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LÍNGUAS: PERDURAM ATÉ HOJE?

PENTECOSTALISMO
Muitas igrejas, inclusive reformadas,  acreditam que Deus ainda usa os dons pentecostais  para falar com seu povo, conforme o próprio apóstolo Paulo afirma: "Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes." (I Cor. 12:1) e ainda: "Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar." (I Cor. 14:1).

Na época dos apóstolos, observa-se que os dons eram usados, sobretudo para revelar a vontade de Deus sobre Sua Obra.
Há exemplos disso nos dons espirituais O SENHOR:  
1- Revelou a Cornélio que deveria chamar Pedro a sua casa (At. 10:3-6).
2- Orientou Filipe a pregar ao eunuco etíope (At. 8:26, 29).
3- Orientou Ananias a visitar Paulo e orar por ele (At. 9:10-16),
4- Revelou a Pedro para não hesitar, mas pregar o Evangelho aos gentios na casa desse centurião (At.10:9-16 e 19-20).
5- Revelou a Paulo que não deveria pregar o evangelho na Ásia nem na Bitínia, mas na Macedônia (Atos 16:6-10).
6- Revelou à Igreja que estatutos no Velho Testamento deveriam ser observados pelos gentios que se convertiam (Atos 15:28,29).
7- Orientou Paulo a subir a Jerusalém para submeter seu ensino aos apóstolos (Gál. 2:1-2),
8-  Revelou que havia escolhido Timóteo para o ministério da Palavra (II Tim 4:14).

As Igrejas Cristãs Pentecostais entendem que, através das REVELAÇÕES, o Senhor Jesus, por meio da Sua Palavra escrita e da doutrina revelada, dá as orientações necessárias para a edificação da igreja. Enfatizam a supremacia da “revelação” em relação a “letra” (Bíblia Sagrada). Desestimulam os membros a aprofundarem-se nos ensinos teológicos e filosóficos, sem as lentes do Espírito Santo dentro de suas igrejas.

Contrariando as crenças acima, a palavra de Deus afirma categoricamente que as REVELAÇÕES, OS DONS DE PROFETIZAR E OS DEMAIS, CESSARIAM QUANDO A BÍBLIA FOSSE COMPLETADA, E OS 13 APÓSTOLOS DE JESUS, NÃO MAIS TIVESSEM PRESENTES. (100 DC).
"O amor jamais acaba; mas, havendo profecias (dons de profetizar), desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado". 1 Cor. 13:8-10. Almeida Fiel.

"Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em o nome do Senhor Jesus. Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo. Vendo, porém, Simão que, pelo fato de imporem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito [Santo], ofereceu-lhes dinheiro. Atos 8:14-18. Almeida Fiel.

CONCLUSÃO
Todas "igrejas" pseudo pentecostais recebem "revelações" e "interpretações" do espírito santo , porém suas doutrinas se divergem. O que denota isso?
Amados, não acreditem em toda declaração inspirada, mas ponham à prova as declarações inspiradas para ver se elas se originam de Deus, pois muitos falsos profetas saíram pelo mundo afora. 1 João 4:1
Paulo diz que todos temos de pensar da mesma maneira.  1 Cor.1:10

FALAR EM LÍGUAS ESTRANHAS: Habilidade especial concedida através do espírito santo a alguns discípulos na primitiva congregação cristã que os capacitou a pregar ou de outra forma a glorificar a Deus numa língua diferente da deles.

Diz a Bíblia que todos os que teriam o espírito de Deus ‘falariam em línguas’?
1 Cor. 12:13, 30: “Deveras, todos nós fomos batizados por um só espírito em um só corpo . . . Será que todos têm dons de curar? Será que todos falam em línguas?” (Também 1 Coríntios 14:26.)
1 Cor. 14:5: “Ora, eu gostaria que todos vós falásseis em línguas, mas prefiro que profetizeis. Deveras, quem profetiza é maior do que aquele que fala em línguas, a menos que, de fato, traduza, para que a congregação receba edificação.”

Será que a fala extática numa língua que a pessoa nunca aprendeu prova que ela tenha espírito santo?
Pode a habilidade de ‘falar em línguas’ vir de outra fonte a não ser do verdadeiro Deus?
1 João 4:1: “Amados, não acrediteis em toda expressão inspirada [“todo espírito”, IBB, Al], mas provai as expressões inspiradas para ver se se originam de Deus.” (Veja também Mateus 7:21-23; 2 Coríntios 11:14, 15.)

Entre os que ‘falam em línguas’ hoje, acham-se os pentecostais e batistas, também católicos romanos, episcopais, metodistas, luteranos e presbiterianos.
Jesus disse que o espírito santo ‘guiaria seus discípulos a toda a verdade’. (João 16:13)
Será que os membros de cada uma dessas religiões acreditam que os outros que também ‘falam em línguas’ foram guiados a “toda a verdade”? Como poderia dar-se isso, visto que não estão todos de acordo?

Que espírito é que os habilita a ‘falar em línguas’?
Uma declaração conjunta do Fountain Trust e do Conselho Evangélico da Igreja Anglicana admitiu: “Estamos cônscios de que também pode ocorrer um fenômeno similar sob influência oculta/demoníaca.” (Gospel and Spirit, de abril de 1977, publicado pelo Fountain Trust e pelo Conselho Evangélico da Igreja Anglicana, p. 12.)
O livro Religious Movements in Contemporary America (editado por Irving I. Zaretsky e Mark P. Leone, citando L. P. Gerlach) relata que no Haiti ‘falar em línguas’ é característico tanto da religião pentecostal como da voduísta (semelhante à macumba). — (Princeton, N. J., EUA; 1974), p. 693; veja também 2 Tessalonicenses 2:9, 10.

‘Fala-se em línguas’ hoje como falavam os cristãos do primeiro século?
No primeiro século, os dons miraculosos do espírito, incluindo a capacidade de ‘falar em línguas’, atestavam que o favor de Deus havia sido transferido do sistema judaico de adoração para a recém-estabelecida congregação cristã. (Heb. 2:2-4)
Visto que se atingiu esse objetivo no primeiro século, será necessário provar vez após vez a mesma coisa nos nossos dias?
No primeiro século, a habilidade de ‘falar em línguas’ deu impulso à obra internacional de dar testemunho, comissionada por Jesus a seus seguidores. (Atos 1:8; 2:1-11; Mat. 28:19)
É assim que os que ‘falam em línguas’ usam hoje essa capacidade?

No primeiro século, quando os cristãos ‘falavam em línguas’, o que diziam tinha sentido para as pessoas que conheciam essas línguas. (Atos 2:4, 8)
Hoje em dia, não é verdade que ‘falar em línguas’ usualmente envolve um acesso extático de emissão de sons ininteligíveis?
No primeiro século, segundo mostra a Bíblia, as congregações tinham de limitar o ‘falar em línguas’ a duas ou três pessoas que fizessem isso em qualquer das reuniões; tinham de fazer isso “cada um por sua vez”, e, se não houvesse intérprete presente, tinham de manter-se calados. (1 Cor. 14:27, 28, IBB) É isso que se faz hoje em dia?

Será que o espírito santo está orientando os carismáticos a práticas que vão além do que se encontra nas Escrituras?
2 Tim. 3:16, 17: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra.” (Se alguém afirma ter mensagem inspirada que esteja em conflito com as revelações feitas pelo espírito de Deus, por meio de Jesus e seus apóstolos, pode ela ser da mesma fonte?)  
Gál. 1:8: “Mesmo que nós ou um anjo do céu vos declarássemos como boas novas algo além [“diferente”, NTI] daquilo que vos declaramos como boas novas, seja amaldiçoado.”

Será que o modo de vida dos membros das organizações que são favoráveis a ‘falar em línguas’ dão evidência de que têm o espírito de Deus?
Como grupo, manifestam de modo notável frutos do espírito tais como a brandura e o autodomínio?
São essas qualidades realmente evidentes às pessoas que assistem às suas reuniões para adoração? — Gál. 5:22, 23.

Realmente “não fazem parte do mundo”? Por causa disso, dão plena devoção ao Reino de Deus ou estão envolvidos nos assuntos políticos do mundo? Permaneceram limpos de culpa de sangue em períodos de guerra? Como grupo, têm excelente reputação porque evitam a conduta imoral do mundo? — João 17:16; Isa. 2:4; 1 Tes. 4:3-8.

São os verdadeiros cristãos hoje identificados pela capacidade de ‘falar em línguas’?
João 13:35: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.”
1 Cor. 13:1, 8: “Se eu falar em línguas de homens e de anjos, mas não tiver amor, tenho-me tornado um pedaço de latão que ressoa ou um címbalo que retine. O amor nunca falha. Mas, quer haja dons de profetizar, serão eliminados; quer haja línguas, cessarão.”

Jesus disse que o espírito santo viria sobre seus seguidores e que eles seriam testemunhas dele até à parte mais distante da terra. (Atos 1:8)
Ele lhes ordenou: “Fazei discípulos de pessoas de todas as nações.” (Mat. 28:19)
Também predisse que ‘estas boas novas do reino seriam pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações’. (Mat. 24:14)

Quem hoje, como grupo e individualmente, faz esse trabalho? Em harmonia com o que Jesus disse, não deveríamos procurar isso como evidência de que certo grupo de pessoas tem espírito santo?

O ‘falar em línguas’ tinha de continuar até chegar o que é “perfeito”?
Em 1 Coríntios 13:8 faz-se referência a diversos dons miraculosos — profecia, línguas e conhecimento.
O versículo 9  refere-se novamente a dois desses dons — o conhecimento e a profecia — dizendo: “Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos.” (Al) Ou, conforme reza NTI: “Pois, tanto as nossas profecias como a nossa ciência são imperfeitas.”
Daí, o versículo 10  diz: “Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.” (Al) A palavra “perfeito” é traduzida do grego té·lei·on, que transmite a idéia do que é plenamente desenvolvido, completo ou perfeito. ABV e NM a vertem aqui por “completo”.

Note que não é o dom de línguas que se diz ser “imperfeito”, “em parte”, ou parcial. Diz-se isso da ‘profecia’ e do ‘conhecimento’. Em outras palavras, mesmo com esses dons miraculosos, os primeiros cristãos só tinham entendimento imperfeito ou parcial do propósito de Deus.
Mas, quando as profecias chegassem a se cumprir, quando o propósito de Deus se realizasse, então viria “o que é perfeito”, ou completo.
Portanto, esta não é uma consideração sobre por quanto tempo o ‘dom de línguas’ continuaria.

Entretanto, a Bíblia indica deveras por quanto tempo o ‘dom de línguas’ seria parte da experiência cristã.
Segundo a escrita, este dom e outros dons do espírito foram sempre transmitidos às pessoas pela imposição das mãos dos apóstolos de Jesus Cristo ou na presença deles. (Atos 2:4, 14, 17; 10:44-46; 19:6; veja também Atos 8:14-18.)
Assim, após a morte deles e das pessoas que deste modo haviam recebido os dons, tais dons miraculosos, resultantes da operação do espírito de Deus, devem ter chegado ao seu fim.
Tal conceito está de acordo com o propósito desses dons, conforme expresso em Hebreus 2:2-4.

Não mostra Marcos 16:17, 18 (Al) que a capacidade de ‘falar em novas línguas’ seria um sinal que identificaria os crentes?
Deve-se notar que esses versículos fazem referência, não só a ‘falar em novas línguas’, mas também a pegar nas serpentes e beber veneno mortífero.
Incentivam todos os que ‘falam em línguas’ a também praticar tais coisas?
Esses versículos não são aceitos por todos os eruditos bíblicos.

QUESTIONAMENTO DE LEITORES
01- Paulo disse que todos dons especiais cessariam quando viesse o que é perfeito? Por que não vemos o que é perfeito ainda? 1 Cor. 13:8-12
RESPOSTA: Quando Paulo escreveu esta Carta, o novo testamento só tinha o evangelho de Mateus. Jamais os dons especiais poderiam ser descontinuado. A Congregação semelhante a uma pessoa na sua infância ainda necessitaria de elementos sólidos para ampará-la. A Palavra de Deus completa era perfeita para edificar completamente a congregação quando estivesse adulta.

02- Mas,  Paulo não está falando do estado de perfeição final do homem que o Reino de Deus vier onde a morte deixará de existir?
RESPOSTA: Se assim fosse, a morte só será aniquilada depois do final do Reino milenar de Cristo. 1 Cor. 15:24-26. Então será que os dons só cessariam lá no final do reino de Deus?

MATÉRIA ADICIONAL


PENTECOSTALISMO
O COSTUME de “falar em línguas” é crescente fenômeno religioso. Grupos religiosos “pentecostais” há muito oram num tartamudeio que outros não conseguem entender. Hoje em dia, clérigos luteranos, evangélicos, episcopais e presbiterianos, e até mesmo sacerdotes católicos romanos, assumiram tal costume e o incentivam.

O movimento “católico pentecostal” surgiu no centro-oeste estadunidense há alguns anos. Em 1967, um punhado de “católicos pentecostais” reuniu-se na Universidade de Notre Dame, dos EUA. Em 1973, cerca de 20.000 pessoas se juntaram para um conclave anual “pentecostal” ali. Semanas depois, “católicos pentecostais”, jovens e idosos, sacerdotes e freiras, dirigiram-se à Universidade de Loyola, de Los Angeles, EUA, para similar conferência.

Por que tal interesse em línguas? Uma razão é que “os episcopais chegaram agora ao ponto em que têm fome absoluta de algum cristianismo público”.  Para muitos católicos, as línguas se tornaram substituto das “medalhas milagrosas”, das novenas e de outras devoções a Maria que, Similar interesse em “línguas” e em outros “dons” é demonstrado na Coréia, Indonésia, Filipinas, Japão, Malásia, e em outras partes do mundo.

Entre os grupos protestantes “pentecostais”, a linguagem excitada do pastor talvez seja ecoada por brados de acordo da assistência. Tocam-se pianos segundo esse ritmo forte. Tambores e palmas rítmicas aumentam o estrépito. Os assistentes se agitam, se balançam e gemem, ao passo que uma criancinha nos fundos talvez toque um pandeiro. A oração é um gemido ininteligível, que a revista Time chamou de “forte blá-blá-blá de gemidos, grunhidos e gritos”. Em tais reuniões, os conversos são convocados a “aceitar Jesus” e a orar para receberem espírito santo, que crêem lhes permitirá orar “em línguas” que lhes são desconhecidas.

O Dia de Pentecostes
Isto é chamado de “pentecostalismo”, porque as pessoas são levadas erroneamente a crer que foi isso que aconteceu no dia de Pentecostes do ano 33 E.C. Nesse dia, cerca de 120 seguidores fiéis de Cristo ficaram cheios de espírito santo, como Jesus prometera. (João 14:26) Receberam a capacidade miraculosa de ensinar estrangeiros em suas próprias línguas. Este dom de “línguas” lhes permitiu ser entendidos por gente de pelo menos 15 terras diferentes, que tinham vindo a Jerusalém para a festa. Havia gente de três continentes — de tão longe quanto a Mesopotâmia, a leste, de Roma, a oeste, e da Líbia e do Egito ao sul. Cada um conseguiu ouvir, em sua própria língua, “as coisas magnificas de Deus”. Ao ouvir e aceitar tais coisas, muitos levaram, mais tarde, a emocionante mensagem para suas casas, espalhando-a rápido por uma área muito ampla. — Atos 2:5-11.

Esses cristãos primitivos não falavam em “línguas desconhecidas”, nem em “línguas dos anjos”, nem usavam linguagem ininteligível como forma de oração a Deus, como fazem hoje os “pentecostais”. Antes, falavam em línguas estrangeiras. Assim, o famoso Dictionnaire de la Bible, francês, de Vigouroux, afirma corretamente a respeito do que aconteceu no dia de Pentecostes: “Não era uma questão de línguas fabricadas, nem de gritos inarticulados, nem de exclamações arrebatadas, nem de expressões figurativas e entusiásticas, mas de línguas conhecidas e faladas por outros homens, cujo uso o Espírito Santo temporariamente comunicou a certos fiéis.”

“Línguas” Cessariam
É falar em “línguas” parte do cristianismo atual? A resposta é importante, quer encaremos as “línguas” como sendo línguas estrangeiras, como foram no dia de Pentecostes, quer como ajuda para a oração, como fazem os “pentecostais” modernos. Os que imaginam que os cristãos deveriam falar em “línguas” talvez fiquem surpresos de ler nas Bíblias, que muitos carregam, que o apóstolo Paulo, especificamente, disse que nem sempre continuaria o falar milagrosamente em línguas. Escreveu ele: “Quer haja línguas, cessarão.” — 1 Cor. 13:8.
Também poderia surpreender a muitos “pentecostais” saber que nem todos os cristãos primitivos falavam em “línguas”. Paulo escreveu à congregação cristã em Corinto: “Será que todos falam em línguas?” — 1 Cor. 12:30.

Com efeito, parece que a congregação de Corinto estava, realmente, atribuindo importância demais à questão das línguas. Paulo lhes escreveu para não fazerem isso. Indagou: “Irmãos, se eu fosse ter convosco falando em línguas, que bem vos faria eu . . . ?” a menos que explicasse o que dizia, em línguas, numa linguagem que eles pudessem entender. Disse que, como os instrumentos musicais, a voz não devia dar sons ‘incertos’. Não devíamos falar “ao ar”. A linguagem devia ser ‘facilmente entendida’, disse ele, de modo que os presentes pudessem saber “o que se fala”. — 1 Cor. 14:6-9.

No início da congregação cristã, tais dons miraculosos eram necessários para confirmar, de forma espetacular, que o favor de Deus fora transferido da nação judaica, e que agora repousava sobre esta nova congregação cristã. (Heb. 2:2-4) Haviam ocorrido milagres no monte Sinai, mais de 1.500 anos antes, para provar que Deus realmente teve que ver com o estabelecimento do pacto da Lei, judaico, por meio de Moisés. Uma vez que tal fato fora estabelecido, tais milagres cessaram. (Êxo. 19:16-19) Então, milagres similares assinalavam a transferência do favor de Deus para o novo sistema cristão. E, uma vez confirmado tal fato, esses milagres também cessariam.

Após o dia de Pentecostes, não há registro nas Escrituras de alguém receber tal dom, exceto quando estavam presentes um ou mais dos apóstolos diretamente escolhidos por Jesus.  Assim, quando morreu a última pessoa que recebera os dons milagrosos do espírito através dos apóstolos, tais dons especiais, conforme predissera Paulo, ‘cessaram’.
Que dom do espírito permaneceu? O que o inspirado apóstolo Paulo disse que permaneceria. Ele não disse que as línguas permaneceriam, mas disse: “Agora, porém, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.” — 1 Cor. 13:8-13.

Fonte das Línguas “Pentecostais”
Mas, o que dizer do moderno falar em línguas “pentecostal”, conforme praticado na cristandade? Diferente da pregação feita em Pentecostes, tais grupos hodiernos consideram o falar em línguas (glossolalia), como espécie de oração. Explicam que, na linguagem do homem, poderá dizer “Deus é bom”, “Deus é amor”, “Deus é bondoso”. Mas, crêem que, quando se entregam a proferir palavras desconhecidas (“Vogais e consoantes, vogais e consoantes, deixemos que fluam”, disse certo pregador protestante a pessoas que não conseguiam tal “dom”), estão permitindo que o espírito “coloque junto de você uma oração perfeita”, que, na ausência de línguas, talvez não fosse possível.
Donald P. Merrifield, o presidente jesuíta da Universidade de Loyola, que ora desta forma, afirma que as línguas são “uma boa forma de oração e de louvor a Deus”.

No entanto, visto que o apóstolo inspirado disse que este dom cessaria, a prática moderna de falar em línguas não poderia provir da mesma fonte que as línguas dos cristãos primitivos. Nem todas as obras miraculosas feitas em nome de Jesus provêm dele. Ele predisse: “Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome e não expulsamos demônios em teu nome, e não fizemos muitas obras poderosas em teu nome?’ Contudo, eu lhes confessarei então: Nunca vos conheci!” — Mat. 7:22, 23.

O presidente da Universidade de Loyola, Merrifield, que fala em línguas já por muitos anos, afirma: “As línguas poderiam ser uma experiência histérica, ou, segundo alguns, uma experiência diabólica.”
Todd H. Fast, reitor da Igreja Episcopal de S. Clemente, em Huntington Park, Califórnia, EUA, que já fala em línguas desde 1969, disse: “As línguas são controvérsias. O Diabo possui muitos modos de operar em nós. Quando chegamos ao batismo do Espírito Santo [do qual os Pentecostais consideram que falar em línguas é um sinal], ele realmente ataca.” Podemos supor, então, que Jesus Cristo ‘conheceria’ ou reconheceria os que se empenham em tal costume ?

As Escrituras avisam sobre “a operação de Satanás, com toda obra poderosa, e sinais e portentos mentirosos”. — 2 Tes. 2:9.

Linguagem Inteligente, e não Mero Tartamudeio, É Exigida dos Cristãos
Que “falar em línguas”, conforme feito pelos grupos “pentecostais” da atualidade, é antibíblico, foi reconhecido pelo clérigo Nazareno, Timothy Smith, renomado historiador da Universidade de John Hopkins, na quinta reunião anual da Sociedade dos Estudos Pentecostais, realizada em Ann Arbor, Michigan, EUA, em dezembro de 1975. Admitiu que falar em línguas é atraente “por causa de seu mistério” e porque “transcende o racional”. Declarou, contudo, que o uso moderno de línguas é “desvio errado”, baseado no entendimento errôneo da Escritura. Smith sustentou que as “línguas” no “Novo Testamento” referem-se a dialetos conhecidos, e não a línguas desconhecidas. Argüiu que o inteiro enfoque da Escritura é sobre a “razoabilidade e a clareza”, e que a glossolalia (falar em línguas) desconhecida frustraria o entendimento.

Concluindo que não existe “nenhuma evidência de tal glossolalia religiosa no Novo Testamento, na Igreja primitiva ou na história”, Smith concitou os líderes pentecostais a “usar a honestidade intelectual responsável para enfrentar esse emprego errôneo”. — Christianity Today (Cristianismo Atual), 2 de janeiro de 1976.

Sim, a honestidade deve ser empregada também ao apresentar o que as Escrituras dizem. Ademais, os verdadeiros seguidores de Jesus Cristo devem falar do que provém de seu coração e de sua mente, e não tartamudear o que nem eles nem os outros entendem. Os cristãos usarão linguagem que atinja a mente e o coração, de forma que os ouvintes possam dizer, não devido ao sensacionalismo, nem por simples emoção, mas de modo inteligente, “Deus está realmente entre vós.” — 1 Cor. 14:24, 25.

Examine os casos em que este dom foi concedido, e verificará que era na presença dos apóstolos que isso era feito. Os textos são Atos 10:44-46;

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