeová, bem como os interessados do mundo, recebam alimento espiritual sustentador da vida. Este encargo é reconhecido como sagrado dever e é executado como serviço sagrado a Jeová. Além disso, o “escravo” tem organizado congregações e as tem suprido de literatura bíblica em quantidade tal, que elas têm uma abundância de ‘sementes’ do Reino para espalhar publicamente nos seus campos designados. Isto corresponde aos dias de José, quando ele ajuntou as pessoas nas cidades e lhes proveu cereais, não só para o sustento, mas também para semear, visando uma posterior colheita. — Gênesis 47:21-25; Marcos 4:14, 20; Mateus 28:19, 20.

No entanto, que dizer do único irmão germano de José, Benjamim, cujo nascimento difícil custou a vida a Raquel, esposa amada de Jacó? Benjamim foi especialmente favorecido por José, o qual, sem dúvida, sentia-se mais íntimo deste filho da sua própria mãe. Isto mui provavelmente explica porque Benjamim recebeu uma porção cinco vezes maior, quando todos os 12 irmãos da primeira vez estavam reunidos no banquete na casa de José. Não retrata Benjamim muito bem os do restante das Testemunhas ungidas hoje em dia, dos quais a maioria dos ainda vivos foi ajuntada para o lado do Senhor desde 1919? Esta classe de “Benjamim” deveras recebeu uma porção especial de Jeová, ao passo que Seu ‘espírito dá testemunho com o espírito deles’. (Romanos 8:16) Estes também têm sido provados quanto à sua integridade enquanto as “ovelhas” do Senhor lhes têm ministrado. — Mateus 25:34-40.

É de interesse notar que, quando Faraó providenciou o transporte de Jacó e sua família para o Egito, todas as “almas” masculinas que se fixaram ali somaram 70, um múltiplo de 7 e de 10. (Gênesis 46:26, 27) Estes dois números são usados significativamente em todas as Escrituras, “7” freqüentemente indicando inteireza celestial, e “10”, inteireza terrestre. (Apocalipse 1:4, 12, 16; 2:10; 17:12) Isto é paralelo à situação atual, quando podemos esperar que Jeová ajunte à sua “terra”, o paraíso espiritual com o qual agora nos alegramos, os últimos da sua família de Testemunhas. (Veja Efésios 1:10.) “Jeová conhece os que lhe pertencem”, e mesmo já agora os está estabelecendo “no melhor do país”, assim como Gósen, lá no domínio de Faraó. — Gênesis 47:5, 6; 2 Timóteo 2:19.

Nos dias de José, os anos de fome vieram depois dos anos de fartura. Hoje, eles ocorrem simultaneamente. Em contraste com a fome espiritual na terra fora do favor de Jeová, há abundância de alimento espiritual no lugar de adoração de Jeová. (Isaías 25:6-9; Revelação 7:16, 17) Sim, ao passo que na cristandade há fome de ouvir as palavras de Jeová, assim como Amós predisse, a palavra de Jeová deveras vem procedente da Jerusalém celestial. Quanto isso nos alegra! — Amós 8:11; Isaías 2:2, 3; 65:17, 18.

Atualmente, sob a direção do José Maior, Jesus Cristo, temos o grande privilégio de ser ajuntados em congregações semelhantes a cidades. Ali podemos banquetear-nos da abundância de farto alimento espiritual e também lançar sementes da verdade e divulgar as boas novas de que o alimento espiritual está disponível.

Fazemos isso em benefício de todos os que aceitam os termos e as provisões dados amorosamente pelo Governante Soberano, Jeová. Quão gratos podemos ser ao nosso Deus pela dádiva de seu Filho, o José Maior, que serve como sábio Administrador de alimento espiritual! É ele quem foi encarregado de agir como Preservador de vida nesta época de fome espiritual. Que cada um de nós seja diligente em prestar serviço sagrado, seguindo o exemplo dele, e sob a liderança dele!

JOSUE (sumo sacerdote)
Jeová levanta o ânimo de seu povo
EM FINS de 538 AEC, ou no começo de 537 AEC, o rei persa Ciro decretou que os judeus deviam retornar de Babilônia a Jerusalém para ‘reconstruir a casa de Jeová’. (Esdras 1:3) Mas, por volta de 520 AEC, o templo ainda não havia sido reconstruído. Assim, Jeová suscitou o profeta Zacarias para trabalhar junto com Ageu em levantar o ânimo do povo.

As palavras inspiradas de Zacarias revigoraram os judeus fiéis, pois mostraram que Jeová os apoiava e abençoaria seu trabalho. Este livro bíblico também nos entusiasma porque contém profecias messiânicas, bem como outras profecias que se cumprem em nossos tempos. Além disso, nos provê lições valiosas.

Vislumbres Proféticos
O cumprimento da palavra profética de Jeová é emocionante e fortalece a fé. Quão veraz isso é no caso dos vislumbres proféticos de Zacarias para os nossos dias! Com prata e ouro contribuídos pelos judeus exilados, ele deve fazer uma grandiosa coroa para o sumo sacerdote, Josué. Ademais, “virão os que estão longe [em Babilônia] e realmente construirão o templo de Jeová”, assim como muitos deixaram Babilônia, a Grande, para ajudar na obra do templo depois de 1919.

A correção de idéias errôneas sobre o jejum levou a uma descrição da vindoura condição jubilosa de Jerusalém. Foi predito que ‘dez homens dentre todas as nações’ se juntariam aos judeus espirituais na adoração verdadeira. (Gálatas 6:16; Apocalipse 7:4-10) “Brada em triunfo, ó filha de Jerusalém”, diz Jeová. O seu rei vem montado num jumento e ‘falará de paz às nações’. — 6:9-9:11.

“E farei as minhas duas testemunhas profetizar por mil duzentos e sessenta dias trajadas de saco.’ Estas são simbolizadas pelas duas oliveiras e pelos dois candelabros, e estão em pé diante do Senhor da terra.” Apocalipse 11:3, 4.

Os da classe de João tinham de pregar esta mensagem por um período especificado: 1.260 dias, ou 42 meses, o mesmo tempo em que a cidade santa seria pisada. Este período parece ser literal, visto que é expresso de duas maneiras diferentes, primeiro em meses e depois em dias. Além disso, no começo do dia do Senhor, houve um período marcado de três anos e meio em que as experiências duras dos do povo de Deus tinham um paralelo com os eventos profetizados aqui — começando em dezembro de 1914 e continuando até junho de 1918. (Apocalipse 1:10) Pregavam uma mensagem de ‘serapilheira’ sobre o julgamento da cristandade e do mundo por Jeová.

Serem eles simbolizados por duas testemunhas confirma para nós que sua mensagem era exata e bem fundada. (Veja Deuteronômio 17:6; João 8:17, 18.) João chama-os de ‘duas oliveiras e dois candelabros’, dizendo que ‘estão em pé diante do Senhor da terra’. Esta é uma evidente referência à profecia de Zacarias, que viu um candelabro de sete braços e duas oliveiras. Disse-se que as oliveiras retratavam “os dois ungidos”, isto é, o Governador Zorobabel e o Sumo Sacerdote Josué, ‘que estavam de pé ao lado do Senhor de toda a terra’. — Zacarias 4:1-3, 14.

Zacarias vivia num tempo de reconstrução, e sua visão das duas oliveiras significava que Zorobabel e Josué seriam abençoados com o espírito de Jeová em fortalecer o povo para o trabalho. A visão do candelabro lembrava a Zacarias de não ‘desprezar o dia das coisas pequenas’, porque os propósitos de Jeová seriam executados — “‘não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito’, disse Jeová dos exércitos”. (Zacarias 4:6, 10; 8:9)
O pequeno grupo de cristãos, que persistentemente levava a luz da verdade à humanidade durante a Primeira Guerra Mundial, seria usado de modo similar numa obra de reconstrução. Eles também seriam fonte de encorajamento, e, embora fossem poucos, aprenderiam a se estribar na força de Jeová, não desprezando o dia de pequenos começos.

JUBILEU
COMEÇA O JUBILEU MAIOR
Os judeus não compreenderam que o jubileu do pacto da Lei mosaica era tipo de um jubileu maior. (Colossenses 2:17; Efésios 2:14, 15) Este jubileu para os cristãos envolve “a verdade” que pode libertar os humanos — a verdade que gira em torno do Filho, Jesus Cristo. (João 1:17) Quando começou a ser celebrado este jubileu maior, que podia libertar do pecado e de seus efeitos? Foi na primavera (setentrional) de 33 EC, no dia de Pentecostes. Isto foi dez dias depois de Jesus ascender ao céu, a fim de apresentar o mérito de seu sacrifício a Jeová Deus. — Hebreus 9:24-28.

Antes de Jesus, nenhuma criatura humana havia sido ressuscitada dentre os mortos para continuar a viver para sempre. (Romanos 6:9-11) Antes, todos adormeceram na morte e continuarão dormindo até chegar o tempo devido para a ressurreição da família humana. Jesus Cristo, por meio da sua ressurreição pelo poder de Deus, tornou-se aquilo que as Escrituras inspiradas o chamam, “as primícias dos que adormeceram na morte”. — 1 Coríntios 15:20.

Cinqüenta dias depois da sua ressurreição, havia evidência de que o ressuscitado Jesus Cristo ascendera aos céus e entrara na presença de Jeová Deus com o valor de seu perfeito sacrifício humano, e o aplicara a favor da humanidade. Isto aconteceu no dia de Pentecostes de 33 EC. Em obediência às instruções de Jesus, cerca de 120 discípulos estavam reunidos em Jerusalém. Cristo derramou então espírito santo sobre esses discípulos, em cumprimento de Joel 2:28, 29. Línguas como que de fogo pairavam sobre as suas cabeças, e eles começaram a falar em idiomas que lhes eram estranhos. (Atos 2:16-21, 33) Isto era prova de que o ressuscitado Jesus Cristo ascendera aos céus e entrara na presença de Deus com o valor dum perfeito sacrifício humano a ser aplicado a favor da humanidade.

Quais foram as conseqüências disso para aqueles discípulos? Em primeiro lugar, foram libertos do pacto da Lei mosaica, que Deus fizera com a nação do Israel natural, mas que ele agora cancelara, pregando-o na estaca de tortura de Jesus. (Colossenses 2:13, 14; Gálatas 3:13) Este pacto foi substituído por um novo pacto, não feito com a nação do Israel natural, mas com a nova “nação” do Israel espiritual. (Hebreus 8:6-13; Gálatas 6:16) Este novo pacto, predito em Jeremias 31:31-34, foi providenciado através dum mediador maior do que o antigo profeta Moisés. Pelo interesse que temos na libertação, devemos especialmente notar um aspecto do novo pacto. O apóstolo Paulo trouxe isso à atenção ao escrever: “‘Este é o pacto que celebrarei com eles depois daqueles dias. . . . De modo algum me lembrarei mais dos seus pecados e das suas ações contra a lei.’ Ora, onde há perdão desses, não há mais oferta pelo pecado.” — Hebreus 10:16-18.

Jesus estava indicando esta libertação do pecado quando disse: “Se o Filho vos libertar, sereis realmente livres.” (João 8:36) Imagine — ficar livre do pecado, tornado possível à base do sacrifício de Cristo! A partir do dia de Pentecostes, Deus declarava justos os que criam e depois os adotava como filhos espirituais, com a perspectiva de reinar com Cristo no céu. Paulo explicou: “Pois não recebestes um espírito de escravidão, causando novamente temor, mas recebestes um espírito de adoção, como filhos . . . Então, se somos filhos, somos também herdeiros: deveras, herdeiros de Deus, mas co-herdeiros de Cristo.” (Romanos 8:15-17)Sem dúvida, o jubileu cristão havia começado para os cristãos ungidos.

Assim, naquele dia de Pentecostes do ano 33 EC, veio à existência a nova nação do Israel espiritual. Ela se compunha de humanos cujos pecados haviam sido perdoados à base do sangue sacrificial de Cristo. (Romanos 5:1, 2; Efésios 1:7) Quem de nós poderia negar que aqueles primeiros membros do Israel espiritual, aceitos no novo pacto, obtiveram uma maravilhosa libertação por se lhes perdoarem os seus pecados? Foram constituídos por Deus uma “‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial, para que [divulgassem] as excelências’ daquele que [os] chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz”. (1 Pedro 2:9) É verdade que seus corpos carnais ainda eram imperfeitos e que morreriam com o tempo. Mas, visto que Deus os declarara justos e os adotara como filhos espirituais, sua morte carnal era apenas um “livramento” que permitia sua ressurreição para o “reino celestial” de Cristo. — 2 Timóteo 4:6, 18.

O passo inicial ou preliminar de libertar judeus crentes de noções e práticas errôneas tinha grande valor. Todavia, vimos que Jesus foi além daquela libertação espiritual. A partir de Pentecostes de 33 EC, ele libertou humanos crentes da “lei do pecado e da morte”. (Romanos 8:1, 2)Assim começou o jubileu cristão para os cristãos ungidos.(144.000)Esta era deveras uma libertação muito mais valiosa, porque incluía a perspectiva de vida no céu, como co-herdeiros de Cristo.

Até agora consideramos dois aspectos da liberdade cristã no primeiro século, que inegavelmente eram motivos de alegria. E os crentes do primeiro século de fato se alegravam. (Atos 13:44-52; 16:34; 1 Coríntios 13:6; Filipenses 4:4) Isto se dava especialmente com respeito à sua participação no jubileu cristão, o qual lhes abriu o caminho para receberem bênçãos eternas nos céus. — 1 Pedro 1:3-6; 4:13, 14.

No entanto, onde se enquadra nisso hoje a maioria dos verdadeiros cristãos, visto que não foram declarados justos para a vida, nem ungidos com espírito santo? Há motivo bíblico para se procurar uma libertação deles em grande escala como parte do jubileu cristão.Lembre-se de Atos 3:20, 21: “Jesus, a quem o céu, deveras, tem de reter até os tempos do restabelecimento de todas as coisas, das quais Deus falou por intermédio da boca dos seus santos profetas dos tempos antigos.” (Veja Atos 17:31.) No mesmo teor, João, apóstolo ungido, que já usufruía o jubileu cristão, escreveu a respeito de Jesus Cristo: “Ele é um sacrifício propiciatório pelos nossos pecados, contudo, não apenas pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro.” (1 João 2:2) Significa isso que os muitos cristãos leais, hoje em dia, que não têm a esperança celestial, podem alegrar-se com a liberdade cristã?

TODA CRIAÇÃO (OS QUE NÃO SÃO UNGIDOS) AGUARDA A LIBERDADE GLORIOSA DOS FILHOS DE DEUS (UNGIDOS).
Durante o Reinado Milenar de Cristo, (o jubileu maior) também outros, conforme indicado em Romanos 8:19-21, TODA CRIAÇÃO ‘será  liberta da escravização à corrupção’, e, depois de provarem sob prova a sua lealdade a Jeová, ‘terão a liberdade gloriosa dos filhos de Deus’. Serão libertos do pecado inato e da morte a que este conduz. A custódia da própria terra será devolvida aos verdadeiros adoradores, para ser cuidada em harmonia com o propósito original de Jeová para com a humanidade. — Apoc.e 21:4; Gên 1:28; Is 65:21-25.


LÓ E FAMÍLIA
Amorosos Preparativos Para um Livramento Maior
Pelo que ocorreu nos dias de Ló, Jeová não removeu para sempre todos os iníquos. Como diz a Bíblia, tal evento simplesmente ‘estabeleceu se um modelo’ das coisas por vir. Antes que tais coisas viessem, Jeová visava fazer muito mais coisas para beneficiar pessoas que o amam. Ele enviaria à terra seu Filho unigênito, Jesus Cristo.

Aqui, Jesus limparia o nome de Deus de vitupério por demonstrar o tipo de devoção que Adão, como homem perfeito, deveria e poderia ter prestado a Deus; mas Jesus faria isso sob circunstâncias muito mais difíceis. Jesus deporia a sua vida humana perfeita em sacrifício, de modo que os descendentes de Adão que exercessem fé pudessem ter o que Adão perdeu. Daí, um “pequeno rebanho” de humanos leais seria escolhido por Deus para partilhar com Cristo de seu Reino celestial, e uma “grande multidão” seria reunida dentre todas as nações para formar a base para uma nova sociedade humana. (Lucas 12:32; Apocalipse 7:9. Feito isso, Deus realizaria o grandioso livramento, prefigurado pelos eventos ligados ao Dilúvio e à destruição de Sodoma e Gomorra.

NOÉ E FAMÍLIA E ARCA  
Um relato paralelo de sobrevivência na terra. Um exemplo que se tem apresentado diz respeito a Noé e sua família. Noé tem sido considerado como tipificando a Jesus, neste tempo do fim. (Gênesis 6:8-10; Mateus 24:37) Assim como Noé conduziu sua esposa (os 144.000) e seus três filhos e noras (a grande Multidão) através do fim daquele antigo sistema, Cristo proverá liderança para o restante da classe da sua noiva e para os que se tornam filhos do “Pai Eterno”’ o próprio Jesus. A esposa de Noé sobreviveu ao Dilúvio e participou na restauração da verdadeira adoração numa terra purificada (Nova) terra. Isaías 9:6, 7; 2 Coríntios 11:2; Apocalipse 21:2, 9.

Ao considerarmos quão gigantesca foi a tarefa de construir a arca de preservação, podemos imaginar quão feliz o idoso Noé deve ter-se sentido de ter como ajudantes três filhos fortes e as esposas deles! Aptamente estes prefiguram a hodierna “grande multidão” que arca com o grosso do trabalho de construção espiritual durante a atual contagem regressiva até o antitípico Dilúvio.Apocalipse 7:9, 15.

O Proceder Que Levou ao Livramento
Quanto a Noé, ele “achou favor aos olhos de Jeová. . . . Noé era homem justo. Mostrou-se sem defeito entre os seus contemporâneos. Noé andou com o verdadeiro Deus”. (Gênesis 6:8, 9) Assim, Jeová avisou a Noé com antecedência que Ele estava para trazer um dilúvio global e instruiu-o a construir uma arca. Toda a humanidade, exceto Noé e sua família, seria eliminada da superfície da terra. Até mesmo a criação animal seria destruída, exceto aqueles poucos representantes de cada espécie básica que Noé levaria para dentro da arca. — Gênesis 6:13, 14, 17.

Este conhecimento antecipado colocou sobre Noé uma pesada responsabilidade. A arca tinha de ser construída. Devia ser em forma de enorme caixa, com volume total de uns 40.000 metros cúbicos. Noé devia estocá-la com alimentos e daí juntar animais e aves, “toda sorte de carne”, para a preservação. Era um projeto que envolveria anos de trabalho. Como reagiu Noé? Ele “passou a fazer segundo tudo o que Deus lhe mandara. Fez exatamente assim”. — Gênesis 6:14-16, 19-22; Hebreus 11:7.

Enquanto realizava esse trabalho, Noé tinha também de dedicar tempo à edificação espiritual dos de sua família. Estes tinham de ser protegidos contra adotarem as maneiras violentas e a atitude desafiadora dos que os cercavam. Era importante que não se envolvessem demais nos assuntos cotidianos da vida. Deus lhes confiara uma tarefa e era vital que centralizassem a sua vida em torno dela. Sabemos que a família de Noé acatou as instruções dele, e compartilhava a sua fé, pois, Noé, sua esposa, seus três filhos e as esposas destes — oito pessoas ao todo — têm menção honrosa nas Escrituras. — Gênesis 6:18; 1 Pedro 3:20.

Noé tinha ainda outro dever — avisar sobre o vindouro Dilúvio e explicar por que este ocorreria. É evidente que ele cumpriu fielmente essa responsabilidade, pois a Palavra de Deus fala dele como “pregador da justiça”. — 2 Pedro 2:5.

Mas, imagine as circunstâncias sob as quais Noé cumpriu aquela tarefa. Coloque-se no lugar dele. Se você fosse Noé, ou um membro da família dele, viveria em meio à violência que era praticada pelos nefilins e homens ímpios. Ver-se-ia diretamente confrontado com a influência de anjos rebeldes. Ao trabalhar na construção da arca, você seria o alvo de zombaria. E, ano após ano, à medida que avisasse a respeito do vindouro Dilúvio, verificaria que as pessoas estavam tão absortas no cotidiano da vida que ‘não faziam caso’ — isto é, “até que veio o dilúvio e os varreu a todos”. — Mateus 24:39;


O Que a Experiência de Noé Significa hoje?
Tal situação realmente não é difícil para a maioria de nossos leitores imaginar. Por que não? Porque as condições hoje são muito semelhantes àquelas que prevaleciam nos dias de Noé. Jesus Cristo disse que isso seria de esperar. Na sua grande profecia sobre a época de sua presença durante a terminação do sistema de coisas, ele predisse: “Assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem.” — Mateus 24:37.

OFERTA DE INCENSO re 130
“E chegou outro anjo e parou junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dada uma grande quantidade de incenso para oferecer, junto com as orações de todos os santos, no altar de ouro que estava diante do trono. E a fumaça do incenso ascendeu da mão do anjo com as orações dos santos perante Deus.” Apocalipse 8:3, 4.

Isto nos faz lembrar que, sob o sistema de coisas judaico, queimava-se diariamente incenso no tabernáculo, e, em anos posteriores, no templo em Jerusalém. (Êxodo 30:1-8) Durante essa queima de incenso, os israelitas não sacerdotais esperavam fora da área sagrada, orando — sem dúvida, de modo silencioso, no coração — Àquele a quem ascendia a fumaça do incenso. (Lucas 1:10)
João vê agora algo similar acontecer no céu. O incenso oferecido pelo anjo é associado com “as orações dos santos”. De fato, numa visão anterior se diz que o incenso representa essas orações. Apocalipse 5:8; Salmo 141:1, 2. Assim, pelo visto, o simbólico silêncio no céu destina-se a permitir que as orações dos santos na Terra sejam ouvidas.

PACTO DA LEI
O pacto da Lei apontava: A garantia da ressurreição, a provisão de Jeová de sustentar seu povo, e precedentes para as obras cristãs de assistência, conselhos sobre consideração pelos pais e os requisitos para se ganhar a vida, e como encarar a justiça retributiva. Por fim, a Lei foi resumida em dois mandamentos sobre mostrar amor a Deus e ao próximo. — Mat. 22:32 — Êxo. 4:5; João 6:31-35 e 2 Cor. 8:15 — Êxo. 16:4, 18; Mat. 15:4 e Efé. 6:2 — Êxo. 20:12; Mat. 5:26, 38, 39 — Êxo. 21:24; Mat. 22:37-40.

Jesus tornou-se Mediador dum novo pacto, assim como Moisés fora mediador do pacto da Lei. O contraste entre estes pactos é também explicado claramente pelo apóstolo Paulo, que fala do ‘documento manuscrito de decretos’, que foi tirado do caminho mediante a morte de Jesus na estaca de tortura. O Jesus ressuscitado, qual Sumo Sacerdote, é “servidor público do lugar santo e da verdadeira tenda, que Jeová erigiu, e não algum homem”.

Os sacerdotes sob a Lei prestavam “serviço sagrado numa representação típica e como sombra das coisas celestiais”, segundo o modelo que fora dado por Moisés. “Mas, Jesus obteve agora um serviço público mais excelente, de modo que ele é também o mediador dum pacto correspondentemente melhor, que foi estabelecido legalmente em promessas melhores.” O antigo pacto tornou-se obsoleto e foi eliminado como código que administrava a morte. 2 Cor. 3:3-11.  

Os judeus que não entendiam isso são descritos como tendo suas percepções embotadas, mas, os crentes que entendem que o Israel espiritual está sob o novo pacto podem ‘com rostos desvelados refletir como espelhos a glória de Jeová’, estando adequadamente habilitados como ministros do pacto. Com a consciência purificada, estes podem oferecer seu próprio “sacrifício de louvor, isto é, o fruto de lábios que fazem declaração pública do seu nome”. — Col. 2:14; Heb. 8:1-6, 13; 2 Cor. 3:6-18; Heb. 13:15; Êxo. 34:27-35.

PÁSCOA
A Páscoa judaica. Essa comemoração é feita para lembrar a libertação dos israelitas do Egito. Essa Páscoa deveria interessar você. Por quê? Porque ela afeta sua vida de várias maneiras importantes. Mas talvez pense: ‘Eu sou cristão, e a Páscoa é uma comemoração dos judeus. Por que eu deveria estar interessado nela?’ A resposta está nestas importantes palavras: “Cristo, a nossa páscoa, [foi] sacrificado.” (1 Coríntios 5:7) O que isso quer dizer? Para descobrir a resposta, precisamos saber mais sobre a Páscoa judaica e sobre o que essa comemoração tem a ver com uma ordem dada a todos os cristãos.

POR QUE OS ISRAELITAS COMEMORAVAM A PÁSCOA?
Em todo o mundo, milhões que não são judeus sabem alguma coisa sobre o que aconteceu antes da primeira Páscoa. Talvez tenham lido sobre isso no livro bíblico de Êxodo ou alguém lhes tenha contado essa história. Ainda outros talvez tenham assistido a algum filme sobre isso. E você? Sabe o que aconteceu?

Os israelitas já eram escravos no Egito por muitos anos quando Jeová enviou Moisés e Arão para pedir a Faraó que libertasse o povo de Deus. Mas Faraó era orgulhoso e não deixou o povo ir embora. Por isso, Jeová puniu o Egito com dez pragas terríveis. Na décima praga, os primogênitos do Egito foram mortos. Depois disso, Faraó decidiu libertar os israelitas. — Êxodo 1:11; 3:9, 10; 5:1, 2; 11:1, 5.

Mas os israelitas tiveram de seguir algumas instruções específicas antes de ser libertados. Isso foi na primavera do ano 1513 antes de Cristo, no mês de abibe, mais tarde chamado de nisã. (Veja a nota abaixo.) Deus disse que, no dia 10 de nisã, eles deviam começar a se preparar para algo que aconteceria no pôr do sol do dia 14 de nisã. Por que no pôr do sol? Porque, para os hebreus, o dia começava num pôr do sol e terminava no outro. No dia 14 de nisã, cada família devia matar um cordeiro (ou cabrito) e passar um pouco do seu sangue nas beiradas da porta da casa. (Êxodo 12:3-7, 22, 23) As famílias deviam comer cordeiro assado, pão sem fermento e algumas ervas. O anjo de Deus passaria pelo país e mataria os primogênitos do Egito. Mas os primogênitos dos israelitas obedientes não seriam mortos. Depois disso, o povo de Deus seria libertado. — Êxodo 12:8-13, 29-32.

Realmente, Deus libertou os israelitas do Egito e eles não deviam se esquecer disso. Deus disse: “Este dia terá de servir-vos de recordação e tereis de celebrá-lo como festividade a Jeová nas vossas gerações. Deveis celebrá-lo como estatuto por tempo indefinido.” Depois da comemoração da Páscoa em 14 de nisã, os israelitas também deviam celebrar durante sete dias a Festividade dos Pães Não Fermentados. Juntos, esses oito dias também podem ser chamados de Páscoa. (Êxodo 12:14-17; Lucas 22:1; João 18:28; 19:14) A Páscoa era uma das festividades que os israelitas tinham de realizar todos os anos. — 2 Crônicas 8:13.

Jesus e os apóstolos eram judeus e seguiam a Lei mosaica. Por isso, eles celebravam a Páscoa. (Mateus 26:17-19) Na última vez que fizeram isso juntos, Jesus disse a seus seguidores que eles deveriam passar a fazer uma nova celebração todos os anos. Essa celebração é a Refeição Noturna do Senhor. Mas em que dia eles deveriam fazer isso?

A DATA DA REFEIÇÃO NOTURNA DO SENHOR
Jesus deu instruções sobre a Refeição Noturna do Senhor logo depois de comemorar a Páscoa com seus apóstolos. Assim, a Refeição Noturna do Senhor foi realizada no mesmo dia da Páscoa judaica. Mas hoje nem sempre os judeus comemoram a Páscoa exatamente no mesmo dia em que celebramos a morte de Cristo. Por que essa diferença? Uma ordem que Deus deu aos israelitas nos ajuda a saber a resposta. Deus disse ao povo em que período do dia 14 de nisã eles deveriam matar o cordeiro. Isso marcaria o começo da Páscoa. — Leia Êxodo 12:5, 6.

Um livro judaico destaca que Êxodo 12:6 diz que o cordeiro devia ser morto “entre as duas noitinhas”. Algumas traduções da Bíblia usam exatamente essas palavras. Outras Bíblias, incluindo a versão judaica Tanakh, traduzem por “crepúsculo”. Também há Bíblias que usam “ao entardecer”, “ao cair da tarde” e “ao pôr do sol”. Assim, o cordeiro devia ser morto no começo de 14 de nisã, ou seja, depois que o Sol tivesse se posto, mas enquanto ainda houvesse luz.

Mais tarde na História, os cordeiros passaram a ser mortos no templo. Assim, alguns judeus que viveram muitos anos depois dessa época, começaram a pensar que teria levado horas para matar todos os cordeiros levados ao templo. Por isso, eles entendiam que a expressão “entre as duas noitinhas” mencionada em Êxodo 12:6 se referia ao final de 14 de nisã, ou seja, a parte do dia que começava logo depois do meio-dia, quando o Sol começava a baixar, e ia até o Sol se pôr. Mas, se os cordeiros fossem mortos no final de 14 de nisã, quando é que os judeus comeriam a refeição pascoal? Na opinião do professor universitário Jonathan Klawans, eles comiam a refeição pascoal em 15 de nisã.

Apesar de pensar assim, ele reconhece que o livro bíblico de Êxodo não diz isso de modo específico. Esse professor também disse que os escritos dos rabinos não explicam como a Páscoa era celebrada antes do ano 70, quando o templo foi destruído.

Então, em que dia foi realizada a refeição pascoal no ano 33? Bem, Jesus disse a Pedro e a João: “Ide e aprontai a páscoa, para que comamos.” Jesus disse isso em 13 de nisã, um dia antes da Páscoa. (Lucas 22:7, 8) Então, em 14 de nisã, que começou no pôr do sol de uma quinta-feira, Jesus comeu a refeição pascoal com seus apóstolos. Depois disso, ele deu instruções para a Refeição Noturna do Senhor. (Lucas 22:14, 15)

Naquela noite, ele foi preso e julgado. Jesus foi pendurado numa estaca de tortura perto do meio-dia de 14 de nisã, e à tarde ele morreu. (João 19:14) Assim, “Cristo, a nossa páscoa”, sacrificou sua vida no mesmo dia em que o cordeiro pascoal foi morto. (Mateus 26:2; 1 Coríntios 5:7; 11:23) Jesus foi sepultado antes de começar o próximo dia, 15 de nisã. (Veja a nota abaixo.) — Levítico 23:5-7; Lucas 23:54.

UM DIA DE RECORDAÇÃO QUE NOS ENSINA MUITAS COISAS
Na primeira Páscoa, no Egito, Deus disse que os israelitas deviam comemorá-la todos os anos “por tempo indefinido”. Com certeza, em todas as celebrações da Páscoa, os filhos perguntariam a seus pais por que eles estavam fazendo aquela comemoração. (Leia Êxodo 12:24-27; Deuteronômio 6:20-23) Assim, a Páscoa serviria como um dia de “recordação”, que ensinava muitas coisas, até mesmo para as crianças. — Êxodo 12:14.

Geração após geração, os israelitas continuaram a ensinar muitas coisas sobre a Páscoa a seus filhos. Uma dessas coisas era que Jeová podia proteger seus adoradores. As crianças aprendiam que Jeová é um Deus real, que se preocupa com seus servos e os protege. Ele provou isso quando protegeu os primogênitos dos israelitas durante a décima praga no Egito.

Os pais cristãos não precisam contar todos os anos a história da Páscoa a seus filhos. Mas vocês, pais, ensinam a eles a lição que aprendemos da Páscoa, de que Deus protege seu povo? Será que eles conseguem ver que vocês realmente acreditam que Deus ainda protege seu povo hoje? (Salmo 27:11; Isaías 12:2) E como vocês falam sobre isso a eles? De uma maneira muito séria ou numa conversa agradável? Falar sobre isso vai ajudar sua família a confiar em Jeová ainda mais.

Outra coisa importante que podemos aprender da Páscoa judaica é que Jeová é capaz não só de proteger seu povo, mas também de libertá-lo. Imagine como os israelitas se sentiram quando Jeová os libertou do Egito. Eles foram guiados até o mar Vermelho por uma coluna de nuvem e de fogo. Então, eles viram Jeová abrir o mar, formando duas paredes altas de água. A seguir, atravessaram o mar em terra seca. Assim que estavam seguros do outro lado, eles viram aquelas águas cair sobre o exército egípcio. Os israelitas elogiaram a Jeová por tê-los libertado e cantaram: “Cante eu a Jeová . . . Lançou no mar o cavalo e seu cavaleiro. Minha força e meu poder é Jah, visto que ele me é por salvação.” — Êxodo 13:14, 21, 22; 15:1, 2; Salmo 136:11-15.

PARA SER LEMBRADO
Os cristãos verdadeiros não comemoram a Páscoa judaica. Essa celebração fazia parte da Lei mosaica, e nós não seguimos essa Lei. (Romanos 10:4; Colossenses 2:13-16) Nós celebramos outra data importante, a da morte do Filho de Deus. Mas podemos aprender muito da comemoração da Páscoa que começou no Egito.

O sangue do cordeiro que os israelitas passaram em suas portas salvou a vida de seus primogênitos. Hoje, nós não oferecemos sangue de animais a Deus na data da Páscoa judaica nem em qualquer outra ocasião. Mas outro sangue que foi derramado em sacrifício é muito mais valioso. Por quê? Porque as pessoas que ele salva podem ter vida eterna. O apóstolo Paulo disse que esse sangue é o de Jesus, “o sangue da aspersão”, que torna possível que os cristãos ungidos vivam para sempre no céu. Eles são os “primogênitos que foram alistados nos céus”. (Hebreus 12:23, 24)

O sangue de Jesus também torna possível que as outras ovelhas tenham a esperança de viver para sempre na Terra. Todos nós devemos sempre nos lembrar da seguinte promessa: “Mediante ele temos o livramento por meio de resgate, por intermédio do sangue desse, sim, o perdão de nossas falhas, segundo as riquezas de sua benignidade imerecida.” — Efésios 1:7.

Quando os israelitas matavam o cordeiro para a refeição pascoal, eles não deviam quebrar nenhum osso dele. (Êxodo 12:46; Números 9:11, 12) E no caso de Jesus, o “Cordeiro de Deus”, que deu sua vida como resgate? Será que algum osso dele foi quebrado? (João 1:29) Jesus foi pendurado numa estaca de tortura entre dois criminosos. Os judeus pediram que Pilatos mandasse quebrar os ossos de Jesus e dos criminosos. Dessa forma, eles morreriam mais rápido e seus corpos seriam tirados da estaca antes de 15 de nisã, um sábado duplo. Os soldados quebraram as pernas dos dois criminosos, “mas, ao chegarem a Jesus, vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas”. (João 19:31-34) Assim como os ossos do cordeiro pascoal não eram quebrados, os ossos de Jesus também não foram.

Portanto, o cordeiro pascoal era como “uma sombra” do sacrifício que Jesus fez em 14 de nisã do ano 33. (Hebreus 10:1) Essas coisas cumpriram as palavras do Salmo 34:20. Isso fortalece nossa confiança nas profecias da Bíblia.

Mas existem diferenças entre a maneira em que os judeus comemoravam a Páscoa e a maneira em que os discípulos de Jesus deviam celebrar a Refeição Noturna do Senhor. Por exemplo, na Páscoa, os israelitas deviam comer a carne do cordeiro, mas não deviam beber o seu sangue. Isso é diferente do que Jesus disse que seus discípulos tinham de fazer na Refeição Noturna do Senhor. Ele disse que aqueles que governariam com ele “no reino de Deus” deviam comer o pão e beber o vinho, que representavam sua carne e seu sangue.

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CORDEIRO
Mais do Que Um Cordeiro Pascoal
Hebreus 10:1 diz-nos que ‘a Lei era uma sombra das boas coisas vindouras’. A Ciclopédia de Literatura Bíblica, Teológica e Eclesiástica, de M’Clintock e Strong (em inglês), diz: “Nenhuma outra sombra de boas coisas a vir contidas na lei pode rivalizar com a festividade da Páscoa.” Em especial, o cordeiro pascoal tinha um significado que ia além da cerimônia comemorativa da salvação dos primogênitos, e daí de todos os hebreus, quando Deus os resgatou do Egito.

Aquele cordeiro era ímpar em muitos aspectos. Por exemplo, muitos sacrifícios animais da Lei mosaica eram apresentados por uma única pessoa, em conexão com pecados ou culpa pessoais, e partes dos animais eram queimadas no altar. (Levítico 4:22-35) Parte da carne das ofertas de comunhão era dada ao sacerdote oficiante ou a outros sacerdotes. (Levítico 7:11-38) Contudo, o cordeiro pascoal não era usado no altar, e era oferecido por um grupo de pessoas, usualmente uma família, que era quem o comia. — Êxodo 12:4, 8-11.

Jeová deu tanto valor ao cordeiro pascoal que chamou-o de “meu sacrifício”. (Êxodo 23:18; 34:25) Eruditos têm dito que “o sacrifício pascoal foi o sacrifício de Jeová por excelência”. Este cordeiro inegavelmente apontava para, ou tipificava, o sacrifício de Jesus. Sabemos disso porque o apóstolo Paulo chamou Jesus de ‘nossa páscoa, que já tem sido sacrificado’. (1 Coríntios 5:7) Jesus foi identificado como “Cordeiro de Deus” e “Cordeiro que foi morto”. — João 1:29; Revelação (Apocalipse) 5:12; Atos 8:32.

Sangue Vitalizador
Lá no Egito, o sangue do cordeiro foi decisivo para a salvação. Quando Jeová matou os primogênitos, ele passou por alto as casas em que havia sangue nas ombreiras das portas. Ademais, visto que os hebreus não choravam a morte de seus primogênitos, estavam em condições de marchar através do mar Vermelho para a liberdade.

O sangue também está envolvido na salvação hoje — o sangue derramado de Jesus. Quando “estava próxima a páscoa, a festividade dos judeus”, em 32 EC, Jesus disse a uma grande assistência: “Quem se alimenta de minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna, e eu o hei de ressuscitar no último dia; pois a minha carne é verdadeiro alimento, e o meu sangue é verdadeira bebida.” (João 6:4, 54, 55) Os ouvintes judeus pensariam na iminente Páscoa e no fato de que o sangue de um cordeiro foi usado no Egito.

Jesus não estava nessa ocasião falando dos emblemas usados na Refeição Noturna do Senhor. Esta nova celebração para os cristãos só foi instituída um ano depois, de modo que mesmo as apóstolos que ouviram a Jesus em 32 EC nada sabiam a respeito dela. Ainda assim, Jesus fazia ver que seu sangue era essencial para a salvação eterna. Paulo explicou: “Mediante ele temos o livramento por meio de resgate, por intermédio do sangue desse, sim, o perdão de nossas falhas, segundo as riquezas de sua benignidade imerecida.” (Efésios 1:7) É apenas através do perdão à base do sangue de Jesus que podemos viver para sempre.

Salvação de Quem e Onde?
A salvação no antigo Egito era limitada. Nenhum dos que saíram do Egito esperava ganhar vida infindável após o Êxodo. É verdade que Deus designou os levitas como sacerdotes para a nação, e alguns dos da tribo de Judá se tonaram reis seculares, mas todos esses morreriam. (Atos 2:29; Hebreus 7:11, 23, 27) Ao passo que os da “vasta mistura de gente” que também saíram do Egito não tinham esses privilégios, eles poderiam, junto com os hebreus, esperar alcançar a Terra da Promessa e usufruir uma vida normal ao passo que adoravam a Deus. Ainda assim, os servos pré-cristãos de Jeová tinham base para esperar que, com o tempo,  poderiam usufruir infindável vida na terra, onde Deus intencionava que a humanidade vivesse. Isto se harmonizaria com a promessa de Jesus em João 6:54.

Deus usou alguns de seus servos antigos para escrever palavras inspiradoras a respeito de a terra ter sido criada para ser habitada e a respeito de retos viverem nela para sempre. (Salmo 37:9-11; Provérbios 2:21, 22; Isaías 45:18) Mas, como poderiam os verdadeiros adoradores ganhar tal salvação se morressem? Por Deus trazê-los de volta à vida na terra. Jó, por exemplo, expressou a esperança de que seria lembrado e chamado de volta à vida. (Jó 14:13-15; Daniel 12:13) Claramente, um dos tipos de salvação é para a vida eterna na terra. — Mateus 11:11.

A Bíblia fala também da salvação para a vida no céu, para onde Jesus Cristo foi após a sua ressurreição. “Ele está à direita de Deus, pois foi para o céu; e foram-lhe sujeitos anjos, e autoridades e poderes.” (1 Pedro 3:18, 22; Efésios 1:20-22; Hebreus 9:24) Mas Jesus não seria o único humano a ser levado para o céu. Deus também determinara tomar da terra um número relativamente pequeno de outros. Jesus disse aos apóstolos: “Na casa de meu pai há muitas moradas. . . . Vou embora para vos preparar um lugar. Também, se eu for embora e vos preparar um lugar, virei novamente e vos acolherei a mim, para que, onde eu estiver, vós também estejais.” — João 14:2, 3.

A salvação para a vida celestial em união com Jesus é certamente muito mais grandiosa do que a salvação limitada envolvida na primeira Páscoa. (2 Timóteo 2:10) Foi na noitinha do último Seder, ou refeição da Páscoa, válido que Jesus instituiu a nova celebração para seus seguidores, que se centralizava na salvação para a vida celestial. Ele disse aos apóstolos: “Persisti em fazer isso em memória de mim.” (Lucas 22:19)


QUEDA DE BABILÔNIA
Em Isaías 45:1-3, o Deus Altíssimo predissera: “Assim disse Jeová ao seu ungido, a Ciro, cuja direita tomei para sujeitar diante dele nações, a fim de eu descingir até mesmo os quadris de reis; para abrir diante dele as portas duplas, de modo que nem mesmo os portões se fecharão: ‘Eu mesmo irei na tua frente e endireitarei as ondulações do terreno. Destroçarei as portas de cobre e cortarei as trancas de ferro. E vou dar-te os tesouros na escuridão e os tesouros escondidos nos esconderijos, para que saibas que eu sou Jeová, Aquele que te chama por teu nome.’”

Para cumprir esta profecia, Jeová pôs na idéia de Ciro, o persa, desviar as águas do rio Eufrates e fazê-las fluir para um lago local. Daí, depois de se esvaziar o leito do rio, sob a cobertura da noite, as tropas de Ciro marcharam pelo leito do rio até bem no meio da cidade. Visto que as portas de duas folhas, ao longo do rio, haviam sido deixadas abertas, subiram a ribanceira e entraram na sala de banquete, rendendo os guardas. De modo que o banquete do Rei Belsazar teve um trágico fim, como punição condigna dele e de seus grandes — por exporem “o Senhor dos céus” à vergonha, ao desprezo e à indignidade pelo mau uso dos utensílios do templo, furtados da moradia sagrada de Jeová em Jerusalém.

O último versículo do capítulo 5 de Daniel  diz que, depois de o Rei Belsazar ser morto, Dario, o medo, “recebeu o reino ao ter cerca de sessenta e dois anos de idade”. Visto que Dario era mais velho do que Ciro, o persa, Daniel atribuiu a captura de Babilônia a este rei medo. Ele reinou de 539 a 537 AEC, como governante régio sobre o império medo-persa. Representa bem a Jeová Deus. O associado de Dario, Ciro, o persa, prefigurou a Jesus Cristo, que será usado por Jeová com grande destaque para derrubar e destruir “Babilônia, a Grande”, o império mundial da religião falsa.

Quando Ciro ascendeu ao trono da Medo-Pérsia, em 537 AEC, sem dúvida, o profeta Daniel lhe indicou a profecia de Jeová a respeito dele, conforme encontrada em Isaías 45. O livro pós-exílico de Esdras começa com as seguintes palavras:

“E no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se consumasse a palavra de Jeová da boca de Jeremias [a respeito de o exílio durar 70 anos (Jeremias 25:12; 29:10, 14)], Jeová despertou o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que fez passar uma proclamação através de todo o seu domínio real, e também por escrito, dizendo: ‘Assim disse Ciro, rei da Pérsia: “Jeová, o Deus dos céus, deu-me todos os reinos da terra, e ele mesmo me comissionou para lhe construir uma casa em Jerusalém, que está em Judá. Quem dentre vós for de todo o seu povo, mostre seu Deus estar com ele. Portanto, suba ele a Jerusalém, que está em Judá, e reconstrua a casa de Jeová, o Deus de Israel — ele é o verdadeiro Deus — que havia em Jerusalém.”’” — Esdras 1:1-3.

O Ciro Maior Vence “Babilônia, a Grande”
O atual antitípico Ciro, o Grande, começou a reinar em 1914, no fim dos “tempos designados das nações”, conforme predito pelo próprio Jesus em Lucas 21:24. Com total desconsideração deste fato de importância mundial, as nações dentro das Nações Unidas escolheram o ano de 1986 como seu Ano Internacional da Paz.

Mas as Testemunhas de Jeová, de modo algum, são apanhadas desprevenidas neste respeito. Quando finalmente se fizer a predita proclamação de “paz e segurança”, não participarão com os aderentes políticos e associados amigáveis de “Babilônia, a Grande”, em festejar essa façanha fenomenal nesta data avançada da história das nações do mundo. Não advogam nenhuma conspiração com as Nações Unidas ou com outros instrumentos de paz. (Isaías 8:12)

Em contrapartida, dizem nas palavras de Isaías 8:20: “À Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva.” (Almeida, revista e corrigida) E como motivo de sua atitude imutável dizem: “Porque Deus está conosco!” (Isaías 8:10) Expresso de modo franco, isto significa que Jeová Deus não toma parte nas medidas políticas adotadas pelas nações a favor de “paz e segurança”, mas, ao contrário, é inequivocamente contra elas.

Por uma hábil manobra, Jeová, por meio de seu Ciro Maior, porá no coração e na mente dos líderes políticos do mundo voltar-se contra “Babilônia, a Grande”, o império mundial da religião falsa. Matá-la-ão como que com os chifres duma fera. As palavras proféticas em Revelação 17 serão plenamente vindicadas, e por causa disso jubilarão as Testemunhas de Jeová na terra. — Revelação 17:16, 17; 19:1-3.

Mantenhamos Nossa Associação Correta com Jeová
Então, embora as Testemunhas de Jeová não façam parte de “Babilônia, a Grande”, mas são expositores declarados dela, e embora não tomem parte nos assuntos políticos deste mundo, esses elementos políticos, irreligiosos, se voltarão contra as Testemunhas sobreviventes. Decididos a ser ditadores, com controle totalitário sobre todos os segmentos da sociedade humana na terra, farão um ataque em plena escala contra as Testemunhas íntegras do Supremo, que é a Fonte de todo governo justo.

É neste ponto que terá de intervir o Todo-poderoso Soberano do céu e da terra, fazendo com que esses destruidores de “Babilônia, a Grande”, saibam e entendam que Aquele que tem Testemunhas no século 21 é um Deus real, um Deus todo-poderoso — um Deus que tem direito à adoração indivisa, de todo o coração, das criaturas aqui no seu escabelo, a terra. Fará isso de maneira assombrosa, que simplesmente fará cair o queixo das Testemunhas observadoras que presenciarem isso admiradas. Ele realizará suas gloriosas manobras de guerra, sem precedentes, para a vitória divina. (Apocalipse 16:14, 16; 19:19-21) Isto significará o fim deste iníquo sistema de coisas, controlado pelo Diabo, com um requinte que ultrapassará o Dilúvio dos dias de Noé, que destruiu um mundo.

Assim como Jeová tinha testemunhas para presenciar o fim do antigo mundo no Dilúvio que afogou toda a humanidade fora da arca, ele terá, em escala muito maior, testemunhas, aqui na terra, de seu ato, que não há de ser repetido, de vindicar-se como o Soberano Universal. (2 Pedro 3:6, 7, 13, 14)

Serão aqueles que confiam nele para ter paz e segurança no meio deste mundo condenado. Feliz será você se for contado entre as milagrosamente favorecidas Testemunhas. Sua paz e segurança terão sido demonstradas como vindas de Jeová Deus, não de alguma confederação ou conspiração com os poderes políticos deste sistema de coisas controlado pelo Diabo.

Jeová Deus emergirá glorioso como o Legítimo a ser adorado e servido qual supremo Ser Divino — o Deus dos deuses, o Exclusivo a quem se dirigiram as palavras do inspirado salmista: “De tempo indefinido a tempo indefinido, tu és Deus.” (Salmo 90:2) Com apreço cada vez maior, mantenhamos nossa confiança em Jeová Deus e nossa associação com ele por meio do Ciro Maior, Jesus Cristo.

QUEDA DO EGITO (Ez 32:7, 8): w88 15/10 17
Ezequiel, alertando a respeito da vindoura queda do grande vizinho sulino de Israel, o Egito, disse: “‘E quando [tu, Faraó] fores extinguido, cobrirei os céus e enegrecerei as suas estrelas. Quanto ao sol, cobri-lo-ei com nuvens, e a própria lua não dará a sua luz. Todos os luzeiros de luz nos céus — eu os enegrecerei por tua causa e vou pôr escuridão sobre a tua terra’, é a pronunciação do Soberano Senhor Jeová.” — Ezequiel 32:7, 8.

Quando Faraó e seus exércitos caíram, o céu literal não enegreceu. No entanto, o futuro do Egito tornou-se muito sombrio. Como diz o perito bíblico C. F. Keil, “o escurecimento decorrente [da queda de Faraó] é uma representação figurativa de circunstâncias totalmente sem esperança”. Liquidado para sempre como potência mundial independente, o Egito foi dominado por uma potência mundial após outra. Hoje, a maior parte do território da antiga potência mundial faraônica é governada por uma nação árabe.

Mas Keil viu um significado adicional na profecia de Ezequiel. Ele escreveu: “A derrubada desta potência mundial [o Egito] é um prenúncio e um prelúdio da derrubada de todas as potências mundiais ímpias no dia do último julgamento.” Isto é, basicamente, verdade. Como Apocalipse mostra, na grande tribulação as perspectivas da humanidade ímpia serão tão sombrias como eram as do Egito. Será como se o sol não fornecesse luz alguma de dia e o céu noturno ficasse sem a agradável claridade da lua e sem estrelas amistosas e cintilantes.

Os que se recusam a honrar o Rei de Jeová perecerão sem nem mesmo um sepultamento honroso, à medida que o Cavaleiro do cavalo branco completar a sua vitória. (Revelação 19:11, 17-21; Ezequiel 39:4, 17-19) Não é de admirar que os homens ímpios dirão “aos montes e às rochas: ‘Caí sobre nós e escondei-nos do rosto Daquele que está sentado no trono e do furor do Cordeiro, porque veio o grande dia do seu furor, e quem é que pode ficar de pé?’”. Apocalipse 6:16, 17; Mateus 24:30.


RAABE
Mesmo já antes de Israel atravessar o rio Jordão, Jeová chamou atenção para a cidade de Jericó. Josué mandou dois espiões, representando todo o Israel, e disse-lhes: “Ide ver o país e Jericó.” Por que espionar Jericó? Embora a cidade fosse pequena e não fosse adversário à altura do exército de Israel, dominava o acesso a Canaã.

Acontece que a presença dos espiões nela ofereceu aos habitantes de Jericó a oportunidade de identificar-se claramente a favor ou contra Jeová. “[Os espiões] foram, pois, e chegaram à casa duma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e foram alojar-se ali.” (Josué 2:1-7) Sem dúvida, a orientação divina guiou esses espiões à casa de Raabe, assim como a orientação angélica, atualmente, muitas vezes guia as Testemunhas de Jeová a pessoas que oram por ajuda espiritual! “Os olhos de Jeová estão atentos aos justos e seus ouvidos estão atentos ao seu clamor por ajuda.” — Salmo 34:15; veja também 2 Crônicas 16:9.

Por que entrariam esses espiões na casa duma prostituta? Não para fins imorais, mas provavelmente para despistar os observadores cananeus. As palavras de Raabe aos espiões indicavam que ela não tinha interesse imoral neles. Sabendo que eram servos de Jeová, podia falar-lhes sobre o seu vivo desejo de tornar-se adoradora de Jeová. Ela até mesmo arriscou sua vida por escondê-los no terraço. Ela era como as “ovelhas” da parábola de Jesus, que mostram bondade para com os “irmãos” do Senhor. (Mateus 25:31-46) As Testemunhas de Jeová, embora agindo com discrição, não hesitam em visitar tais interessados ‘amigos da paz’ e em estudar a Bíblia com eles. — Lucas 10:5-7.

Raabe soube dos poderosos atos de Jeová. Podia expressar aos espiões escondidos sua fé, dizendo: “Sei deveras que Jeová certamente vos dará o país e que caiu sobre nós o horror de vós, e que por vossa causa todos os habitantes do país ficaram esmorecidos.” Depois de falar-lhes sobre o que ouvira a respeito dos poderosos atos de Jeová, Raabe prosseguiu: “Jeová, vosso Deus, é Deus nos céus em cima e na terra embaixo. E agora, por favor, jurai-me por Jeová que, por eu ter usado de benevolência para convosco, também vós certamente usareis de benevolência para com os da casa de meu pai, e tereis de dar-me um sinal fidedigno.” (Josué 2:9-13)

Iguais a Raabe, os novos que hoje aprendem a verdade de Deus não mais precisam ter medo do julgamento a ser executado no “dia de Jeová”. (Sofonias 1:14-18) Antes, desviam-se do proceder mundano e procuram a ajuda das Testemunhas de Jeová para obter a salvação. — Salmo 3:6-8; Provérbios 18:10.

O sinal que os espiões deram a Raabe era na forma dum “cordão de fio escarlate”, que ela devia atar à janela pela qual os espiões escaparam. (Josué 2:17-21) Por Raabe exibir tal sinal, sua casa seria poupada quando Jericó fosse destruída. De maneira similar, hoje, os que demonstram fé como a de Raabe são identificados para a libertação como adoradores dedicados e batizados de Jeová. Revelação 7:9, 10, 14, os descreve como “uma grande multidão” dos que “lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro”. Exercem fé no sangue sacrificial de Jesus e apóiam isso com obras cristãs. (Romanos 10:9, 10)
Lemos em Tiago 2:24, 25: “Vedes que o homem há de ser declarado justo por obras e não apenas pela fé. Da mesma maneira, não foi também Raabe, a meretriz, declarada justa pelas obras, depois de ter acolhido hospitaleiramente os mensageiros e os ter enviado embora por outro caminho?”

As “obras” de Raabe incluíam proteger os dois espiões e ajuntar outros à sua casa para salvação. Da mesma maneira, os da “grande multidão” dos tempos modernos atarefam-se em apoio leal aos do ungido “escravo fiel e discreto”, ao passo que este grupo provê “alimento [espiritual] no tempo apropriado” e supervisiona a atividade global da pregação do Reino. (Mateus 24:45-47) Raabe, da sua parte, foi destemida em testemunhar aos da casa de seu pai — atividade cheia de perigos, porque ela podia ter sido traída. (Veja Mateus 10:32-36.)

De maneira similar, em muitas terras onde hoje há oposição, as Testemunhas de Jeová têm de ser destemidas em dar testemunho. Isto tem resultado num grandioso ajuntamento, e muitas vezes famílias inteiras têm saído de Babilônia, a Grande, para tomar posição a favor da adoração pura de Jeová. — Salmo 73:28; 107:21, 22.


ROCHEDO NO ERMO
Paulo mostrou que fazer sair água do rochedo no ermo é repleto de significado para nós, dizendo: “Costumavam beber da rocha espiritual que os seguia, e essa rocha significava o Cristo.” (1 Cor. 10:4; Núm. 20:7-11) Apropriadamente, o próprio Cristo disse: “Quem beber da água que eu lhe der, nunca mais ficará com sede, mas a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que borbulha para dar vida eterna.” — João 4:14.

Jesus fez também referência direta a um incidente registrado em Números, que prefigurou a maravilhosa provisão que Deus fazia por intermédio dele. “Assim como Moisés ergueu a serpente no ermo”, disse ele, “assim tem de ser erguido o Filho do homem, para que todo o que nele crer tenha vida eterna”. — João 3:14, 15; Núm. 21:8, 9.

SACERDÓCIO ARÔNICO
Sistema sacerdotal Divino do Velho Testamento
A primeira vez que existiu na Terra um sistema sacerdotal Divino na Terra foi quando Jeová pactou com a nação de Israel  (em Horebe ) no décimo sexto século antes de Cristo.
Isto está registrado no livros de Êxodo Capítulo 35 até Levítico capítulo 27.
Este Sistema sacerdotal Divino do Velho Testamento era apenas uma alegoria do que seria no novo Testamento.
Ele era constituido por uma classe sacerdotal exclusiva, pois todos seus sacerdotes eram retirados da tribo inteira de LEVI.
O único SUMO Sacerdote era uma sussesão do Primeiro Sumo Sumo Sacerdote ARÃO;
Sua linhagem genealógica iria preenchendo o cargo de Sumo sacerdote em caso de Morte. Heb.7:22-28.
Esta tribo sacerdotal não tinha serviço secular e sobrevivia de mantimentos vindos do dízimo das demais tribos. Mal. 4:10. Lev. 27:30-32.

Sistema sacerdotal Divino do Novo Testamento
na nova aliança (pacto com cristãos em pentecostes) o Sumo Sacerdote revelado por Deus é o seu Filho Jesus Cristo e foi constituido neste cargo ETERNAMENTE. Heb 8:1,13. Nota: Melquisedeque foi constituido sacerdote isoladamente para tipificar o Novo e eterno Sumo sacerdote Cristo no tocante a não pertencer a tribo sacerdotal Levítica. Heb 7:10.

Os sacerdotes comuns são os que governarão nos céus com Cristo no seu Reino. Apoc 1:6; 5:9,10; 20:6.
Os demais não pertencentes a esta nova classe sacerdotal serão súditos do Reino de Cristo e se beneficiarão dos serviços sacerdotais deles.
O novo templo da nova classe sacerdotal onde servirão é o TEMPLO ESPIRITUAL no céu, cujo átrio (pátio) é a TERRA. Heb. 9:11,12.
A nova classe não mais se distingue mais pelas suas vestes sacerdotais do velho testamento, mas pela unção com o espírito santo em pentecostes até a selagem final na Grande tribulação. Apoc 7:1-15.

SACRIFÍCIOS DA LEI
Todas as ofertas e sacrifícios feitos a Deus sob a Lei mosaica eram um modo de adorar a Deus e reconhecê-lo como Soberano do Universo. Por meio desses sacrifícios, os israelitas expressavam gratidão a Jeová por suas bênçãos e proteção, e também recebiam perdão pelos pecados. Enquanto observavam fielmente os requisitos de Jeová para adoração, eram muito abençoados. — Provérbios 3:9, 10.

O sacrifício de resgate de Cristo Jesus
Mas alguns talvez perguntem: ‘Por que, então, a lei de Jeová aos israelitas incluía sacrifícios de animais?’ O apóstolo Paulo levantou essa mesma pergunta e deu a resposta: “Por que, então, a Lei? Ela foi acrescentada para tornar manifestas as transgressões, até que chegasse o descendente a quem se fizera a promessa . . . A Lei, por conseguinte, tornou-se o nosso tutor, conduzindo a Cristo.” (Gálatas 3:19-24)
Os sacrifícios de animais sob a Lei mosaica simbolizavam um sacrifício maior, que Jeová Deus daria em benefício da humanidade — o de seu Filho, Jesus Cristo. Jesus se referiu a esse ato de amor quando disse: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” — João 3:16.

Por amor a Deus e à humanidade, Jesus entregou voluntariamente sua vida humana perfeita para resgatar os descendentes de Adão. (Romanos 5:12, 15) Jesus disse: “O Filho do homem não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos.” (Mateus 20:28) Ninguém mais na Terra poderia libertar os humanos que foram vendidos por Adão à escravidão ao pecado e à morte. (Salmo 49:7, 8)
Assim, Paulo explicou que Jesus “entrou no lugar santo, não, não com o sangue de bodes e de novilhos, mas com o seu próprio sangue, de uma vez para sempre, e obteve para nós um livramento eterno”. (Hebreus 9:12) Por aceitar o sangue sacrificial de Jesus, Jeová “apagou o documento manuscrito que era contra nós”, ou seja, Ele deixou de lado o pacto da Lei, com seus requisitos de ofertas e sacrifícios, introduzindo assim ‘o dom da vida eterna’. — Colossenses 2:14; Romanos 6:23.

SALOMÃO
Profecias Messiânicas. Há muitas similaridades entre o reinado de Salomão e o do grande Rei Jesus Cristo, conforme profetizado nas Escrituras. Em muitos sentidos, o governo de Salomão, enquanto ele era obediente a Jeová, é um modelo em pequena escala do Reino messiânico. Jesus Cristo, “algo maior do que Salomão”, veio como homem de paz, e mostra ter executado uma obra de edificação espiritual especialmente relacionada com a restauração da adoração verdadeira entre os seus seguidores ungidos no grande templo espiritual de Jeová. (Mt 12:42; 2Co 6:16; Jo 14:27; 16:33; Ro 14:17; Tg 3:18)

Salomão era da linhagem de Davi, assim como Jesus era. O nome de Salomão (derivado duma raiz que significa “paz”) ajusta-se ao glorificado Jesus Cristo como o “Príncipe da Paz”. (Is 9:6) Seu nome Jedidias (que significa “Amado de Jah”) harmoniza-se com a declaração do próprio Deus a respeito do seu Filho, na ocasião do batismo de Jesus: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” — Mt 3:17.

O Salmo 72 é uma expressão de oração a favor do governo de Salomão: “Que os montes levem a paz ao povo . . . Nos seus dias florescerá o justo e a abundância de paz até que não haja mais lua. E terá súditos de mar a mar [evidentemente o Mediterrâneo e o mar Vermelho (Êx 23:31)] e desde o Rio [Eufrates] até os confins da terra.” — Sal 72:3-8.

Sobre o Salmo 72:7 (“até que não haja mais lua”), o Commentary (Comentário) de Cook diz: “Este trecho é importante, mostrando que a idéia de um Rei cujo reinado duraria até os fins dos tempos se achava presente de forma nítida na mente do Salmista. Determina o caráter messiânico de toda a composição.” E sobre o versículo 8  ele observa: “O reino seria universal, estendendo-se aos confins da terra. A extensão do domínio israelita sob Davi e Salomão era suficiente para sugerir a esperança, e poderia ser considerado pelo Salmista como um penhor de sua realização, mas, tomada em conjunto com os versículos precedentes, esta declaração é estritamente messiânica.”

O profeta Miquéias, numa profecia quase que universalmente aceita como messiânica, aproveitou as circunstâncias descritas como existentes no reinado de Salomão, no sentido de que “Judá e Israel continuaram a morar em segurança, cada um debaixo da sua própria videira e debaixo da sua própria figueira, . . . todos os dias de Salomão.” (1Rs 4:25; Miq 4:4) A profecia de Zacarias (Za 9:9, 10) cita o Salmo 72:8, e Mateus aplica a profecia de Zacarias a Jesus Cristo. — Mt 21:4, 5.

REINADO
O Reino Israelita. O pacto da Lei, dado por meio de Moisés à nação de Israel, fazia provisão para o governo dum reino. (De 17:14, 15) A pessoa que dirigia o reino era investido de poder e de dignidade real, não para exaltação pessoal, mas para servir para a honra de Deus e para o bem de seus irmãos israelitas. (De 17:19, 20; compare isso com 1Sa 15:17.)

Todavia, quando os israelitas solicitaram com o tempo um rei humano, o profeta Samuel advertiu-os das exigências que um governante assim imporia ao povo. (1Sa 8) Os reis de Israel parecem ter sido mais abordáveis e acessíveis aos súditos do que os monarcas da maioria dos antigos reinos orientais. — 2Sa 19:8; 1Rs 20:39; 1Cr 15:25-29.

Embora o reino de Israel iniciasse com um rei da linhagem de Benjamim, Judá tornou-se depois a tribo real, em harmonia com a profecia de Jacó no leito de morte. (1Sa 10:20-25; Gên 49:10) Estabeleceu-se uma dinastia real na linhagem de Davi. (2Sa 2:4; 5:3, 4; 7:12, 13) Quando o reino foi ‘arrancado’ de Roboão, filho de Salomão, dez tribos formaram um reino setentrional, ao passo que Jeová Deus reteve uma tribo, Benjamim, para permanecer com Judá, “a fim de que Davi, meu servo, continue a ter sempre uma lâmpada diante de mim em Jerusalém, a cidade que escolhi para mim, a fim de pôr ali o meu nome”. (1Rs 11:31, 35, 36; 12:18-24) Embora o reino de Judá caísse diante dos babilônios em 607 AEC, o direito legal ao governo passou por fim ao legítimo herdeiro, o “filho de Davi”, Jesus Cristo. (Mt 1:1-16; Lu 1:31, 32; compare isso com Ez 21:26, 27.) Seu Reino havia de ser infindável. — Is 9:6, 7; Lu 1:33.

Criou-se em Israel uma organização régia para administrar os interesses do reino. Esta consistia dum círculo interno de conselheiros e ministros de estado (1Rs 4:1-6; 1Cr 27:32-34), bem como de vários departamentos governamentais com seus respectivos superintendentes para administrar as terras da coroa, supervisionar a economia e suprir as necessidades da corte real. — 1Rs 4:7; 1Cr 27:25-31.
Ao passo que os reis de Israel, da linhagem davídica, podiam emitir ordens específicas, o genuíno poder legislativo repousava em Deus. (De 4:1, 2; Is 33:22)

Em todas as coisas, o rei era responsável perante o verdadeiro Soberano e Senhor, Jeová. A transgressão e a obstinação por parte do rei resultavam em sanções divinas. (1Sa 13:13, 14; 15:20-24) Às vezes Jeová se comunicava com o próprio rei (1Rs 3:5; 11:11); outras vezes ele dava instruções e conselhos, ou repreensão, por meio de profetas designados. (2Sa 7:4, 5; 12:1-14) O rei podia também recorrer ao sábio conselho do corpo de anciãos. (1Rs 12:6, 7) No entanto, a execução das instruções ou da repreensão dependia, não dos profetas nem dos anciãos, mas de Jeová.

Quando o rei e o povo aderiam fielmente ao pacto da Lei, que lhes fora dado por Deus, a nação de Israel usufruía certo grau de liberdade individual, prosperidade material e harmonia nacional jamais alcançadas por outros reinos. (1Rs 4:20, 25) Nos anos em que Salomão obedeceu a Jeová, o reino israelita tornou-se muito famoso e respeitado, possuindo muitos reinos tributários e beneficiando-se dos recursos de muitas terras. — 1Rs 4:21, 30, 34.

O reinado de Jeová Deus, embora durante algum tempo expresso visivelmente por meio do reino israelita, é um reino de soberania universal. (1Cr 29:11, 12) Quer os povos e os reinos da humanidade reconheçam, quer não, seu reinado é absoluto e inalterável, e toda a terra pertence ao seu domínio legítimo. (Sal 103:19; 145:11-13; Is 14:26, 27) Por ser o Criador, Jeová exerce sua vontade soberana no céu e na terra, segundo seus próprios propósitos, e não tem de prestar contas a ninguém (Je 18:3-10; Da 4:25, 34, 35), contudo sempre age em harmonia com suas próprias normas justas. — Mal 3:6; He 6:17, 18; Tg 1:17.

SANTÍSSIMO
O tabernáculo, o sacerdócio, os sacrifícios e em especial o anual Dia da Expiação tiveram todos um significado prefigurativo. Paulo, na sua carta aos hebreus, ajuda-nos a identificar as partes correspondentes espirituais destas coisas, em relação com a “verdadeira tenda” da adoração de Jeová. (Heb. 8:2) O principal sacerdote, Arão, representa a Cristo Jesus “como sumo sacerdote das boas coisas que se realizaram por intermédio da tenda maior e mais perfeita”. (Heb. 9:11; Lev. 21:10) O sangue dos sacrifícios de animais prefigura o sangue de Jesus, que obtém “para nós um livramento eterno”. (Heb. 9:12)
O compartimento mais recôndito do tabernáculo, o Santíssimo, onde o sumo sacerdote entrava apenas uma vez por ano, no Dia da Expiação, para apresentar o sangue sacrificial, é “cópia da realidade”, o “próprio céu”, para o qual Jesus ascendeu, “para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus”. — Heb. 9:24; Lev. 16:14, 15.

 As próprias vítimas sacrificiais — animais sadios e sem mácula oferecidos como ofertas queimadas ou pelo pecado — representam o sacrifício perfeito e sem mácula do corpo humano de Jesus Cristo. (Heb. 9:13, 14; 10:1-10; Lev. 1:3) É interessante que Paulo considera também a característica do Dia da Expiação, em que as carcaças dos animais das ofertas pelo pecado eram levadas para fora do acampamento e queimadas. (Lev. 16:27)

“Por isso, Jesus também”, escreve Paulo, “sofreu fora do portão. Saiamos, pois, a ele, fora do acampamento, levando o vitupério que ele levou”. (Heb. 13:12, 13) Mediante tal interpretação inspirada, os procedimentos cerimoniais, esboçados em Levítico, assumem importância maior, e podemos começar, deveras, a compreender quão maravilhosamente Jeová fez ali sombras que inspiram respeito, indicando as realidades que só poderiam ser esclarecidas mediante o espírito santo. (Heb. 9:8) Tal entendimento correto é vital para os que querem tirar proveito da provisão para a vida que Jeová faz mediante Cristo Jesus, o “grande sacerdote sobre a casa de Deus”. — Heb. 10:19-25.

Semelhante à casa sacerdotal de Arão, Jesus Cristo, qual Sumo Sacerdote, tem subsacerdotes associados consigo. Fala-se a respeito destes como sendo “sacerdócio real”. (1 Ped. 2:9)

SARA
Fazia parte do drama profético que Abrão sem saber encenou para a nossa instrução. Sarai, que ainda era estéril, prefigurou a organização-esposa de Jeová, composta de anjos leais. Esta bela esposa figurativa teve de esperar mais de 4.000 anos para poder prover o verdadeiro descendente do Abraão Maior, Jeová Deus. A franca perseguição contra os servos fiéis de Deus durante todos esses anos de espera às vezes fez parecer que Jeová ocultara a sua relação de esposo para com a sua organização. — Gênesis 3:15; Isaías 54:1-8; Gálatas 3:16, 27, 29; 4:26.

Depois de suportar por dez anos a vida de forasteiro, Abrão ainda não tinha um filho como herdeiro. Em desespero, Sarai implorou-lhe que produzisse descendência por meio de sua escrava, Agar. Abrão concordou e nasceu Ismael. (Gênesis 12:4; 16:1-4, 16) Mas o prometido descendente de bênção viria por meio de outro. No seu 99. ano de vida, Abrão teve seu nome mudado para Abraão, pois, como disse Deus, “vou fazer-te pai duma multidão de nações”. O nome de Sarai foi mudado para Sara, com a promessa de que ela teria um filho. — Gênesis 17:1, 5, 15-19.

Abraão (e depois Sara) riram-se dessa idéia, pois as faculdades de reprodução, tanto de Abraão como de Sara, já haviam cessado. (Gênesis 17:17; 18:9-15) Mas, não eram risadas de incredulidade sem fé. Como a Bíblia explica: ‘[Abraão] não ficou fraco na fé. Mas, por causa da promessa de Deus, tornou-se poderoso pela sua fé, dando glória a Deus e estando plenamente convencido de que este era também capaz de fazer aquilo que prometera.’ (Romanos 4:18-21) Naquele mesmo dia, Abraão deu provas de sua forte fé. Como sinal do pacto de Deus com ele, Jeová disse a Abraão que se circuncidasse, junto com todo varão em sua numerosa casa. (Gênesis 15:18-21; 17:7-12, 26) Como reagiu ele à essa ordem dolorosa? “Neste mesmo dia foi circuncidar a carne dos seus prepúcios, assim como Deus lhe falara.” — Gênesis 17:22-27.

Isaque, cujo nome significa “Riso”, nasceu de Sara no ano seguinte. (Gênesis 21:5, 6) Logo chegou o tempo de ele ser desmamado. Durante o banquete, o ciumento Ismael perseguiu a Isaque. Diante disso, Sara instou fortemente com Abraão para que expulsasse da casa a escrava, Agar, e seu filho. Jeová Deus apoiou o pedido de Sara. Embora penalizado, Abraão obedeceu prontamente. (Gênesis 21:8-14) Segundo Gálatas 4:21-30, isto prefigurou como o Abraão Maior terminaria o seu relacionamento com os da nação do Israel natural. Como os demais dentre a humanidade, eles nasceram como escravos do pecado. (Romanos 5:12) Mas, além disso, rejeitaram a Jesus Cristo, o verdadeiro Descendente de Abraão, que veio para os libertar. (João 8:34-36; Gálatas 3:16) E assim como Ismael perseguiu Isaque, eles perseguiram a recém-formada congregação cristã do Israel espiritual, que era a parte secundária do descendente de Abraão. — Mateus 21:43; Lucas 3:7-9; Romanos 2:28, 29; 8:14-17; 9:6-9; Gálatas 3:29.

VINDA DO SENHOR AO TEMPLO (Mal 3): re 31-2; w87 15/6 14-20
Tempo de prova e peneiração
E repentinamente virá ao Seu templo o verdadeiro Senhor, a quem procurais, e o mensageiro do pacto. . . E terá de assentar-se como refinador e purificador” — MALAQUIAS 3:1, 3.
Falando desde o seu elevado trono no céu, o Grande Juiz disse: “Eis que envio o meu mensageiro e ele terá de desobstruir o caminho diante de mim.” (Malaquias 3:1a) Quem foi este “mensageiro”? O escritor bíblico Marcos combinou a profecia de Malaquias 3:1 com a de Isaías 40:3 e aplicou ambas a João, o Batizador. (Marcos 1:1-4)

Também Jesus Cristo identificou mais tarde esse “mensageiro” como sendo João. (Mateus 11:10-14) De modo que foi na primavera (setentrional) de 29 EC que João, o Batizador, começou sua obra como “mensageiro”, como precursor. Ele devia preparar o caminho para a vinda de Jeová em julgamento, por aprontar os israelitas para a vinda do Principal Representante de Deus, Jesus Cristo.

O envio de João com antecipação foi uma expressão da benevolência de Deus para com os judeus. Estes, em relação pactuada com Jeová, precisavam arrepender-se de seus pecados contra a Lei. João endireitou as questões religiosas e expôs a hipocrisia religiosa. (Mateus 3:1-3, 7-12) Estimulou os judeus sinceros a aguardar o Cristo, para que O seguissem. — João 1:35-37.

A profecia de Malaquias prossegue: “‘E repentinamente virá ao Seu templo o verdadeiro Senhor, a quem procurais, e o mensageiro do pacto, em quem vos agradais. Eis que virá certamente’, disse Jeová dos exércitos.” (Malaquias 3:1b) Quem era “o verdadeiro Senhor” que viria “repentinamente” ou inesperadamente ao seu templo? A expressão hebraica usada é ha·’A·dhóhn. O uso do artigo definido ha (“o”) antes do título ‘A·dhóhn (“Senhor; Amo”) limita a aplicação deste título exclusivamente a Jeová Deus. De fato, é ao “Seu templo” que Jeová havia de vir. — Habacuque 2:20; Salmo 11:4.

Depois de mencionar um mensageiro, Malaquias indicou que “o verdadeiro Senhor” viria ao “Seu templo” acompanhado por outro mensageiro, um diferente, “o mensageiro do pacto”. Quem seria este? Pois bem, em vista de como as coisas resultaram, é razoável concluir que “o mensageiro do pacto” seja Jesus Cristo, a quem João, o Batizador, apresentou aos seus discípulos como “o Cordeiro de Deus”. (João 1:29-34) De que “pacto” é o Messias “o mensageiro”? A evidência de Lucas 1:69-75 e de Atos 3:12, 19-26 sugere que se trata do pacto abraâmico, à base do qual os judeus eram os primeiros a receberem a oportunidade de se tornar herdeiros do Reino.

“O verdadeiro Senhor”, Jeová, não veio pessoalmente ao templo literal em Jerusalém. (1 Reis 8:27) Ele veio representativamente, isto é, por meio de seu “mensageiro do pacto”, Jesus Cristo, que veio em nome de Jeová e com o apoio do espírito santo Dele.

Na primavera (setentrional) de 30 EC, Jesus veio ao templo de Jeová em Jerusalém e expulsou os que faziam dele “uma casa de comércio”. (João 2:13-16) Mas este foi apenas um indício do que havia de vir em cumprimento da profecia de Malaquias. Depois deste incidente, João, como ‘o mensageiro’, continuou a batizar e a dirigir seus discípulos a Jesus. (João 3:23-30) No entanto, em 9 de nisã de 33 EC, Jesus fez a sua entrada triunfal em Jerusalém, apresentando-se como Rei. (Mateus 21:1-9; Zacarias 9:9) João havia terminado a sua obra, tendo sido decapitado por Herodes aproximadamente um ano antes.
Portanto, quando Jesus veio ao templo, em 10 de nisã, ele veio oficialmente como “o mensageiro do pacto”, o representante judicial do “verdadeiro Senhor”, Jeová, em cumprimento de Malaquias 3:1. Jesus limpou o templo, lançando fora os que faziam comércio nele e derrubando as mesas dos cambistas. Dizia: “Não está escrito [em Isaías 56:7]: ‘Minha casa [i.e., a de Jeová] será chamada casa de oração para todas as nações?’ Mas vós fizestes dela um covil de salteadores.” — Marcos 11:15-18.

Os líderes religiosos de Israel foram assim avisados de que chegara a hora deles. Como classe, negaram-se a aceitar “o mensageiro do pacto” de Jeová. Não ‘agüentaram o dia da sua vinda’, porque se recusaram a se sujeitar humildemente ao processo de refinação do Grande Refinador. (Malaquias 3:2, 3) Eles mereciam ser peneirados e jogados fora como merecedores de destruição. Evidentemente, porém, havia alguns dos “filhos de Levi” que tinham bom coração, porque pouco depois da morte de Jesus “uma grande multidão de sacerdotes [levíticos] começou a ser obediente à fé”. — Atos 6:7.
16 Em 11 de nisã, o dia depois de ele ter limpado o templo, Jesus expôs vigorosamente os hipócritas religiosos, e predisse a destruição do templo e do sistema de coisas judaico. (Mateus, capítulos 23, 24)

Deveras, “o Deus da justiça” sobreveio como “testemunha veloz” àquela nação judaica 37 anos mais tarde, em 70 EC, quando eles foram alcançados pelo “grande e atemorizante dia de Jeová”. (Malaquias 2:17; 3:5; 4:5, 6) Naquela ocasião, o Israel, coletivamente, como organização qual árvore que deixara de produzir frutos excelentes, foi ‘cortado e lançado no fogo’ por meio da destruição às mãos dos romanos. (Lucas 3:3-14) Tudo isso aconteceu ‘porque não discerniu o tempo de ser inspecionado’. — Lucas 19:44.
Cumprimento Moderno
Mas, que dizer dum segundo ou hodierno cumprimento da profecia de Malaquias? No primeiro século, o cumprimento inicial ocorreu depois de Jesus ser ungido com espírito santo, para se tornar o Rei-Designado do Reino de Deus. Pela lógica, deveria haver um cumprimento adicional da profecia, depois de Jesus Cristo ser entronizado nos céus, em 1914. A própria profecia indicava que teria cumprimento “antes de chegar o grande e atemorizante dia de Jeová”. (Malaquias 4:5) Ao passo que o “dia de Jeová” sobreveio ao sistema judaico em 70 EC, as Escrituras indicavam um futuro “dia de Jeová”, no atual tempo da “presença” de Cristo. — Mateus 24:3; 2 Tessalonicenses 2:1, 2; 2 Pedro 3:10-13.

Já em 1919, os do povo de Jeová foram alertados a que estavam num tempo de julgamento, em cumprimento da profecia de Malaquias. A Sentinela de 1. de setembro (em inglês) dizia: “Mas a profecia de Malaquias vai além do cumprimento parcial no primeiro advento de nosso Senhor, e se estende até o tempo em que o Messias vem em glória e força, e quando ele julga no meio do seu povo. . . Agora, novamente, chegou o tempo de julgamento; novamente, seu professo povo é provado como que por fogo, e os sinceros filhos de Levi estão sendo ajuntados para serviço.”

Conforme indicado em Malaquias 3:1, enviou-se com antecedência um mensageiro especial. Este mostrou ser, não uma pessoa, mas uma classe, que serviu de modo semelhante a João, o Batizador. Desde 1881, esta classe tem usado o que agora é a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (de Pensilvânia), numa notável obra de educação bíblica. Esta resultou no restabelecimento de muitas verdades básicas no coração dos amantes da Bíblia. Alguns destes esclarecimentos são: O homem não possui uma alma imortal, mas é uma alma; não há inferno de fogo; Jesus Cristo não voltaria em carne; Jeová é um só Deus, não uma Trindade. De fato, era uma obra que ‘desobstruiu o caminho diante de Jeová’, para a sua obra de julgamento.

De repente, Jeová, como “o verdadeiro Senhor”, veio ao seu templo espiritual. Quando? O modelo foi dado pelo cumprimento no primeiro século. Lá naquele tempo, Jesus veio e purificou o templo três anos e meio depois de ter sido ungido como Rei, junto ao Jordão. Fiel a este modelo, visto que Jesus foi entronizado como Rei no outono (setentrional) de 1914, parece razoável esperar que três anos e meio mais tarde acompanhasse “o verdadeiro Senhor” Jeová ao templo espiritual. Segundo a profecia, o que havia de acontecer daquele tempo em diante? Provas e peneirações.


SERPENTE DE COBRE
Jesus fez também referência direta a um incidente registrado em Números, que prefigurou a maravilhosa provisão que Deus fazia por intermédio dele. “Assim como Moisés ergueu a serpente no ermo”, disse ele, “assim tem de ser erguido o Filho do homem, para que todo o que nele crer tenha vida eterna”. — João 3:14, 15; Núm. 21:8, 9.

SETE CONGREGAÇÕES
As “sete congregações” de Apocalipse, com todas as suas características, fornecem o quadro completo de todas as congregações de Deus na terra. — Apoc. 1:20-3:22.
Sete é freqüentemente usado nas Escrituras para significar inteireza. Às vezes tem referência a se levar uma obra a cabo. Ou pode referir-se ao ciclo completo de coisas como estabelecidas ou permitidas por Deus. Por concluir a sua obra para com a terra em seis dias criativos e repousar no sétimo dia, Jeová estabeleceu o padrão para todo o arranjo sabático, desde a semana de sete dias até o ano de jubileu que seguia o ciclo de sete vezes sete anos. (Êx 20:10; Le 25:2, 6, 8)

A Festividade dos Pães Não Fermentados e a Festividade das Barracas duravam sete dias cada uma. (Êx 34:18; Le 23:34) Sete ocorre muitas vezes com relação a regras levíticas de ofertas (Le 4:6; 16:14, 19; Núm 28:11) e de purificações. — Le 14:7, 8, 16, 27, 51; 2Rs 5:10.


SÍTIO E QUEDA JERICÓ w86 15/12 18-19
FINALMENTE, em 1473 AEC, Israel estava na Terra da Promessa. Mas ainda os aguardavam alguns anos de guerra teocrática, porque eles tinham de expurgar a terra de seus habitantes depravados. Eram aqueles cananeus realmente tão ruins assim? Sim, eram! Sua idolatria e seu modo imoral de vida eram detestáveis aos olhos de Jeová e constituíam um perigo para o povo de Deus. Por isso, Deus mandou que Moisés anunciasse que Ele usaria a Sua santa nação, Israel, como Seu executor. Jeová faria assim que a terra ‘vomitasse’ essas nações impuras. — Levítico 18:1-30; Deuteronômio 12:29-32.

Atualmente, também poderíamos fazer a pergunta: É este mundo tão ruim que merece ser destruído? Pois bem, que dizer dos sistemas religiosos do mundo? Lamentavelmente, esses deixam de honrar o Criador, Jeová Deus. Pessoas da cristandade abandonaram a ele, “a fonte de águas vivas, a fim de escavarem para si cisternas, cisternas rotas, que não podem conter água”. (Jeremias 2:13)

As crenças sectárias delas não contêm nenhuma “água” da verdade. Mostraram que fazem parte do mundo por apoiar suas guerras e sua política, e por tolerarem seus costumes sexuais. Conforme Jesus disse, podem ser reconhecidas “pelos seus frutos”. — Mateus 7:16, 17; veja Gálatas 6:7, 8.

Que dizer da moral do mundo? Nos últimos anos tem havido uma escalada global em abortos, gravidez de adolescentes e famílias desfeitas, notavelmente em terras chamadas cristãs. Em alguns países, tantos quantos 50 por cento de todos os casamentos acabam em divórcio. A “revolução sexual” dos anos 60 teve outras conseqüências desastrosas.

Uma delas foi citada no jornal The New York Times de 13 de junho de 1986, sob a manchete: “ESPERA-SE QUE AS MORTES POR AIDS SE MULTIPLIQUEM DEZ VEZES ATÉ 1991.” O artigo indicou que até 1991 o número de pacientes da AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida), só nos Estados Unidos, poderá ser de mais de 100.000, com o custo médico anual de até 16 bilhões de dólares. Esta doença fatal é transmitida principalmente por atividade homossexual, vício de drogas e transfusões de sangue — todos os quais violam a lei de Deus. — 1 Coríntios 6:9, 10; Gálatas 5:19-21; Atos 15:19, 20.

Nos dias de Josué, Jeová enviou Sua santa nação para limpar a Terra da Promessa por meio de guerra literal. Hoje, nossa guerra é espiritual. (2 Coríntios 10:3, 4) Nós, Testemunhas de Jeová, não recorremos a uma ação violenta para remover os que não fazem caso da Palavra de Deus. Jeová os removerá no seu próprio tempo devido e do seu próprio modo. (Deuteronômio 32:41, 43)

Não aceitamos na nossa companhia íntima pessoas sem princípios, embora possamos mostrar genuíno amor por familiarizá-las com as boas novas do Reino. (1 Coríntios 15:33) Podemos estudar a Palavra de Deus com elas e incentivá-las a ‘arrepender-se e dar meia-volta, a fim de que seus pecados sejam apagados’. — Atos 3:19; Mateus 21:31, 32; Lucas 5:27-32.
Raabe e os da Sua Casa

Mesmo já antes de Israel atravessar o rio Jordão, Jeová chamou atenção para a cidade de Jericó. Josué mandou dois espiões, representando todo o Israel, e disse-lhes: “Ide ver o país e Jericó.” Por que espionar Jericó? Embora a cidade fosse pequena e não fosse adversário à altura do exército de Israel, dominava o acesso a Canaã. Acontece que a presença dos espiões nela ofereceu aos habitantes de Jericó a oportunidade de identificar-se claramente a favor ou contra Jeová. “[Os espiões] foram, pois, e chegaram à casa duma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e foram alojar-se ali.” (Josué 2:1-7)

Sem dúvida, a orientação divina guiou esses espiões à casa de Raabe, assim como a orientação angélica, atualmente, muitas vezes guia as Testemunhas de Jeová a pessoas que oram por ajuda espiritual! “Os olhos de Jeová estão atentos aos justos e seus ouvidos estão atentos ao seu clamor por ajuda.” — Salmo 34:15; veja também 2 Crônicas 16:9.

Por que entrariam esses espiões na casa duma prostituta? Não para fins imorais, mas provavelmente para despistar os observadores cananeus. As palavras de Raabe aos espiões indicavam que ela não tinha interesse imoral neles. Sabendo que eram servos de Jeová, podia falar-lhes sobre o seu vivo desejo de tornar-se adoradora de Jeová. Ela até mesmo arriscou sua vida por escondê-los no terraço. Ela era como as “ovelhas” da parábola de Jesus, que mostram bondade para com os “irmãos” do Senhor. (Mateus 25:31-46) As Testemunhas de Jeová, embora agindo com discrição, não hesitam em visitar tais interessados ‘amigos da paz’ e em estudar a Bíblia com eles. — Lucas 10:5-7.

Raabe soube dos poderosos atos de Jeová. Podia expressar aos espiões escondidos sua fé, dizendo: “Sei deveras que Jeová certamente vos dará o país e que caiu sobre nós o horror de vós, e que por vossa causa todos os habitantes do país ficaram esmorecidos.” Depois de falar-lhes sobre o que ouvira a respeito dos poderosos atos de Jeová, Raabe prosseguiu: “Jeová, vosso Deus, é Deus nos céus em cima e na terra embaixo. E agora, por favor, jurai-me por Jeová que, por eu ter usado de benevolência para convosco, também vós certamente usareis de benevolência para com os da casa de meu pai, e tereis de dar-me um sinal fidedigno.” (Josué 2:9-13)

Iguais a Raabe, os novos que hoje aprendem a verdade de Deus não mais precisam ter medo do julgamento a ser executado no “dia de Jeová”. (Sofonias 1:14-18) Antes, desviam-se do proceder mundano e procuram a ajuda das Testemunhas de Jeová para obter a salvação. — Salmo 3:6-8; Provérbios 18:10.

O sinal que os espiões deram a Raabe era na forma dum “cordão de fio escarlate”, que ela devia atar à janela pela qual os espiões escaparam. (Josué 2:17-21) Por Raabe exibir tal sinal, sua casa seria poupada quando Jericó fosse destruída. De maneira similar, hoje, os que demonstram fé como a de Raabe são identificados para a libertação como adoradores dedicados e batizados de Jeová.

Apocalipse 7:9, 10, 14, os descreve como “uma grande multidão” dos que “lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro”. Exercem fé no sangue sacrificial de Jesus e apóiam isso com obras cristãs. (Romanos 10:9, 10) Lemos em Tiago 2:24, 25: “Vedes que o homem há de ser declarado justo por obras e não apenas pela fé. Da mesma maneira, não foi também Raabe, a meretriz, declarada justa pelas obras, depois de ter acolhido hospitaleiramente os mensageiros e os ter enviado embora por outro caminho?”

As “obras” de Raabe incluíam proteger os dois espiões e ajuntar outros à sua casa para salvação. Da mesma maneira, os da “grande multidão” dos tempos modernos atarefam-se em apoio leal aos do ungido “escravo fiel e discreto”, ao passo que este grupo provê “alimento [espiritual] no tempo apropriado” e supervisiona a atividade global da pregação do Reino. (Mateus 24:45-47) Raabe, da sua parte, foi destemida em testemunhar aos da casa de seu pai — atividade cheia de perigos, porque ela podia ter sido traída. (Veja Mateus 10:32-36.)

De maneira similar, em muitas terras onde hoje há oposição, as Testemunhas de Jeová têm de ser destemidas em dar testemunho. Isto tem resultado num grandioso ajuntamento, e muitas vezes famílias inteiras têm saído de Babilônia, a Grande, para tomar posição a favor da adoração pura de Jeová. — Salmo 73:28; 107:21, 22.
Jericó — Naquele Tempo e Agora

Examinemos esses eventos dramáticos dum ângulo diferente. “Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém entrava e ninguém saía.” Esta era a primeira cidade cananéia a vir sob a espada executora de Jeová. Por este motivo, como primícias devotadas a Deus, havia de receber atenção especial. Josué explicou isso: “A cidade tem de tornar-se algo devotado à destruição; ela com tudo o que há nela pertence a Jeová.” — Josué 6:1, 17; veja Êxodo 22:29; Levítico 27:26.

Quão bem isso corresponde a Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, que atingiu o apogeu de sua iniquidade neste sangrento século 20! Ela tentou trancar seus portões contra a intrusão das Testemunhas de Jeová. Nas palavras de Raabe, sobreveio-lhe “o horror” diante do povo de Deus.

Babilônia, a Grande, adota uma multidão confusa de deuses, desde a mística Trindade da cristandade até os milhões de deuses das religiões orientais. Antes de comissionar Josué, Moisés declarara: “Escuta, ó Israel: Jeová, nosso Deus, é um só Jeová.” Atualmente, apenas as Testemunhas de Jeová enaltecem este “um só Deus e Pai”. (Deuteronômio 6:4; Efésios 4:6) Jeová lutará por nós, assim como fez nos dias de Josué e de outros líderes leais em Israel. — 2 Crônicas 20:15, 17; 32:7, 8; Isaías 54:17.

Execução do Julgamento
Josué fez preparativos cabais para o sítio de Jericó. Os homens que cresceram no ermo foram circuncidados. Isto simbolizava deixarem de lado tudo o que pudesse impedir sua devoção de todo o coração a Jeová. (Deuteronômio 10:16; 30:5, 6) Reiniciou-se a observância da Páscoa. O povo começou a alimentar-se dos produtos da terra, quando o maná milagrosamente provido cessou. Além disso, o “príncipe do exército de Jeová”, sem dúvida o pré-humano Logos, apareceu a Josué e o tranqüilizou.

E Josué reconheceu humildemente a presença Dele. Em tudo isso podemos notar paralelos na experiência das hodiernas Testemunhas de Jeová, ao passo que se devotam à obra a ser feita. Nosso alimento espiritual ficou mais variado e mais rico em substância, ao passo que o “escravo fiel e discreto” avançou progressivamente sob a liderança do Senhor Jesus Cristo. — Josué 5:1-15.

Veja agora o cenário da batalha. Jeová ordenou táticas deveras estranhas! Uma vez por dia, durante seis dias, os sacerdotes de Israel marcharam em volta de Jericó, carregando a Arca, que representava a presença de Jeová. Eram precedidos por sete sacerdotes que tocavam buzinas de carneiro, com soldados de Israel marchando adiante e atrás deles. Mas, no sétimo dia, “passaram a levantar-se cedo, assim que subiu a alva”, e marcharam em volta da cidade sete vezes! Como aqueles jericuntinos devem ter tremido! — Josué 6:2-15.

Encontramos um paralelo notável disso naquilo que as Testemunhas de Jeová fazem hoje em toda a terra. Recentemente tem havido uma notável expansão de nossa atividade do Reino.  O exército dos pioneiros e dos outros publicadores fiéis do Reino levanta-se “cedo”, muitas vezes em sentido literal, e participa zelosamente na proclamação dos julgamentos de Jeová. Para os líderes das religiões da cristandade, essas Testemunhas parecem ser “um povo numeroso e poderoso”. Os clérigos têm “dores agudas” ao notarem que a proclamação da verdade induz muitos sinceros a abandoná-los e a tomar posição a favor de Jeová. — Joel 2:1-3, 6.

Por fim, Josué ordenou ao povo: “Gritai; porque Jeová vos entregou a cidade.” Retumbou então um grande grito de guerra. A terra tremeu e — milagre dos milagres — as muralhas de Jericó caíram rentes ao chão. Os israelitas avançaram obedientemente para destruir toda coisa vivente na cidade. Queimaram-na. Mas, eis que um pequeno setor da muralha externa ficou de pé, e na sua janela havia um cordão escarlate. Raabe e os da família de seu pai foram levados ilesos para fora. Com o tempo, a fé de Raabe foi adicionalmente recompensada por ela se tornar a esposa do israelita Salmom e antepassada de Jesus Cristo. — Josué 6:16-26; Mateus 1:5.

“Jeová, pois, mostrou estar com Josué, e a sua fama veio a ser conhecida em toda a terra.” De maneira similar, o nome majestoso de Jeová será vindicado quando Babilônia, a Grande, for devastada e despida de sua riqueza e glória, no começo da “grande tribulação”. — Josué 6:27; Revelação 17:16; 18:9, 10, 15-17; Mateus 24:21, 22.


SODOMA E GOMORRA w90 15/4 16-21
Prepare-se para o livramento e a entrada num novo mundo
“Lembrai-vos da mulher de Ló.” — LUCAS 17:32.
APÓS mencionar o maravilhoso livramento que Jeová realizou em favor de Noé e sua família, o apóstolo Pedro citou outro exemplo histórico de livramento. Ele chamou atenção para a preservação do justo

Ló quando Sodoma e Gomorra foram reduzidas a cinzas, conforme lemos em 2 Pedro 2:6-8. Os detalhes foram preservados para o nosso benefício. (Romanos 15:4) Levarmos a sério o que ocorreu em conexão com aquele livramento pode ajudar-nos a nos habilitar para a preservação que nos possibilitará entrar no novo mundo de Deus.

Qual É a Nossa Reação ao Modo de Vida do Mundo
Por que foram destruídas aquelas cidades e seus habitantes? O apóstolo Pedro fala de se entregarem à “conduta desenfreada”. (2 Pedro 2:7) Como indica o sentido do termo grego do qual tal expressão é traduzida, o povo de Sodoma e Gomorra se entregava à transgressão dum modo que demonstrava flagrante desrespeito, até mesmo desprezo, à lei e à autoridade. Judas 7 diz que ‘cometiam fornicação de modo excessivo e iam atrás da carne para uso desnatural’.

Quão crassa era a má conduta deles se evidenciou quando os homens de Sodoma, “desde o rapaz até o velho, todo o povo numa só turba”, cercaram a casa de Ló e exigiram que ele entregasse seus hóspedes para que os homens de Sodoma satisfizessem seus desejos pervertidos. E gritaram reprimendas contra Ló, visto que ele resistia às exigências depravadas deles. — Gênesis 13:13; 19:4, 5, 9.

Ló originalmente se mudara para a região perto de Sodoma por causa do potencial de prosperidade material que esta oferecia. Com o tempo, fixou residência na própria cidade. (Gênesis 13:8-12; 14:12; 19:1) Mas, Ló não concordava com as práticas obscenas dos homens da cidade, e estes não o encaravam como um deles, evidentemente porque ele e a sua família não participavam em sua vida social. Como 2 Pedro 2:7, 8 diz: “[Ló se] afligia grandemente que os que desafiavam a lei se entregavam à conduta desenfreada — porque esse justo, pelo que via e ouvia de dia a dia, enquanto morava entre eles, atormentava a sua alma justa em razão das ações deles contra a lei.” Tais condições eram uma severa prova para Ló, pois, como homem justo, ele abominava tal conduta.


Também hoje, o nível moral da sociedade humana tornou-se degradado. Em muitos países, cada vez mais pessoas praticam o sexo antes do casamento e fora dele. Até mesmo muitos jovens em idade escolar estão profundamente envolvidos nesse modo de vida, e eles ridicularizam os que não fazem o mesmo. Os homossexuais se identificam abertamente e desfilam pelas ruas de grandes cidades, exigindo reconhecimento. Os clérigos têm aderido a esse comportamento ruinoso. Oficialmente, não muitas igrejas ordenam homossexuais e fornicadores declarados. Mas, na prática, como os canais noticiosos repetidas vezes têm mostrado, não é nada difícil encontrar homossexuais, fornicadores e adúlteros nas fileiras do clero.

De fato, alguns líderes religiosos têm sido transferidos para outras cidades, ou até mesmo obrigados a renunciar, por causa de escândalos sexuais. Os que amam a justiça não se solidarizam com tal iniqüidade; eles ‘abominam o que é iníquo’. (Romanos 12:9) Especialmente se afligem quando a conduta de pessoas que afirmam servir a Deus traz vitupério sobre o Seu nome, fazendo com que pessoas mal informadas se afastem de toda religião, por desgosto. Romanos 2:24.

A situação piora a cada ano que passa. Haverá um fim disso? Sim, haverá! O que Jeová fez com as antigas Sodoma e Gomorra mostra claramente que, no Seu devido tempo, ele executará o julgamento. Destruirá completamente os iníquos, mas livrará seus servos leais.

Quem ou o Que Vem Primeiro na Vida?
Serão poupados apenas os que manifestarem verdadeira devoção piedosa. Neste respeito, considere o que os anjos de Jeová disseram a Ló antes de Sodoma e Gomorra serem destruídas. “Tens mais alguém aqui? Genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos os que são teus na cidade, leva-os para fora do lugar! Pois vamos arruinar este lugar.” Assim, Ló falou com os rapazes que iriam casar-se com as suas filhas. Instou repetidas vezes: “Levantai-vos! Saí deste lugar, porque Jeová vai arruinar a cidade!”

O relacionamento deles com a família de Ló dava-lhes uma oportunidade especial para livramento, mas, tinham de agir pessoalmente. Tinham de dar evidência tangível de obediência a Jeová. Mas, em vez disso, para eles, Ló ‘parecia como quem estava brincando’. (Gênesis 19:12-14) Pode-se imaginar como as filhas de Ló se sentiram ao saber do que acontecera. A lealdade delas a Deus foi posta à prova.

No amanhecer do dia seguinte, os anjos se tornaram insistentes com Ló. Disseram: “Levanta-te! Toma tua esposa e as duas filhas tuas que se acham aqui, para que não sejas arrasado no erro da cidade!” Mas, ‘ele se demorava’. (Gênesis 19:15, 16) Por quê? O que o detinha? Seriam seus interesses materiais ali em Sodoma — exatamente o mesmo que originalmente o atraíra àquela região? Se ele se apegasse a estes, seria destruído junto com Sodoma.

Por compaixão, os anjos pegaram os membros da família de Ló pela mão e os levaram às pressas para fora da cidade. Nos arredores, o anjo de Jeová ordenou: “Escapa-te, por tua alma! Não olhes para trás e não pares em todo o Distrito! Escapa para a região montanhosa, para que não sejas arrasado!” Ló ainda hesitava. Finalmente, depois que se concordou em que ele poderia ir para uma localidade não tão distante, ele e sua família fugiram. (Gênesis 19:17-22) Não mais poderiam demorar; a obediência era vital.

Contudo, o livramento ainda não estava completo ao saírem de Sodoma. Gênesis 19:23-25 nos informa: “O sol já tinha saído sobre a terra quando Ló chegou a Zoar. Jeová fez então chover enxofre e fogo sobre Sodoma e sobre Gomorra, da parte de Jeová, desde os céus. Assim foi subverter essas cidades, sim, o Distrito inteiro, e todos os habitantes das cidades e as plantas do solo.” Mas, onde estava a esposa de Ló?

Ela fugira junto com o marido. Mas, estava ela de pleno acordo com o que ele fazia? Nada há que indique que ela de algum modo aprovava a imoralidade de Sodoma. Mas, era seu amor a Deus mais forte do que seu apego ao lar e às coisas materiais que possuía ali? (Compare com Lucas 17:31, 32.) Sob pressão, o que havia no seu coração veio à tona. Evidentemente eles já estavam perto de Zoar, talvez a ponto de entrar na cidade, quando ela desobedientemente se virou e olhou para trás. E, como diz o registro bíblico, “ela se tornou uma coluna de sal”. (Gênesis 19:26) Daí,

Ló e suas filhas enfrentaram um teste adicional de lealdade. Era o apego de Ló à sua falecida esposa, ou o apego das filhas à sua falecida mãe mais forte do que seu amor a Jeová, que trouxera essa calamidade? Continuariam a obedecer a Deus mesmo que alguém muito íntimo deles se mostrasse desleal a ele? Com plena confiança em Jeová, eles não olharam para trás.

Sim, Jeová sabe livrar da provação os de devoção piedosa. Ele sabe livrar famílias inteiras que estejam unidas na adoração pura; sabe também livrar pessoas individualmente. Quando realmente o amam, ele mostra grande consideração nos seus tratos com elas. “Ele mesmo conhece bem a nossa formação, lembra-se de que somos pó.” (Salmo 103:13, 14) Mas, ele dá livramento apenas às pessoas de devoção piedosa, cuja devoção é genuína e cuja obediência é uma expressão de lealdade.

Amorosos Preparativos Para um Livramento Maior
Pelo que ocorreu nos dias de Noé e de Ló, Jeová não removeu para sempre todos os iníquos. Como diz a Bíblia, tais eventos simplesmente ‘estabeleceram um modelo’ das coisas por vir. Antes que tais coisas viessem, Jeová visava fazer muito mais coisas para beneficiar pessoas que o amam. Ele enviaria à terra seu Filho unigênito, Jesus Cristo. Aqui, Jesus limparia o nome de Deus de vitupério por demonstrar o tipo de devoção que Adão, como homem perfeito, deveria e poderia ter prestado a Deus; mas Jesus faria isso sob circunstâncias muito mais difíceis.

Jesus deporia a sua vida humana perfeita em sacrifício, de modo que os descendentes de Adão que exercessem fé pudessem ter o que Adão perdeu. Daí, um “pequeno rebanho” de humanos leais seria escolhido por Deus para partilhar com Cristo de seu Reino celestial, e uma “grande multidão” seria reunida dentre todas as nações para formar a base para uma nova sociedade humana. (Lucas 12:32;
Apocalipse 7:9.
Feito isso, Deus realizaria o grandioso livramento, prefigurado pelos eventos ligados ao Dilúvio e à destruição de Sodoma e Gomorra.

Por que É Urgente Uma Ação Decisiva
Os estudantes da Palavra de Deus sabem que, em muitas ocasiões, Jeová realizou atos de livramento em favor de seus servos. Contudo, na maioria dos casos, a Bíblia não diz: ‘Como foi naquele tempo, assim será a presença do Filho do homem.’ Por que o apóstolo Pedro, inspirado por espírito santo, isolou apenas dois exemplos? O que havia de diferente com respeito ao que ocorreu nos dias de Ló e de Noé?

Uma indicação definitiva se encontra em Judas, versículo 7, onde lemos que “Sodoma e Gomorra, e as cidades em volta delas . . . são postas diante de nós como exemplo de aviso por sofrerem a punição judicial do fogo eterno”. Sim, a destruição dos crassos pecadores nessas cidades foi eterna, como também o será a destruição dos iníquos no fim do atual sistema de coisas. (Mateus 25:46) O Dilúvio dos dias de Noé também é mencionado em contextos que tratam de julgamentos eternos. (2 Pedro 2:4, 5, 9-12; 3:5-7)
Assim, pela destruição de pessoas ímpias nos dias de Ló e de Noé, Jeová mostrou que livrará seus servos destruindo para sempre os praticantes da injustiça. — 2 Tessalonicenses 1:6-10.

A destruição dos iníquos não traz prazer a Jeová, tampouco a seus servos. Por meio de suas Testemunhas, Jeová insta com as pessoas: “Recuai, recuai dos vossos maus caminhos, pois, por que devíeis morrer?” (Ezequiel 33:11) Não obstante, quando as pessoas não se dispõem a acatar esse apelo amoroso, mas persistem em seu próprio modo egoísta de vida, o respeito de Jeová para com o seu próprio nome santo e seu amor para com seus servos leais que sofrem abusos às mãos de homens ímpios exigem que ele execute a justiça.

O tempo para Deus trazer o livramento está muito próximo! As atitudes e os eventos que Jesus predisse como sinal de sua presença e da terminação do sistema de coisas estão claramente em evidência. Os aspectos daquele sinal começaram a surgir mais de 75 anos atrás, e Jesus disse que “esta geração” de modo algum passaria sem que viesse a execução do julgamento de Deus contra este mundo ímpio.
Quando Jeová determinar que a mensagem do Reino foi proclamada em medida suficiente em toda a terra habitada, como testemunho a todas as nações, então virá o fim deste mundo iníquo, e, com isso, o livramento para as pessoas de devoção piedosa. (Mateus 24:3-34; Lucas 21:28-33) Livramento de quê? Livramento das provações que tiveram de suportar às mãos dos iníquos, e das circunstâncias que diariamente têm sido uma fonte de aflição para eles, como amantes da justiça. Será também o livramento para um novo mundo em que as doenças e a morte serão coisas do passado.


SUMO SACERDOTE
No antigo Israel, a principal responsabilidade pelo correto ensino religioso recaía sobre o sumo sacerdote. (Levítico 10:8-11; Malaquias 2:7) Concordemente, Jesus tornou conhecidos os justos requisitos de Jeová para todos os que desejam herdar o Reino e a vida eterna. (Mateus 6:9, 10, 33; 7:28, 29; 11:12; 25:34, 46) Quando estava numa sinagoga em Nazaré, Jesus leu e aplicou a si mesmo a profecia: “O espírito de Jeová está sobre mim, porque me ungiu para declarar boas novas.” Daí, após passar algum tempo em Cafarnaum, ele disse: “Tenho de declarar as boas novas do reino de Deus também a outras cidades, porque fui enviado para isso.” (Lucas 4:18, 19, 43; Isaías 61:1, 2)

Além disso, Jesus treinou 70 de seus seguidores para expandir essa obra de pregação do Reino, e ele predisse que eles fariam obras maiores do que ele mesmo fizera. (Lucas 10:1-9; João 14:12) Isto lançou a base para uma campanha mundial de educação bíblica que Jesus dirigiria através do ‘escravo fiel’, composto de seus seguidores ungidos. — Mateus 24:45-47; 28:19, 20.
Principal Vindicador da Soberania de Jeová

O mais importante motivo da vinda do Filho de Deus à terra não foi salvar a humanidade. Foi, sim, resolver as caluniosas questões levantadas por Satanás a respeito da soberania de Jeová. Podemos compreender isto por refletirmos a respeito do anual Dia da Expiação, de Israel, quando o sumo sacerdote típico tinha de entrar no Santíssimo várias vezes. A primeira entrada era feita com incenso fragrante, derramado sobre um incensário de brasas incandescentes. (Levítico 16:12-16)

Isto bem representava o que o Sumo Sacerdote antitípico faria na terra antes de ascender ao céu para aparecer perante Jeová com o valor de seu sacrifício humano. (Hebreus 9:24) Conforme indicado pelo uso do incenso, o proceder de fidelidade de Jesus foi marcado por orações sinceras, zelo ardente pela adoração pura e um profundo amor por Jeová. (Salmo 141:2; Marcos 1:35; João 2:13-17; 12:27, 28; 14:30, 31; Hebreus 5:7)

Jesus foi bem-sucedido em manter uma impecável integridade diante de toda a tentação sutil, zombaria e feroz perseguição que lhe foram impostas por Satanás e seus agentes. — Provérbios 27:11; Mateus 22:15-18; Marcos 14:60-65; 15:16-32; Lucas 4:13, 29; João 8:44, 59.

Por ter vindicado a soberania de Jeová, Jesus foi recompensado com a ressurreição para a vida imortal no céu. Quão gratos devemos ser a Jeová por ter-nos provido deste excelente Sumo Sacerdote! “Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que passou pelos céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos à nossa confissão dele.” (Hebreus 4:14) É seu desejo sincero seguir o exemplo de integridade de Jesus, independente do que o Diabo possa fazer? Se for, poderá contar com ajuda, e poderá ser bem-sucedido.

Isto porque está à disposição o melhor em matéria de ajuda. “Temos por sumo sacerdote, não alguém que não se possa compadecer das nossas fraquezas, mas alguém que foi provado em todos os sentidos como nós mesmos, porém, sem pecado. Aproximemo-nos, portanto, com franqueza no falar, do trono de benignidade imerecida, para obtermos misericórdia e acharmos benignidade imerecida para ajuda no tempo certo.” — Hebreus 4:15, 16; 5:7-10; Filipenses 4:13; 1 João 2:1, 2.

O INCENSO NO DIA EXPIAÇÃO    >ABA  15
Incenso: Composto de resinas e bálsamos aromáticos que queima lentamente, desprendendo fragrante aroma. As palavras hebraicas qetó·reth e qetoh·ráh vêm da raiz qa·tár, que significa “fazer fumaça sacrificial”. O equivalente nas Escrituras Gregas Cristãs é thy·mí·a·ma.

O incenso sagrado prescrito para uso no tabernáculo do ermo era feito de materiais custosos que a congregação contribuía. (Êx 25:1, 2, 6; 35:4, 5, 8, 27-29) Ao dar a fórmula divina para essa mistura quádrupla, Jeová disse a Moisés: “Toma para ti perfumes: gotas de estoraque, e onicha, e gálbano perfumado, e olíbano puro. Deve haver a mesma porção de cada um. E tens de fazer disso um incenso, uma mistura aromática, trabalho de fabricante de ungüento, salgado, puro, algo sagrado. E um pouco dele tens de reduzir a pó fino e tens de pôr um pouco dele diante do Testemunho na tenda de reunião, onde me apresentarei a ti. Deve ser santíssimo para vós.” Daí, visando inculcar-lhes a exclusividade e a santidade do incenso, Jeová acrescentou: “Quem fizer um igual a este para regalar-se com o seu cheiro tem de ser decepado do seu povo.” — Êx 30:34-38; 37:29.

Na extremidade O do compartimento Santo do tabernáculo, junto à cortina que o dividia do Santíssimo, localizava-se “o altar do incenso”. (Êx 30:1; 37:25; 40:5, 26, 27) Sobre estes altares, cada manhã e cada noitinha se queimava incenso sagrado. (Êx 30:7, 8; 2Cr 13:11)
Uma vez por ano, no Dia da Expiação, pegavam-se brasas do altar, num incensário ou porta-lume, junto com dois punhados de incenso, levando-os para dentro do Santíssimo, onde se fazia que o incenso fumegasse diante do trono de misericórdia da arca do testemunho. — Le 16:12, 13.

O sumo sacerdote Arão inicialmente oferecia incenso sobre o altar. (Êx 30:7) No entanto, seu filho Eleazar recebeu a supervisão do incenso e de outros itens do tabernáculo. (Núm 4:16) Parece que a queima de incenso, exceto no Dia da Expiação, não se restringia ao sumo sacerdote, uma vez que se menciona o subsacerdote Zacarias (pai de João, o Batizador) como cuidando de tal serviço. (Lu 1:8-11) Logo depois de começar a funcionar o serviço do tabernáculo, os dois filhos de Arão, Nadabe e Abiú, foram mortos por Jeová por tentarem oferecer incenso com “fogo ilegítimo”. (Le 10:1, 2; compare isso com Êx 30:9; veja ABIÚ.) Mais tarde, Corá e 250 outros, todos levitas, mas não da linhagem sacerdotal, rebelaram-se contra o sacerdócio arônico.

Como prova, Moisés mandou que tomassem porta-lumes e queimassem incenso na entrada do tabernáculo, de modo que Jeová pudesse indicar se os aceitava ou não como sacerdotes seus. O grupo pereceu durante o ato, com os porta-lumes na mão. (Núm 16:6, 7, 16-18, 35-40) Assim, também, o Rei Uzias foi atacado de lepra quando presunçosamente tentou queimar incenso no templo. — 2Cr 26:16-21.
Com o tempo, os da nação de Israel tornaram-se tão negligentes na adoração prescrita de Jeová que fecharam o templo e queimaram incenso em outros altares. (2Cr 29:7; 30:14) Pior ainda, eles queimavam incenso a outros deuses, perante os quais se prostituíam, e de outros modos dessagravam o santo incenso, tudo isto sendo destestável aos olhos de Jeová. — Ez 8:10, 11; 16:17, 18; 23:36, 41; Is 1:13.
Significado. O pacto da Lei tinha uma sombra de vindouras coisas melhores (He 10:1), e parece que a queima de incenso sob tal arranjo representava as orações aceitáveis dos fiéis servos de Deus. O salmista declarou: “Seja minha oração preparada como incenso diante de ti [Jeová].” (Sal 141:2)

Igualmente, o altamente simbólico livro de Revelação descreve os que estão ao redor do trono celestial de Deus como tendo “tigelas de ouro cheias de incenso, e o incenso significa as orações dos santos”. “E foi-lhe dada [a um anjo] uma grande quantidade de incenso para oferecer, junto com as orações de todos os santos, no altar de ouro que estava diante do trono.” (Apoc. 5:8; 8:3, 4) Em vários aspectos, a queima de incenso servia como símbolo adequado para as orações dos santos que são ‘oferecidas’ (He 5:7) noite e dia (1Te 3:10), e são agradáveis a Jeová. — Pr 15:8.

Os Cristãos Não o Queimavam. Embora se queime incenso hoje em certas religiões da cristandade, bem como em templos budistas, não encontramos base nas Escrituras para tal prática entre cristãos. Não se alistam incensários entre os recipientes usados pela igreja nos primeiros quatro séculos da Era Comum, e só depois de Gregório Magno (fins do sexto século) há evidência clara do uso de incenso nos serviços religiosos.

Obviamente, isto é porque, com a vinda de Cristo e terem sido o pacto da Lei e seus regulamentos pregados na estaca de tortura (Col 2:14), e especialmente depois que o templo e seu sacerdócio arônico foram completamente removidos, a queima de incenso na adoração de Deus cessou. Não se deu nenhuma autorização para que fosse usado na congregação cristã, e os primitivos cristãos, como os judeus, jamais queimavam incenso individualmente para fins religiosos.

TABERNÁCULO    >ABA  15PERGUNTA DE LEITOR
Deus, salvará duas classes de pessoas.
A primeira classe: Arrebatamento dos Escolhidos em espírito, no começo da Grande tribulação. 1 Cor; 15:50;
A segunda classe: São as pessoas que serão salvas em carne e osso para saírem da grande tribulação e herdarem a Terra. Mat. 24:21,22,31; Prov. 2:21,22.

Em Apocalipse capítulo 7:1-4; 9-15 encontramos duas classes DISTINTAS de pessoas de salvas.
Veja o modelo profético de tabernáculo. São duas classes distintas de Pessoas a serem salvas:
A sacerdotal e o povo. Só a classe sacerdotal entra para o interior da cortina rasgada, com caminho livre para o céu ilustrando que HOJE que somente os 144.000 reis e sacerdotes serão arrebatados. Heb. 3:1; 10:1; 19-22.

O Povo dos átrios (pátios) NÃO eram são autorizados entrar no cômodo santo e muito menos no cômodo santo dos santos (santíssimo), e quando entravam morriam, simbolizando HOJE, a salvação da grande multidão na Terra. (classe beneficiada pela classe sacerdotal, a noiva de Cristo, na Nova Jerusalém). Heb. 9:7

Esse modelo profético do Tabernáculo simboliza também que a MEDIAÇÃO DE DEUS É SOMENTE FEITA PELO SUMO SACERDOTE JESUS com a classe  SACERDOTAL hoje os 144.000, os sub sacerdotes. E classe SACERDOTAL beneficiaria a Classe dos átrios (pátios),hoje a Grande Multidão. Apoc. 7:9,10. É por isso que Jesus é mediador de um novo pacto só com os 144.000 ungidos.

TEMPLOS   >ABA  15

ZACARIAS   >ABA  15
Qual o significado de Zacarias cortar um bordão, ou vara, chamado “Afabilidade” e outro chamado “União”? Zacarias é retratado como alguém enviado para ‘pastorear o rebanho destinado à matança,’ pessoas semelhantes a ovelhas exploradas por seus líderes. No seu papel como pastor Zacarias prefigurou Jesus Cristo, que foi enviado ao povo pactuado de Deus, mas foi rejeitado por eles. Cortar o bordão da “Afabilidade” simbolizava que Deus poria fim ao pacto da Lei, feito com os judeus, e não lidaria mais com eles de modo afável, ou amigável. Cortar o bordão da “União” significava romper o vínculo teocrático da fraternidade entre Judá e Israel.



ZOROBABEL   >ABA  15
A “ENCANTADORA” PEDRA PRINCIPAL
Esta “pedra principal” era a pedra de remate do templo a ser reconstruído em Jerusalém. Esta pedra principal era a pedra essencial que daria o remate ao templo. Ser ela produzida pelo governador Zorobabel atestaria que ele havia de levar a obra do templo ao término. Nada o impediria agora como servo de Jeová. O espírito de Jeová cuidaria disso!

Seria um dia de enorme exultação quando colocasse esta pedra de remate no seu lugar, assinalando o término bem sucedido do templo na cidade em que Deus colocara seu santo nome. A multidão extasiada de espectadores, ao ver este ato culminante, clamaria em admiração desta pedra de remate no seu lugar de destaque: “Quão encantadora! Quão encantadora!” Ela era bela em si mesma, pois era a mesma pedra que fora posta diante do Sumo Sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e cuja gravação havia sido feita pelo próprio Jeová por meio de seu agente. (Zacarias 3:9) Mas, esta pedra de remate, gravada, aumentou em beleza quando passou a ocupar seu lugar designado no edifício do templo e deu ao edifício do templo uma aparência agradável. Não só os olhos encantados dos adoradores no templo se fixavam nesta pedra de remate, mas também os “sete olhos” de Jeová davam a esta pedra sua atenção indivisa, especial. Ser ela colocada no lugar era em vindicação de Sua palavra de profecia por meio de Ageu e de Zacarias.

Este dia de exultação e de vindicação veio no terceiro dia do mês lunar de adar do ano 515 A.E.C., pois a história registrada diz o seguinte: “E os homens mais maduros dos judeus construíam e faziam progresso sob a pronunciação profética de Ageu, o profeta, e de Zacarias, neto de Ido, e a construíram e acabaram devido à ordem do Deus de Israel e devido à ordem de Ciro, e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia. E completaram esta casa ao terceiro dia do mês lunar de adar, isto é, no sexto ano do reinado de Dario, o rei.” — Esdras 6:14, 15.

Quão grandiosa é a perspectiva que esta ocasião histórica, mas profética, apresenta a todos os amantes da adoração pura e imaculada do único Deus vivente e verdadeiro hoje em dia! Aponta para o tempo em que a adoração verdadeira do Soberano Senhor Jeová será levada ao seu estado aperfeiçoado, no seu templo espiritual. Isto se dará quando Babilônia, a Grande, (o império mundial da religião falsa, incluindo a cristandade sectária,) for destruída e todos os elementos políticos, militares e sociais deste mundo, que se opõem até mesmo à adoração pura, forem destruídos, deixando na terra purificada apenas o restante dos subsacerdotes espirituais do Israel espiritual e seus co-adoradores de todas as nações, povos e tribos. Esta realização culminante será produzida, conforme diz Jeová, “não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito”.

O antitípico Governador Zorobabel terá uma parte especialmente privilegiada em realizar o cumprimento hodierno desta profecia divina. Sabemos quem ele é — Jesus Cristo, que agora governa desde o seu trono celestial sobre o restante fiel de seus subsacerdotes espirituais e os seus dedicados e batizados companheiros na adoração.

Zorobabel prefigurou o glorificado Rei Jesus Cristo num aspecto diferente daquele do Sumo Sacerdote Josué, filho de Jeozadaque. O Sumo Sacerdote Josué (a quem os judeus de língua grega chamavam “Jesus”) representava a Jesus Cristo nas suas funções sacerdotais. Zorobabel, designado governador da província de Judá, representava o Senhor Jesus Cristo no seu cargo governamental como rei. Estes dois cargos, o de sumo sacerdote e o de governador, combinam-se no glorificado Jesus Cristo, pois ele é também prefigurado por Melquisedeque, a respeito de quem diz Gênesis 14:18: “Melquisedeque, rei de Salém, trouxe para fora pão e vinho; e ele era sacerdote do Deus Altíssimo.” Hebreus 7:1 o chama “Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo”. — Salmo 110:1-4.

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