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ESPÍRITO SANTO: O SEU "EGO", EU.

A Bíblia personaliza e aplica um pronome pessoal ao PARACLETO (consolador)  ocorre raras vezes; sendo que as demais partes das escrituras sempre aparece um pronome neutro para se referir ao espírito santo. João 16:25.

Isto não ocorre com pessoas, e sim com coisas abstratas personalizadas. Veja o caso de Jesus e de Jeová, desde quando você viu a Bíblia trata-los alguma vez com pronome neutro? Já com o espírito santo isto é corriqueiro.  
Então, apesar de raríssimas vezes o "consolador" ter um pronome masculino não prova em si que se trata de pessoa, por que isto deveria ser uma regra geral para a tratativa do espírito santo.   

PRONOME PESSOAL E PRONOME NEUTRO
Rogarei ao Pai, e ele vos dará Outro Advogado [parákletos], para que ele [“he”, masculino] fique eternamente convosco, — o Espírito [pneúma] da verdade, — que o mundo não pode receber, porque não o [“it”, neutro] observa, nem o [“it”] chega a conhecer. Mas vós chegareis a conhecê-lo [“it”]; porque [“it”] permanece convosco e [“it”] está em vós.” Note que o pronome é do gênero masculino (“he”, ele) quando o antecedente é o substantivo masculino parákletos, mas é neutro (“it”) quando o antecedente é o substantivo neutro pneúma. João 14:16,17.

Em João 16:13, pode uma força ativa um poder, GUIAR, FALAR o que OUVIR e FAZER DECLARAÇÕES?
João 16:13 diz; "" No entanto quando ele VIER, o espírito da verdade, ele os GUIARÁ a toda verdade, pois não FALARÁ de sua própria iniciativa, mas FALARÁ o que OUVIR e DECLARARÁ à vocês as coisas que virão.
Quando se refere ao ajudador, ou espírito da verdade, por que no texto grego são usados pronomes neutros em João 14:16, 17, ao passo que em João 16:7, 8, 13, 14 são usados pronomes masculinos? O uso de pronomes masculinos não significa que esteja envolvida uma pessoa. A razão disso é estritamente gramatical. No idioma grego, no qual o Evangelho de João foi escrito, a palavra para “ajudador” está no gênero masculino, mas o termo para “espírito” é neutro. Quando registrou a declaração de Jesus, portanto, João usou o pronome masculino “ele” ao se referir ao que o ajudador faria. O pronome neutro foi empregado quando se fez referência ao que o espírito da verdade realizaria.

Personificação não prova personalidade.
É verdade que Jesus falou do espírito santo como “ajudador” e falou de tal ajudador como ‘ensinando’, ‘dando testemunho’, ‘dando evidência’, ‘guiando’, ‘falando’, ‘ouvindo’ e ‘recebendo’.

Ao fazer isso, o grego original mostra que Jesus, às vezes, aplicava o pronome pessoal masculino a este “ajudador” (paracleto). (Veja Jo 14:16, 17, 26; 15:26; 16:7-15.)
No entanto, não é incomum, nas Escrituras, que aquilo que realmente não é pessoa seja personalizado ou personificado. A sabedoria é personificada no livro de Provérbios (1:20-33; 8:1-36); e formas pronominais femininas são usadas para ela no original hebraico, como também em muitas traduções.

A sabedoria é também personificada em Mateus 11:19 e em Lucas 7:35, onde é apresentada como tendo tanto “obras” como “filhos”. O apóstolo Paulo personalizou o pecado e a morte, e também a benignidade imerecida, como ‘reinando’. (Ro 5:14, 17, 21; 6:12)
Fala do pecado como “recebendo induzimento”, ‘produzindo cobiça’, ‘seduzindo’ e ‘matando’. (Ro 7:8-11) Todavia, é óbvio que Paulo não queria dizer que o pecado era realmente uma pessoa.

Assim, também, as palavras de Jesus sobre o espírito santo, no relato de João, têm de ser tomadas em harmonia com o contexto.
Jesus personalizou o espírito santo ao falar daquele espírito como “ajudador” (que em grego é o substantivo masculino pa·rá·kle·tos). Portanto, João apresenta as palavras de Jesus corretamente como se referindo a este aspecto de “ajudador” do espírito com pronome pessoal masculino. João 16:25

Por outro lado, no mesmo contexto, quando usa a palavra grega pneú·ma, João emprega um pronome neutro para se referir ao espírito santo, a própria palavra pneú·ma sendo neutra. Assim, temos no uso que João faz do pronome pessoal masculino em associação com pa·rá·kle·tos um exemplo de concordância com as regras gramaticais, não uma expressão de doutrina. — Jo 14:16, 17; 16:7, 8.

Não tem identificação como pessoa. 
Visto que o próprio Deus é Espírito e é santo, e visto que todos os seus fiéis filhos angélicos são espíritos e são santos, é evidente que, se o “espírito santo” fosse pessoa, as Escrituras deveriam razoavelmente fornecer alguns meios para diferenciar e identificar tal pessoa espiritual dentre todos esses outros ‘espíritos santos’.

Seria de esperar que, pelo menos, se usasse o artigo definido para ele em todos os casos onde não é chamado de “espírito santo de Deus”, ou não é modificado por alguma expressão similar.
Isto pelo menos o distinguiria como O Espírito Santo.
Mas, ao contrário, em grande número de casos, a expressão “espírito santo” aparece no grego original sem o artigo, indicando assim ausência de personalidade. — Veja At 6:3, 5; 7:55; 8:15, 17, 19; 9:17; 11:24; 13:9, 52; 19:2; Ro 9:1; 14:17; 15:13, 16, 19; 1Co 12:3; He 2:4; 6:4; 2Pe 1:21; Ju 20, Int e outras traduções interlineares.

Como se batiza em seu “nome”.
Em Mateus 28:19, mencionam-se “o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo”. Um “nome” pode significar algo diferente de um nome pessoal.
Em português, quando dizemos “em nome da lei”, ou “em nome do bom senso”, não nos referimos a uma pessoa como tal.
Por “nome”, em tais expressões, queremos dizer ‘aquilo que a lei representa, ou sua autoridade’, e ‘aquilo que o bom senso representa ou exige’.
O termo grego para “nome” (ó·no·ma) também pode ter este sentido.

Assim, ao passo que algumas traduções (KJ; AS; Tr) seguem literalmente o texto grego, em Mateus 10:41, e dizem que aquele que “receber um profeta no nome dum profeta receberá a recompensa dum profeta; e aquele que receber um homem justo no nome dum homem justo receberá a recompensa dum homem justo”, traduções mais modernas dizem: “Quem recebe um profeta na qualidade de profeta”, e: “Quem recebe um justo na qualidade de justo”, ou algo similar. (BJ, BMD, BV, NM)

Neste respeito, Word Pictures in the New Testament (Quadros Verbais no Novo Testamento; 1930, Vol. I, p. 245), de Robertson, diz sobre Mateus 28:19: “O uso de nome (onoma) aqui é um uso comum na Septuaginta e nos papiros para simbolizar poder ou autoridade.”
Portanto, o batismo ‘em o nome do espírito santo’ subentende o reconhecimento deste espírito como tendo por fonte a Deus e como exercendo sua função segundo a vontade divina.
Ademais como poderíamos batizar "em nome"  de alguém que não tem nome próprio?  Já encontrou na Bíblia alguém sendo batizado "em nome" do espírito santo? Atos 19:1-9

Outra evidência de sua natureza impessoal.
Evidência adicional contrária à idéia de personalidade atribuída ao espírito santo é o modo em que é usado em associação com outras coisas impessoais, tais como água e fogo (Mt 3:11; Mr 1:8); e fala-se de cristãos como batizados “em espírito santo”. (At 1:5; 11:16)
Insta-se com as pessoas a ficarem ‘cheias de espírito’, em vez de vinho. (Ef 5:18) Assim, também, fala-se de pessoas como ‘cheias’ dele, junto com qualidades tais como sabedoria e fé (At 6:3, 5; 11:24), ou alegria (At 13:52); e espírito santo é inserido, ou intercalado, entre diversas de tais qualidades, em 2 Coríntios 6:6.

É bem improvável que se fizessem tais expressões se o espírito santo fosse uma pessoa divina. Quanto a o espírito ‘dar testemunho’ (At 5:32; 20:23), deve-se notar que se diz a mesma coisa a respeito da água e do sangue, em 1 João 5:6-8.
Ao passo que alguns textos se referem ao espírito como ‘dando testemunho’, ‘falando’ ou ‘dizendo’ coisas, outros textos tornam claro que ele falou por meio de pessoas, sem ter voz pessoal própria. (Veja He 3:7; 10:15-17; Sal 95:7; Je 31:33, 34; At 19:2-6; 21:4; 28:25.)

De modo que pode ser comparado a ondas de rádio, que podem transmitir uma mensagem de alguém falando ao microfone e fazer sua voz ser ouvida por outros a grande distância, na realidade, ‘falando’ a mensagem por meio dum alto-falante. Deus, por seu espírito, transmite suas mensagens e comunica sua vontade à mente e ao coração dos seus servos na terra, os quais, por sua vez, podem transmitir esta mensagem a mais outros.

Diferençado de “poder”. 
Portanto, rú·ahh e pneú·ma, quando usados com referência ao espírito santo de Deus, referem-se à força ativa invisível de Deus, pela qual ele realiza seu propósito e vontade divinos.
É “santo”, porque procede Dele, não duma fonte terrestre, e está livre de toda a corrupção, como “o espírito de santidade”. (Ro 1:4)

Não é o “poder” de Jeová, porque esta palavra portuguesa traduz mais corretamente outros termos nas línguas originais (hebr.: kó·ahh; gr.: dý·na·mis). Rú·ahh e pneú·ma são palavras usadas em íntima associação, ou mesmo em paralelo, com esses termos que significam “poder”, o que mostra que há uma inerente interligação entre eles, e, ainda assim, uma nítida diferença. (Miq 3:8; Za 4:6; Lu 1:17, 35; At 10:38)

“Poder”, basicamente, é a habilidade ou capacidade de atuar ou de fazer coisas, e pode ser latente, dormente ou inativamente residente em alguém ou em alguma coisa.

Força”, por outro lado, descreve mais especificamente energia projetada e exercida sobre pessoas ou coisas, e pode ser definida como “uma influência que produz ou tende a produzir movimento, ou a mudança de movimento”.

“Poder” pode ser assemelhado à energia acumulada numa bateria, ao passo que “força” pode ser comparada à corrente elétrica que flui de tal bateria.
“Força”, portanto, representa mais exatamente o sentido dos termos hebraico e grego relacionados com o espírito de Deus, e isto é corroborado pela consideração das Escrituras.

Seu Uso na Criação.
Jeová Deus realizou a criação do universo material por meio de seu espírito, ou força ativa.
A respeito do planeta Terra, nos seus primitivos estágios formativos, o registro declara que “a força ativa [ou “espírito” (rú·ahh)] de Deus movia-se por cima da superfície das águas”. (Gên 1:2)

O Salmo 33:6 diz: “Pela palavra de Jeová foram feitos os próprios céus, e pelo espírito de sua boca, todo o exército deles.”
Igual a um poderoso sopro, o espírito de Deus pode ser enviado para exercer poder, embora não haja contato corporal com aquilo sobre o que age. (Veja Êx 15:8, 10.)
Ao passo que um artífice humano usaria a força das suas mãos e dos seus dedos para produzir algo, Deus usa seu espírito.
Por isso, fala-se de tal espírito também como “mãos” ou “dedos” de Deus. — Compare Sal 8:3; 19:1; Mt 12:28, com Lu 11:20.

A ciência moderna chama a matéria de energia organizada, como feixes de energia, e reconhece que “a matéria pode ser transformada em energia, e a energia pode ser transformada em matéria”. (Enciclopédia Delta Universal, Vol. 9, p. 5140)
A imensidão do universo que o homem já conseguiu discernir por meio de seus telescópios dá uma leve idéia da inesgotável fonte de energia encontrada em Jeová Deus.
Conforme escreveu o profeta: “Quem mediu as proporções do espírito de Jeová?” — Is 40:12, 13, 25, 26.

Fonte da vida animada, da faculdade de reprodução.
Não somente a criação inanimada, mas também toda a criação animada deve sua existência e vida à operação do espírito de Jeová, que produziu as criaturas viventes originais por meio das quais todas as atuais criaturas viventes vieram à existência. (Compare isso com Jó 33:4; veja neste artigo a seção “Fôlego; Fôlego de Vida; Força de Vida”.)

Jeová usou seu espírito santo para reavivar as faculdades reprodutivas de Abraão e de Sara, e por isso se podia falar de Isaque como tendo “nascido na maneira do espírito”. (Gál 4:28, 29)
Deus, por seu espírito, também transferiu a vida de seu Filho do céu para a terra, induzindo a concepção no ventre da virgem judia, Maria. — Mt 1:18, 20; Lu 1:35.

Espírito Usado a Favor dos Servos de Deus. 
Uma das principais operações do espírito de Deus envolve sua capacidade de informar, de iluminar, de revelar coisas.
Por isso, Davi podia orar: “Ensina-me a fazer a tua vontade, porque tu és o meu Deus. Teu espírito é bom; guie-me ele na terra da retidão.” (Sal 143:10)
Bem antes, José havia fornecido a interpretação dos sonhos proféticos de Faraó, habilitado para isso pela ajuda de Deus. O governante egípcio reconheceu a operação do espírito de Deus sobre José. (Gên 41:16, 25-39)

Este poder iluminador do espírito é especialmente notável nas profecias. As profecias, conforme mostra o apóstolo, não procederam de interpretação humana das circunstâncias ou dos eventos; não resultaram de alguma habilidade inata dos profetas, de explicar o sentido e o significado destes, ou de predizer o aspecto de eventos futuros.
Antes, esses homens “eram movidos por espírito santo” — induzidos, movidos ou guiados pela força ativa de Deus. (2Pe 1:20, 21; 2Sa 23:2; Za 7:12; Lu 1:67; 2:25-35; At 1:16; 28:25; veja PROFECIA; PROFETA.)

Do mesmo modo, também as Escrituras inspiradas, na sua inteireza, foram ‘inspiradas por Deus’, expressão que traduz a grega the·ó·pneu·stos, que significa literalmente ‘sopradas por Deus’. (2Ti 3:16) O espírito operava de diversas maneiras na comunicação com esses homens e em orientá-los, em alguns casos fazendo-os ter visões ou sonhos (Ez 37:1; Jl 2:28, 29; Re 4:1, 2; 17:3; 21:10), mas em todos os casos operando sobre a mente e o coração deles, para motivá-los e guiá-los segundo o propósito de Deus. — Da 7:1; At 16:9, 10; Re 1:10, 11;

Portanto, o espírito de Deus não somente dá revelação e entendimento da vontade de Deus, mas também energiza Seus servos a realizar coisas em harmonia com esta vontade.
Este espírito atua como força impulsora que os move e impele, assim como Marcos diz que o espírito “impeliu” Jesus a ir para o ermo, após o seu batismo. (Mr 1:12; compare isso com Lu 4:1.)
Pode ser como um “fogo” dentro deles, fazendo-os ficar “fervorosos” com esta força (1Te 5:19; At 18:25; Ro 12:11), em certo sentido aumentando neles ‘energia’ ou pressão para realizar certa obra. (Veja Jó 32:8, 18-20; 2Ti 1:6, 7.)

Recebem “o poder do espírito”, ou “poder por intermédio de seu espírito”. (Lu 2:27; Ef 3:16; compare isso com Miq 3:8.)
No entanto, não se trata apenas dum impulso inconsciente, cego, porque afeta também a mente e o coração deles, de modo que podem cooperar inteligentemente com a força ativa que lhes é dada.
O apóstolo podia assim dizer a respeito daqueles que haviam recebido o dom de profecia, na congregação cristã, que “os dons do espírito dos profetas hão de ser controlados pelos profetas”, a fim de manter a boa ordem. — 1Co 14:31-33.

O espírito tem força ou capacidade habilitadora;
Pode habilitar pessoas para um serviço ou para um cargo.
Embora Bezalel e Ooliabe talvez conhecessem os ofícios antes da sua designação relacionada com a fabricação do equipamento do tabernáculo e das vestes sacerdotais, o espírito de Deus ‘encheu-os com sabedoria, entendimento e conhecimento’, para que a obra fosse feita da maneira intencionada.

Aumentou suas habilidades naturais e o conhecimento que já tivessem, e habilitou-os a instruir outros. (Êx 31:1-11; 35:30-35)
O plano arquitetônico para o posterior templo foi dado a Davi por inspiração, quer dizer, pela operação do espírito de Deus, habilitando assim Davi a empreender uma extensa obra preparatória para o projeto. — 1Cr 28:12.

O espírito de Deus agiu sobre Moisés e por meio dele para profetizar e para realizar atos milagrosos, bem como para liderar a nação e atuar como juiz dela, prefigurando assim o papel futuro de Cristo Jesus. (Is 63:11-13; At 3:20-23)
No entanto, Moisés, como humano imperfeito, achou pesada a carga de responsabilidade, e Deus ‘tirou um pouco do espírito que havia sobre Moisés e o colocou sobre 70 anciãos’, para que ajudassem a levar a carga. (Núm 11:11-17, 24-30)

O espírito tornou-se também ativo em Davi a partir do momento em que foi ungido por Samuel, guiando-o e preparando-o para o seu futuro reinado. — 1Sa 16:13.
Josué ficou “cheio do espírito de sabedoria” como sucessor de Moisés.
Mas o espírito não produziu nele a capacidade de profetizar ou de realizar obras milagrosas ao ponto que fizera com Moisés. (De 34:9-12)

Todavia, habilitou Josué a liderar Israel na campanha militar que resultou na conquista de Canaã. De maneira similar, o espírito de Jeová “envolveu” outros homens, ‘impelindo-os’ como lutadores a favor do povo de Deus, lutadores tais como Otniel, Gideão, Jefté e Sansão. — Jz 3:9, 10; 6:34; 11:29; 13:24, 25; 14:5, 6, 19; 15:14.

O espírito de Deus energizou homens a falar a Sua mensagem de verdade com destemor e coragem perante opositores e ao risco da sua vida. — Miq 3:8.
Ser o espírito de Deus ‘derramado’ sobre os do seu povo é evidência do Seu favor, e resulta em bênçãos e os torna prósperos. — Ez 39:29; Is 44:3, 4.

Julgar e executar julgamento.
Deus, por meio do seu espírito, faz o julgamento de homens e de nações; executa também o julgamento decretado — punindo ou destruindo. (Is 30:27, 28; 59:18, 19)
Em tais casos, rú·ahh pode apropriadamente ser vertido por “sopro”, como quando Jeová fala de fazer ‘irromper um sopro [rú·ahh] de vendavais’ no seu furor. (Ez 13:11, 13; compare isso com Is 25:4; 27:8.)

O espírito de Deus pode alcançar qualquer lugar, agindo a favor ou contra aqueles que recebem Sua atenção. — Sal 139:7-12.
Em Apocalipse 1:4, os “sete espíritos” de Deus são mencionados como estando diante do Seu trono, e depois se dão sete mensagens, cada uma concluindo com a admoestação de que se “ouça o que o espírito diz às congregações”. (Re 2:7, 11, 17, 29; 3:6, 13, 22)

Estas mensagens contêm pronúncias de julgamento, esquadrinhadoras do coração, e promessas de recompensa pela fidelidade.
Mostra-se o Filho de Deus como tendo esses “sete espíritos de Deus” (Apoc. 3:1); e estes são chamados de “sete lâmpadas de fogo” (Apoc. 4:5), e também de sete olhos do cordeiro que é morto, “olhos que significam os sete espíritos de Deus, os quais têm sido enviados à terra inteira”. (Apoc. 5:6)

Visto que em outros textos proféticos se usa sete como representando totalidade (veja NÚMERO, NUMERAL), parece que estes sete espíritos simbolizam a plena capacidade ativa de observação, discernimento ou percepção do glorificado Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, habilitando-o a inspecionar toda a terra.

O espírito de Deus atua como “ajudador” da congregação.
Conforme Jesus prometeu, quando ascendeu ao céu, ele solicitou ao Pai o espírito santo, ou a força ativa de Deus, e se lhe concedeu autoridade de usar este espírito.
‘Derramou-o’ sobre os seus discípulos fiéis no dia de Pentecostes, continuando a fazer isso depois para com aqueles que se voltavam para Deus por meio do Seu Filho. (Jo 14:16, 17, 26; 15:26; 16:7; At 1:4, 5; 2:1-4, 14-18, 32, 33, 38)

Assim como tinham sido batizados em água, agora foram todos ‘batizados em um só corpo’ por este único espírito, como que sendo imersos nele, do mesmo modo em que se pode meter um pedaço de ferro num campo magnético e assim magnetizá-lo. (1Co 12:12, 13; compare isso com Mr 1:8; At 1:5.)

Embora o espírito de Deus já antes tivesse operado nos discípulos, conforme se evidenciou por poderem expulsar demônios (veja Mt 12:28; Mr 3:14, 15), operava agora neles de maneira aumentada e mais intensa, e em modos novos, como nunca antes. — Veja Jo 7:39.
Cristo Jesus, como Rei messiânico, tem “o espírito de sabedoria e de compreensão, o espírito de conselho e de potência, o espírito de conhecimento e do temor de Jeová”. (Is 11:1, 2; 42:1-4; Mt 12:18-21)

Esta força a favor da justiça é manifestada no seu uso da força ativa, ou espírito, de Deus, em dirigir a congregação cristã na terra, sendo Jesus, por designação de Deus, Cabeça, Dono e Senhor dela. (Col 1:18; Ju 4)

Este espírito, como “ajudador”, deu então maior entendimento da vontade e do propósito de Deus, e esclareceu-lhes a Sua Palavra profética. (1Co 2:10-16; Col 1:9, 10; He 9:8-10)
Foram energizados para servirem como testemunhas em toda a terra (Lu 24:49; At 1:8; Ef 3:5, 6); foram-lhes concedidos milagrosos ‘dons do espírito’, habilitando-os a falar em línguas estrangeiras, a profetizar, a curar e a realizar outras atividades, que tanto facilitariam a sua proclamação das boas novas como serviriam de evidência de sua comissão e apoio divinos. — Ro 15:18, 19; 1Co 12:4-11; 14:1, 2, 12-16; compare isso com Is 59:21; veja DONS DADOS POR DEUS (Dons do Espírito).

Jesus, como Superintendente da congregação, usava o espírito de forma governamental — orientando a escolha de homens para missões especiais e para servir na superintendência, no ensino e no “reajustamento” da congregação. (At 13:2-4; 20:28; Ef 4:11, 12)

Induziu-os, bem como restringiu-os, indicando em que lugar deviam concentrar seus esforços ministeriais (At 16:6-10; 20:22), e tornou-os escritores eficazes de ‘cartas de Cristo, inscritas com o espírito de Deus em tábuas carnais, em corações humanos’. (2Co 3:2, 3; 1Te 1:5)
Conforme prometido, o espírito reavivou-lhes a memória, estimulou-lhes as faculdades mentais e tornou-os denodados em dar testemunho mesmo perante governantes. — Veja Mt 10:18-20; Jo 14:26; At 4:5-8, 13, 31; 6:8-10.

Quais “pedras viventes”, estavam sendo constituídos num templo espiritual alicerçado em Cristo, por meio do qual se ofereceriam “sacrifícios espirituais” (1Pe 2:4-6; Ro 15:15, 16) e se entoariam cânticos espirituais (Ef 5:18, 19), e no qual Deus moraria por espírito. (1Co 3:16; 6:19, 20; Ef 2:20-22; compare isso com Ag 2:5.)

O espírito de Deus é uma força unificadora de enorme potência, e enquanto esses cristãos lhe permitiam livre atuação entre eles, unia-os pacificamente em vínculos de amor e de devoção com Deus, com o Filho dele e uns com os outros. (Ef 4:3-6; 1Jo 3:23, 24; 4:12, 13; compare isso com 1Cr 12:18.)
O dom do espírito não os preparava para atividades mecânicas, assim como fizera com Bezalel e com outros, que fabricaram e produziram estruturas e equipamentos materiais, mas equipava-os para obras espirituais de ensino, de orientação, de pastoreio e de aconselhamento.

O templo espiritual que eles constituíam devia ser adornado pelos lindos frutos do espírito de Deus, e estes frutos de “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé”, bem como qualidades similares, era prova positiva de que o espírito de Deus operava neles e entre eles. (Gál 5:22, 23; compare isso com Lu 10:21; Ro 14:17.)

Este era o fator básico e primário que produzia boa ordem e orientação eficaz entre eles. (Gál 5:24-26; 6:1; At 6:1-7; compare isso com Ez 36:26, 27.) Sujeitavam-se à ‘lei do espírito’, força eficaz a favor da justiça, que operava para manter afastadas as práticas da carne inerentemente pecaminosa. (Ro 8:2; Gál 5:16-21; Ju 19-21)
Confiavam na operação do espírito de Deus sobre eles, não em habilidades carnais ou na sua formação. — 1Co 2:1-5; Ef 3:14-17; Fil 3:1-8.

Quando surgiam questões, o espírito santo era ajudador em chegarem a uma decisão, como no caso da circuncisão, decidido pelo corpo, ou conselho, de apóstolos e anciãos em Jerusalém.

Pedro contou que se concedera o espírito a pessoas incircuncisas das nações; Paulo e Barnabé relataram as operações do espírito no seu ministério entre tais pessoas; e Tiago, cuja memória, sem dúvida, foi ajudada por espírito santo, trouxe à atenção a profecia inspirada de Amós, que predizia que pessoas das nações seriam chamadas pelo nome de Deus.

Assim, todo o impulso ou ímpeto do espírito santo de Deus apontava numa só direção, e, assim, reconhecendo isso, ao escrever a carta transmitindo sua decisão, este corpo ou conselho disse: “Pois, pareceu bem ao espírito santo e a nós mesmos não vos acrescentar nenhum fardo adicional, exceto as seguintes coisas necessárias.” — At 15:1-29.

Unge, gera, dá ‘vida espiritual’.
Assim como Deus ungira Jesus com o seu espírito santo, por ocasião do batismo de Jesus (Mr 1:10; Lu 3:22; 4:18; At 10:38), assim ungiu agora os discípulos de Jesus.

Esta unção com o espírito era para eles “penhor” da herança celestial, para a qual foram assim chamados (2Co 1:21, 22; 5:1, 5; Ef 1:13, 14), e dava-lhes testemunho de que haviam sido ‘gerados’, ou produzidos, por Deus para serem seus filhos, com a promessa de vida espiritual nos céus. (Jo 3:5-8; Ro 8:14-17, 23; Tit 3:5; He 6:4, 5)
Foram purificados, santificados e declarados justos “no nome de nosso Senhor Jesus Cristo e com o espírito de nosso Deus”, espírito que habilitara Jesus a prover o sacrifício resgatador e tornar-se sumo sacerdote de Deus. — 1Co 6:11; 2Te 2:13; He 9:14; 1Pe 1:1, 2.

Por causa desta chamada e herança celestial, os seguidores de Jesus, ungidos com espírito, tinham uma vida espiritual, embora ainda vivessem como criaturas carnais, imperfeitas.
Foi evidentemente a isto que o apóstolo se referiu quando contrastou os pais terrestres com Jeová Deus, o “Pai de nossa vida espiritual [literalmente: “Pai dos espíritos”]”. (He 12:9; compare isso com o versículo 23 .)

Eles, quais co-herdeiros de Cristo, que hão de ser ressuscitados da morte em corpo espiritual, levando a imagem celestial dele, devem viver na terra como “um só espírito” em união com ele, sua Cabeça, não permitindo que os desejos ou as tendências imorais da sua carne sejam a força que os controla, algo que talvez até mesmo resulte em se tornarem “uma só carne” com uma meretriz. — 1Co 6:15-18; 15:44-49; Ro 8:5-17.

Obter e reter o espírito de Deus.
O espírito santo é a “dádiva gratuita” de Deus, que ele de bom grado concede aos que sinceramente o buscam e pedem. (At 2:38; Lu 11:9-13)
O fator-chave é o coração reto (At 15:8), mas o conhecimento dos requisitos de Deus e a conformidade com eles também são fatores essenciais. (Veja At 5:32; 19:2-6.)

Uma vez que o cristão recebe o espírito de Deus, não deve ‘contristá-lo’ por desprezá-lo (Ef 4:30; compare isso com Is 63:10), adotando um rumo contrário à sua orientação, fixando o coração em objetivos diferentes daquele para o qual ele aponta e impele, rejeitando a inspirada Palavra de Deus e seu conselho e aplicação a si mesmo. (At 7:51-53; 1Te 4:8; compare isso com Is 30:1, 2.)

Com hipocrisia, alguém poderia “trapacear” o espírito santo por meio do qual Cristo dirige a congregação, e aqueles que deste modo ‘fazem uma prova’ do poder do espírito santo tomam um rumo desastroso. (At 5:1-11; contraste isso com Ro 9:1.)

A oposição deliberada contra a manifestação evidente do espírito de Deus e a rebelião contra ele podem significar blasfêmia contra este espírito, o que é um pecado imperdoável. — Mt 12:31, 32; Mr 3:29, 30; compare isso com He 10:26-31.

Não pode blasfemar contra Jeová Deus, Seu Nome, Sua Casa, Seu espírito. Mas pode blasfemar contra Seu Filho . Luc. 12:10, Apoc. 13:6.

PERGUNTAS SOBRE O ESPÍRITO SANTO
001- Por que o espírito santo nunca conversou com Jesus?
002- Por que o espírito santo nunca conversou com Jeová?
003- Por que o espírito santo não tem nome próprio?
004- Por que o espírito santo de Deus não é Filho de Deus?
005- Por que o espírito santo não recebe orações?
006- Por que o espírito santo não pode perdoar pecados?
007- Por que o espírito santo não tem trono?
008- Por que o espírito santo não é rei?
009- Por que o espírito santo não é pastor?
010- Por que o espírito santo não recebe adoração?
011- Por que o espírito santo não recebe honras?
012- Por que o Pai não ama o espírito santo?
013- Por que o Filho não ama o espírito santo?
014- Por que o Pai não deixou herança ao espírito santo?
015- Por que não podemos cantar hinos ao espírito santo?
016- Por que o Pai não glorifica o espírito santo?
017- Por que o espírito santo não é saudado?
018- Por que o espírito santo não é pessoa no Apocalipse?
019- Por que no Apocalipse não tem a palavra espírito santo?
020- Por que para ganhar o espírito santo se pede ao Pai?
021- Por que o espírito santo não é Salvador?
022- Por que o espírito santo não é chamado de Senhor?
023- Por que o espírito santo não é irmão de Jesus?
024- Por que o espírito santo é representado por coisas abstratas?
025- Por que mundanos não pecam contra o espírito santo?  
026- Por que  usar termos para o espírito santo como: cair, pousar, derrubar, encher, soprar, ser bebido, repartido, etc.?
027- Por que não precisa ter fé no espírito santo?
028- Por que o espírito santo não participa do Reino?
029- Por que o espírito santo não se proclama Deus?
030- Por que o espírito santo não tem amigos?
031- Por que o espírito santo nunca foi visto no céu?
032- Por que o espírito santo não participa das reuniões celestiais?
033- Por que o espírito santo não tem um corpo?
034- Por que não é possível conhecer o espírito santo?
035- Por que ele é tratado também com pronome neutro?
036- Por que é comandado pelos seus Donos?
037- Por que o espírito santo não é uma alma?
038- Por que não pode se invocar o nome do espírito santo?
039- Por que a Bíblia não menciona membros corporais dele?
040- Por que  nem o satanás o reconhece como pessoa?
041- Por que o espírito santo não é mencionado na Ceia do Senhor?
042- Por que o batismo com o espírito santo não é junto com o batismo cristão.
043- Por que o espírito santo não julga os pecados contra si mesmo?
044- Por que o espírito santo não tem anjos para si?
045- Por que o espírito santo não é chamado na Bíblia de "pessoa"?
046- Por que o espírito santo não pode ser honrado?
047- Por que o espírito santo não é pessoa no Apocalipse?
048- Por que o espírito santo não participa no Armagedom?
049- Por que o espírito santo não é mencionado na Nova Jerusalém?
050- Por que o espírito santo não é mencionado no Reino Milenar?
051- Por que o espírito santo não se teme, serve, ama, e adora?
052- Por que a Bíblia usa pronome NEUTRO para o espírito santo?
053- Por que o espírito santo é representado por uma ave? (linguagem antropomórfica)
054- Por que não tem pecados contra o espírito santo no Velho Testamento?
055- Por que o espírito santo de Jeová é mais importante que Jesus?
056- Por que não é necessário temê-lo. Apoc 14:7.
057- Por que nunca será um profeta.
058- Por que o espírito santo não é uma ALMA?

PECAR CONTRA O ESPÍRITO DE JEOVÁ.
Quando Jeová aprova um cidadão com o espírito DELE...E se o cidadão PRATICAR o pecado deliberadamente, depois de ter recebido o espírito santo, com certeza peca contra JEOVÁ, o dono da força ativa. Heb. 10:26-30.
Este foi o caso de Ananias e Safira, estavam em pentecostes e entre os anciãos e apóstolos que foram batizados com o espírito santo de Jeová. Atos 2:1-11; 5:1-5.

QUESTIONAMENTO DE LEITORES
A palavra força Ativa só aparece na tradução das Testemunhas de Jeová. Gên. 1:2.
O ESPÍRITO SANTO É UMA FORÇA ATIVA E IMPESSOAL, VEJA  EM VÁRIAS TRADUÇÕES DA BÍBLIA:
01- "A terra estava sem forma e vazia; as trevas cobriam o abismo e um vento impetuoso soprava sobre as águas."  Gên.1:2 Trad. Pastoral.
http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_P8.HTM
02- "Ora, a terra estava vazia e vaga, e as trevas cobriam o abismo, e um vento de Deus pairava sobre as águas." Gên. 1:2 Trad. Jerusalém, Nova edição,revista 1985.
03- "A terra era vazia e deserta, e havia escuridão sobre as águas profundas e a força ativa de Deus movia-se sobre as água." Gên. 1:2 Trad. Novo Mundo.
04- "Não havia ordem nem vida na terra, que era toda coberta por um mar profundo. A escuridão cobria o mar, e o Espírito de Deus* (*rodapé: "ou o Poder de Deus ou o Vento de Deus") se movia por cima da água." Gên 1:2, Trad. Linguagem de Hoje edição 1988.
05- "A terra porém era vã e vazia: e as trevas cobriam a face do abysmo: e o espírito (em minúsculo) de Deus era levado sobre as águas". Gên. 1:2. Trad. Antonio Pereira de Figueiredo 1842. Lisboa.
06- "A terra, porem estava informe e vazia, e as trevas cobriam o Abismo, mas o espírito (em minúsculo) de Deus pairava por sobre as águas". Trad. Mensagem de Deus. Editora Santuário
07- Por que várias traduções modernas da bíblia estão traduzindo “espírito” em minúsculo? Veja Isaías 11:1, nessa tradução: http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PNS.HTM

TODOS SIGNIFICADOS DE PNEUMA
A palavra hebraica para espírito é ruʹahh e a grega é pneuʹma. Alguns tradutores da Bíblia traduzem a palavra hebraica neshamahʹ por espírito em Jó 26:4 e Provérbios 20:27, mas tradutores mais cuidadosos usam a palavra “fôlego” e não espírito. A palavra neshamahʹ é a empregada em Gênesis 2:7, aplicando-se ao fôlego vital soprado em Adão no dia de sua criação.
O seu emprego neste caso indica que o que Deus soprou nas narinas de Adão foi fôlego literal. Todavia, a força ativa da vida que Deus lhe deu, dando-lhe uma existência consciente, era o seu ruʹahh ou espírito.

Esta força ativadora da vida não é mencionada em Gênesis 2:7 de modo especial, mas se refere a ela em outras partes. — Gên. 6:17; 7:22; Ecl. 12:7.
A força vital ou o princípio da vida nas criaturas terrestres, que é mantida pela respiração, é um dos significados de espírito. Em Jó 27:3 tal palavra é empregada com este significado. “Enquanto meu fôlego está todo em mim, e o espírito de Deus está em minhas narinas.”

A palavra hebraica neshamahʹ é empregada como fôlego literal neste texto, ao passo que ruʹahh é empregado por espírito, ou força vitalizadora.
Às vezes a palavra espírito indica a disposição mental da pessoa. Esta é algo que não pode ser visto, mas é manifesto de modo visível mediante expressões ou ações da pessoa. Em Salmo 34:18, a disposição mental é claramente indicada pela palavra espírito: “Jeová está perto dos que estão aflitos de coração; e os que estão abatidos de espírito ele salva.”

Assim como uma pedra cede sob o martelo, assim também a pessoa arrependida fica abatida quando a Palavra de Deus lhe revela a gravidade dos seus pecados. Ela então busca humildemente o perdão, como fizeram os que ficaram “compungidos no coração”, sentindo-se culpados em face do que Pedro lhes havia dito em Pentecostes. (Atos 2:37)
Então, ‘abatido de espírito’, indica a disposição mental da pessoa ciente dos seus pecados e da sua necessidade espiritual.

A ira é uma disposição mental que, às vezes, é indicada pela palavra “espírito”. Em Juízes 9:23 se refere a esta disposição mental pela expressão “espírito mau”. Foi empregada referente aos ressentimentos que surgiram entre Abimeleque e os proprietários de Siquém.
Esta mesma disposição de ira é expressa em Eclesiastes 10:4 como “o espírito dum governante” que se levanta contra uma pessoa. Em Provérbios 25:28, indica-se isto pelos dizeres: “Como uma cidade arrasada, sem muro, é o homem que não domina o seu espírito.” Assim é o homem que não domina a sua ira.

Um significado inteiramente diferente de espírito se encontra em 1 Timóteo 4:1. Ali se transmite a idéia de uma expressão ou proferimento inspirado. O mesmo acontece em 2 Tessalonicenses 2:2, onde se emprega a palavra grega pneuʹma e é traduzida por espírito em algumas traduções da Bíblia.
Diz-se ali aos cristãos: “Não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós.” (ALA)

A frase “expressão inspirada” transmite apropriadamente o sentido da palavra “espírito” neste caso, segundo empregada na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs.
A força vitalizadora invisível que Jeová Deus põe em ação para realizar a sua vontade pode ser chamada de espírito santo. É a esta força, que operou nos trabalhos da criação, que Gênesis 1:2 se refere, dizendo: “O Espírito de Deus pairava por sobre as águas.” (ALA)

O mesmo se aplica a Jó 33:4: “O Espírito de Deus me fez.” (ALA) Foi a sua poderosa força em ação que executou o trabalho. Dizer que ela executou o trabalho de criação, embora sendo Deus o Criador, é semelhante a dizer que a eletricidade faz o elevador subir, embora sendo o motor que realmente o faça.
Os milagres que Jesus Cristo fez na terra foram feitos pelo espírito de Deus, a sua força ativa. “Se é por meio do espírito de Deus que eu expulso os demônios, o reino de Deus vos tem realmente alcançado.” (Mat. 12:28)

Foi esta força ativa que deu a Sansão força para a execução de atos fantásticos, tais como o de matar mil homens com uma queixada de jumento e o de levar embora os portões de uma cidade. (Juí. 15:14, 15; 16:3)
Por meio dela, outros homens, tais como o pai de João Batista, foram movidos a profetizar. (Luc. 1:67) Ela envolveu 120 discípulos de Jesus Cristo em Pentecostes e os possibilitou a falar em línguas diferentes, a curar enfermos e a ressuscitar mortos. O espírito foi derramado sobre eles deste modo; Deus os batizou nele. (Atos 2:17)
Assim, a palavra “espírito”, freqüentemente é usada para se referir à poderosa força ativante de Deus em operação para fazer a vontade dele.

Como vimos, a palavra “espírito” tem pelo menos sete significados distintos. É empregada para se referir a Jeová Deus, a Jesus Cristo, aos anjos, à força vital nas criaturas terrestres, à disposição mental, às expressões inspiradas e à força ativante de Deus.

Tendo presente estes significados ao passo que ler as Escrituras, será ajudado a ler com entendimento. A sabedoria adquirida pelo estudo cuidadoso da Palavra de Deus lhe abrirá uma vereda que conduz a muitos privilégios no serviço do Criador e, por fim, à vida eterna. — Mat. 7:14.
Não recebemos o espírito do mundo, mas o espírito que é de Deus, para que soubéssemos as coisas que nos foram dadas bondosamente por Deus. Destas coisas também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com as ensinadas pelo espírito, ao combinarmos assuntos espirituais com palavras espirituais. — 1 Cor. 2:12, 13.

ESPÍRITO SANTO: O PERSONALIZAR DE COISA IMPESSOAL.
4 REGRAS IMUTÁVEIS DE PERSONALIZAÇÃO NA BÍBLIA:
1- A Bíblia personaliza qualquer coisa impessoal,  mas, jamais  tal coisa se tornará uma pessoa*
Exemplos de personalização de coisas impessoais pela Bíblia:
“Eu” (ego), sabedoria Prov. 8:1a33: 9:1a18, tribos de Israel. Jer.31:1,3
Guiar, A palavra de Deus, Salm.119:105, 2 Tim 3:16.
Falar, sangue, noiva: Gên 4:10, Apoc.22:17.                               
Ouvir, os céus e Terra: Isaías 1:2.                             
Glorificar, obras cristãs: Mat.5:16, Rom. 11:13.                               
Mostrar, os céus: Sal.19:1.                                             
Anunciar, coisas escritas: 1Cor.10:11.                                  
Vontade, Criação, Rom.8:20.                                          
Emoções: Mar, rios, montes: Sal. 96:11,12; 98: 7a9.                                
Mente: Rom 8:27 A bíblia, Heb.4:12 (discerne).
Pensar: O coração, Prov. 15:28.  
Interceder, Ajudar As nações: Zac.1:15.                                       
Mentir a Ele: À verdade, Tiago 3:14.                                
Blasfemar, nome de Deus. atos 6:13, Rom. 2:24, Apoc.13:6.
Pecar contra, nosso corpo: 1 Cor.6:18.                                   
Comandar, enviar, impedir O coração, Ex.35:21                                         
Consolar, as escrituras, a bíblia. Rom.15:4.                      
Ensinar, a graça, a Bíblia: Tito 2:11,12, 2 Tim.3:16.
Ter voz e vontade própria, o vento João 3:8
Fazer julgamentos, a Bíblia. Heb. 4:12.
Dar testemunho, água, sangue. 1 João 5:6,7,8
Declarar, os céus. Salmos 19:1
Reinar, a morte, paz. Rom. 5:17, Col 3:15
Ter poder, a sepultura. Salmo 89:48

2- Quando a Bília dá uma tratativa impessoal  para alguma coisa supostamente pessoal, ela  nunca se tornará uma pessoa. É caso irreversível.
Exemplos de tratativas impessoais para algo supostamente pessoal, pela Bíblia:
O ESPÍRITO SANTO NÃO TEM:
Nome próprio, Sal. 83:18.  
Diálogo com humanos, Mat.21:20,21    
Dialogo com Jeová, Gen.15:2,4.
Dialogo com Jesus. Apoc.1:12,13.
Dialogo com Anjos. Apoc.22:8,9.   
Acessível a pedido. Luc.11:13.
Receber saudações. 1 Cor.1:2,3.
Mostrar sua aparência. Apoc.1:12a18.  
Grau de parentesco. Mat.3:17.
Ser ALMA. Is. 42:1
Receber honra, glória, prêmio. Apoc.5:13.    
Ser conhecido. João 17:3
Ser amado. Marcos 12:28-31.
Compartilhar o reino Apoc.11:15.                                                                       
Ser imitado, 1 Cor.11:1.
Ser taxado pessoa. Ex.15:3                                                                             
Ser profeta, Deut. 18:18
Ser Apóstolo. Heb. 3:1
Compartilhar na salvação. Apoc.7:10
Estar presente em ocasiões extremamente IMPORTANTES. Dan. 7:9a18.
Ter amigos. Tiago 2:23.                                                                  
Ninguém precisa ter fé nele. João 14:1.
Não é necessário temê-lo. Apoc 14:7
Usa pessoas para falar. 2 Sam. 23:2.
Encher outra pessoa, Atos 2:4.
Ser derramado em outra pessoa. Joel 2:28.  
Ser repartido, Num.11:16,17, Isaías 63:11.
Pousar noutra pessoa, Num.11:25.
Cair noutra pessoa. Atos 10:44.
Ser soprado numa pessoa. João 20:22.
Pode-se "beber" espírito santo. 1 Cor. 12:13
Não tem membros corporais.

3- A Bíblia nunca personaliza totalmente  algo  impessoal.
Este algo impessoal personalizado parcialmente nunca será realmente uma pessoa.
Exemplos de personalização parcial para algo supostamente pessoal, pela Bíblia:
O espírito santo não é personalizado no céu antes de ser derramado, e na terra é personalizado praticamente durante o primeiro século do Cristianismo,  mas  em algumas ocasiões.
O espírito santo não tem passagens como pessoa no Apocalipse inteiro. Não é visto como pessoa no Reino milenar e na Nova Jerusalém.

4- Para se determinar a personalidade de uma coisa, primeiro é imperativo  averiguar se esta coisa está sendo personificada ou não.
Não adianta, por exemplo, dizer que o coração é uma pessoa por ele ter sentimentos e emoções. Embora ele seja impessoal, ele pensa, medita, responde e etc. Prov. 15:28.   
Que dizer do espírito santo de Jeová? Nas poucas vezes que o espírito de Deus é personalizado, ele faz coisas que são próprias de pessoas. Efésios 4:30. (comparado a um selo).

CONCLUSÃO:
Existe texto na Bíblia dizendo diretamente que o espírito santo é uma força ativa impessoal. Se o espírito santo é uma pessoa, por que ele é o único na Bíblia que não é chamado de ALMA? Por que o espírito santo não é visto trabalhando junto com o Pai e o Filho desde a criação? João 5:17.

Quem pode se medir, controlar, guiar, instruir o espírito santo de Jeová? Isaías 40:12-14.
É óbvio que somente Seu dono.
Quem "guiou" o Espírito do SENHOR? Ou, como seu conselheiro, o ensinou? Trad. ARA
Quem "dirigiu" o espírito de Javé, quem lhe sugeriu o seu projeto? Trad. Pastoral
Quem mediu as proporções do espírito de Jeová, e quem, como seu homem lhe deu conselho? Trad. N. Mundo


CONCLUSÃO
JEOVÁ É AMOR. 1 João 4:8
JESUS TEM AMOR. João 14:31
ESPÍRITO SANTO nos auxilia amar. Gal. 5:22.

PESQUISA ADICIONAL:










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