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DESASSOCIAÇÃO: QUAL A ESPERANÇA PARA QUEM MORRE DESASSOCIADO?

Todos nós temos de reconhecer que é o julgamento de Jeová que conta. (Pro. 29:26) Isto é assim com práticas odiosas, porque a Bíblia mostra que essas são as coisas que Deus detesta. (Pro. 6:16-19) Mas é assim também com respeito ao seu julgamento de pessoas. A Palavra de Jeová diz claramente que os “injustos”, os que praticam as “obras da carne”, não herdarão o Seu reino. (1 Cor. 6:9, 10; Gál. 5:19-21)
Tais pessoas não têm lugar no céu, nem mesmo se enquadram no domínio terrestre do Reino. Por conseguinte, quem quiser hoje permanecer na congregação limpa de Deus terá de satisfazer as Suas normas.
Deus simplesmente não permitirá a presença de “fermento” como influência corrompedora no meio do seu povo santo. — 1 Cor. 5:6-13.

Naturalmente, quando um parente chegado é desassociado, as emoções humanas podem ser uma grande prova para nós. Os sentimentos e os laços familiares são especialmente fortes entre pais e filhos, e são também poderosos quando um cônjuge é desassociado. Ainda assim, temos de reconhecer que, afinal de contas, não beneficiaremos a ninguém, nem agradaremos a Deus, se permitirmos que as emoções nos levem a desconsiderar o Seu conselho e orientação sábios.

Precisamos demonstrar nossa completa confiança na justiça perfeita dos modos de Deus, inclusive de sua provisão de desassociar transgressores impenitentes. Se permanecermos leais a Deus e à congregação, o transgressor, com o tempo, talvez tire uma lição disso, se arrependa e seja readmitido na congregação.
Todavia, quer isso ocorra, quer não, podemos derivar consolo e força do que Davi disse no fim da sua vida:
“Todas as . . . decisões judiciais [de Deus] estão diante de mim; . . . E que Jeová me pague de volta segundo a minha justiça, segundo a minha limpeza diante dos seus olhos. Com alguém leal agirás com lealdade; com o que está sem defeito, o poderoso, procederás sem defeito; com aquele que se mantém limpo, tu te mostrarás limpo . . . E salvarás o povo humilde.” — 2 Sam. 22:23-28.

Caso morra enquanto desassociado, os arranjos para o seu funeral poderão constituir um problema. Seus parentes cristãos talvez quisessem ter um discurso no Salão do Reino, se esse for o costume local. Mas isso não seria próprio para alguém que foi expulso da congregação. Se ele tiver dado evidência de arrependimento e de querer o perdão de Deus, tal como por deixar de praticar o pecado e assistir as reuniões cristãs, a consciência de algum irmão talvez lhe permita proferir um discurso bíblico na funerária ou no local do enterro. Tais comentários bíblicos sobre a condição dos mortos fornecem um testemunho aos incrédulos ou consolam os parentes. Todavia, se o desassociado ainda tiver promovido ensinos falsos ou conduta ímpia, nem mesmo tal discurso seria apropriado. — 2 João 9-11.

É correto uma das testemunhas de Jeová dirigir um ofício fúnebre para alguém que morra desassociado?
Uma congregação dos servos de Jeová não deve realizar um serviço fúnebre de alguém que morra desassociado; nem deve um cristão dedicado dirigir tal funeral, sem considerar se o resto da família seja ou não de testemunhas de Jeová e esteja em boa condição.
Nem deve qualquer membro da congregação assistir a tal enterro. Jamais queremos dar a impressão aos de fora de que uma pessoa desassociada era aceitável à congregação, quando, na verdade e na realidade, não era aceitável, mas fora desassociada de lá.

Mas, suponhamos que alguém desassociado tenha dado certa evidência de genuíno arrependimento e tenha passado a freqüentar as reuniões, mostrando o desejo de ser readmitido na congregação. Então, se os anciãos acharem que isso não perturbaria a paz e a harmonia da congregação, nem lançaria vitupério sobre o povo de Deus, não haveria objeção a que um ancião profira um discurso. Como é que poderiam saber se Jeová já não lhe perdoou, visto que há alguma evidência de arrependimento?

Os anciãos, corretamente, talvez quisessem esperar para se certificar de que seu arrependimento era sincero. Obviamente, cada caso é diferente e terá de ser julgado nos seus próprios méritos. É evidente que, caso se profira um discurso fúnebre, será preciso tomar cuidado para não se falar sobre assuntos pessoais, nem para fazer declarações positivas a respeito de a pessoa ser ressuscitada ou não. Mas, certamente se poderá dar uma boa apresentação bíblica e um testemunho.

Além disso, não devemos desperceber dois dos principais motivos da desassociação do transgressor. Um é fazê-lo cair em si, se possível. O outro é proteger a congregação contra a sua má influência. Nenhum deles se aplicaria agora, visto que a pessoa desassociada já faleceu.

Davi expressou o sentimento correto, quando disse que nem mesmo queria estar associado com tais pessoas na ocasião da morte: “Não colhas a minha alma com a dos pecadores, nem a minha vida com a dos homens sanguinários.” — Sal. 26:9, ALA.


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